Um sofrimento que poderia ter sido evitado: ANÁLISE TÁTICA GLOBO-RN 1×1 NÁUTICO

Por Felipe Holanda

O Náutico esteve bem próximo de sair derrotado do Globo-RN e perder uma invencibilidade de sete partidas pela Série C. Com uma escalação cheia de novidades, o treinador Márcio Goiano não conseguiu manter o ritmo dos jogos anteriores. Melhor em boa parte do jogo, a equipe potiguar abriu o placar ainda no primeiro tempo em cobrança de falta. O sofrimento dos alvirrubros, que jogaram boa parte da etapa final com um homem a mais, só foi findado aos 48 minutos, quando Wallace Pernambucano empatou de cabeça.

É bom registrar, claro, que Márcio Goiano não contou com dois jogadores fundamentais do time, ambos titulares. O volante Jonnathan e o meia Dudu, suspensos, não enfrentaram o Globo-RN. Por isso, Régis e o paraguaio Roa Jimenez, que não vêm sendo utilizados com frequência no Náutico, começaram jogando.

nautico

Assim como nos outros jogos,  o treinador alvirrubro montou a equipe no 4-1-4-1, com duas linhas de quatro, tendo Josa à frente da defesa e Robinho como referência no ataque. Não funcionou, principalmente no sistema defensivo, que não conseguia segurar o 4-3-3 do Globo e o gol potiguar parecia questão de tempo. Foi. Geovani cobrou falta por debaixo da barreira e venceu Bruno para fazer 1×0.

Nem quando o Timbu defendia com três zagueiros, conseguia ser soberano na marcação. Com pouca compactação dos alvirrubros, o Globo-RN viu a chance de explorar os contra-ataques e chegou muito perto de fazer o segundo ainda na primeira metade.

nauNáutico se defendendo com três zagueiros e dois volantes. No lance, Max saiu na cara do gol e quase ampliou (Reprodução/Esporte Interativo)

A “frouxidão” Timbu do primeiro tempo fez com que Márcio Goiano voltasse para a segunda etapa com duas mudanças, colocando Ortigoza e Wallace Pernambucano, ambos atacantes. Mudou da água para o vinho e o Náutico começou a pressionar a saída do Globo-RN e preocupando a marcação adversárias com dois jogadores de referência.

A primeira chance veio com Ortigoza, que havia salvo o Náutico diante da Juazeirense, marcando o gol da vitória aos 50 minutos de jogo. No lance, diferente da primeira etapa, o Timbu atacou com seis homens e o paraguaio só não deixou tudo igual no placar graças à uma bela defesa do goleiro Rafael.

nau2Postura do Náutico diferente no segundo tempo (Reprodução/Espore Interativo)

O Timbu cresceu ainda mais quando o goleiro Rafael, do Globo-RN, tocou a mão na bola fora da grande área e foi expulso. Com um homem a mais em campo, os espaços para o time de Márcio Goiano eram cada vez maiores.

Mas se engana quem pensa que foi fácil para o Náutico. O gol de empate só veio aos 48 minutos da etapa final. Luiz Henrique recebeu belo passe de Junior Timbó e cruzou na cabeça de Wallace Pernambucano, que testou firme para deixar tudo igual em Ceará-Mirim.

No final das contas, com o empate conquistado no sufoco, o treinador Márcio Goiano poderia ter evitado o sofrimento do Náutico se tivesse escalado uma equipe mais vertical e ofensiva. Serviu como aprendizado para os próximos jogos.

@holandareporter

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