Um jogo de espaços: ANÁLISE TÁTICA GRÊMIO 2×1 SÃO PAULO

Por Pedro Galante e Maurício Wiklicky

O Grêmio buscava três pontos para não se distanciar da parte de cima da tabela. O São Paulo vivia a expectativa de vencer e chegar a liderança. As motivações das duas equipes explicam o porquê de esse ter sido um jogo de espaços.

O São Paulo marcou cedo, em uma rara falha de Geromel, e passou a se defender em bloco baixo. O Grêmio tinha a posse, ocupava o campo de ataque, mas não conseguia criar muitas chances. Porém diferentemente do jogo contra o Vasco, o Grêmio não alçava bolas na área, tentava trabalhar a bola com Cícero mais posicionado na frente da defesa e Maicon mais a frente, organizando o jogo junto com Luan.

O primeiro tempo foi extremamente intenso, o tricolor paulista buscava pressionar o portador da bola e o Grêmio achar triangulações pelo lado. Grande preocupação gremista antes do jogo, as ausências de Leo Moura e Cortez, substituídos por Leo Gomes e Marcelo Oliveira, respectivamente, começaram o jogo muito tensos e com erros de passes e posicionamento. Porém ao longo do jogo evoluíram e foram muito bem, anulando os pontas são paulinos, e sendo opção de passe no ataque (Leo Gomes teve duas oportunidades de gol perdidas).

A principal arma do São Paulo era o contra-ataque. O time chegou a criar boas chances, mas parou no goleiro Marcelo Grohe. Quando Grohe estava batido no lance, foi Kanneman o responsável por salvar o tricolor gaúcho.

Se o São Paulo achou nas transições um mecanismo para criar perigo, o Grêmio achou o mesmo através do talento individual, mais especificamente de Everton Cebolinha. Militão foi constantemente exigido, Everton caia pelo setor e sempre gerava preocupação. Quando acertava o drible curto, ficava em boa posição para finalizar, como no gol de empate, nos acréscimos do 1° tempo.

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Com o placar empatado o São Paulo voltou ao segundo tempo mais disposto a atacar. Mas o Grêmio foi eficiente na marcação de Nenê e os pontas não pareciam muito inspirados, como falamos acima.
O Grêmio ensaiava aproveitar esse espaço deixado pelo São Paulo, pois Nenê e Diego Souza nao faziam a recomposição e os lados de campo não estavam compactados. Esse estilo é favorável pelo estilo gremista, pois com posse (64% no jogo) e espaço, conseguia as finalizações (foram 12 no jogo) e chegou ao segundo gol dessa forma. Com a defesa bagunçada são paulina, novamente Everton deu um drible curto e abriu espaço para finalizar.

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sofa2Via: SOFASCORE

Diego Aguirre ainda tentou buscar o empate. Colocou Everton na lateral, e Brenner na ponta. Carneiro no lugar de Nenê e Lucas Fernandes no lugar de Rojas. Mas nada resolveu, diante de uma boa marcação gremista, que teve mais oportunidades para ampliar no contra ataque.

Foi uma partida para mostrar mais uma vez a dificuldade do tricolor paulista em propor o jogo e para confirmar que com espaço o time do Grêmio é quase imbatível.

O São Paulo tem que continuar com o mesmo ritmo para seguir na briga pela liderança. Depois da partida contra o Cruzeiro, o time volta a jogar na Sul-americana. Já o Grêmio mantém o seu encalce nos líderes e jogará contra a Chape no domingo antes de encarar a maratona de decisões do mês de agosto.

@mwgremio e @Pedro17Galante

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