O fim da invencibilidade colorada: ANÁLISE PÓS JOGO AMÉRICA-MG 2×1 INTERNACIONAL

por Luiz Martins

Na noite do dia 26/07/18, quinta-feira, o Inter foi batido por 2 a 1 pelo América-MG no Estádio Independência, pela 15ª rodada do Brasileirão. Em uma má atuação coletiva colorada, Juninho e Giovanni marcaram para o Coelho, com Jonatan Álvez marcando o gol de honra da equipe gaúcha, em sua partida de estreia.

O time comandado pelo técnico Odair Hellmann foi a campo com uma escalação ousada, no 4-2-3-1:

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Analisando a escalação inicial, Odair buscaria pressionar o adversário dentro de seu campo e para atacar, apostar na velocidade de seu meio-campo e ataque, na tentativa de ampliar a invencibilidade conquistada nos últimos 10 jogos.

Com bola rolando o que vimos em campo, fora a falta de entrosamento dos dois volantes em defender a frente de sua área, dificuldade de coordenar suas ações ofensivas e defensivas de maneira organizada. Desta forma espaços entre suas costas e a linha defensiva, lugar onde Rodrigo Dourado sempre realiza sua função quando escalado, era um ponto vulnerável. Neste espaço o time do América-MG, utilizava Ruy e Rafael Moura, para tabelarem com os jogadores de lado de campo, causando dificuldades na marcação da defesa colorada.

2018-07-27 19_48_18-WindowJogador do América totalmente sozinho, livre de marcação. Edenílson e Patrick com dificuldades de preencher à frente da área.

Em duas falhas de marcação o time mineiro abriu dois gols de vantagem no marcador, obrigando a equipe do Inter a atacar com mais ímpeto, mas desde o início do jogo, o time gaúcho demonstrava muita dificuldade em atacar, por não possuir um jogador que pensasse A partida tendo maior controle e posse de bola, coordenando jogadas ofensivas, buscando agredir a defesa adversária.
A inoperância de seus jogadores de frente, é outro ponto a ser destacado, principalmente os dois atletas posicionados ao lado do campo. Lucca e Pottker demonstravam muitos erros em suas ações e tomadas de decisão, tendo dificuldades de interpretar o desenvolvimento da partida, muitas vezes atrapalhando outros jogadores da equipe, principalmente Zeca e Iago (Zeca realizou uma das piores partidas dele no Inter), que não conseguiam auxiliar no ataque com suas chegadas pelos corredores e Nico López, que tentava retornar a base da jogada, buscando se associar aos demais jogadores quando recebia a bola, mas sem obter sucesso.

Sentindo que necessitava de um jogador organizador das ações ofensivas e também ter maior posse de bola próxima a área, porque Damião demonstrava extrema dificuldade de sustentar a bola no setor, devido a ainda não estar totalmente em seu auge físico, Odair mandou a campo D´alessandro e Jonatan Álvez, no lugar de Lucca e Damião, respectivamente, na tentativa de melhorar o desempenho. As alterações surtiram o pouco efeito, com o colorado pressionando o adversário em sua área, mas apostando bastante em cruzamentos e lançamentos. Este ímpeto foi interrompido aos 25 minutos, quando D´alessandro foi expulso do jogo, por conduta anti-desportiva (não irei comentar aqui sobre arbitragem), junto ao jogador Wesley da equipe mineira.
Em nova tentativa de ao mínimo empatar o jogo, Odair retirou Nico López, para a entrada de Camilo, novamente buscando ter um jogador de maior controle de bola e precisão nos passes. Com uma assistência de Camilo, Jonatan Álvez marcou seu primeiro gol pela equipe do Internacional, se posicionando entre os zagueiros, uma de suas características, dominando a bola e girando, para finalizar à gol.

O que fica de lição da derrota é o entendimento de que o time deve sempre buscar entender como o jogo se desenrola de forma rápida e clara, visando melhoria de desempenho durante os noventa minutos. Buscar uma melhor preparação e soluções, visando ajustar funções e posições, dentro de suas melhores características, ao longo do restante do campeonato, sem correr tantos riscos defensivos, porque ainda terá enfrentamento com equipes de maior qualidade que o América. O time superou expectativas e encontra-se em uma posição inimaginável por qualquer colorado, por diversos fatores, mas como tenho batido sempre nessa tecla, a maior conquista esse ano é o retorno da confiança, para buscar voos maiores em um futuro próximo.

 

@ojunomartins

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2 comentários sobre “O fim da invencibilidade colorada: ANÁLISE PÓS JOGO AMÉRICA-MG 2×1 INTERNACIONAL

  1. Aprecio muito os trabalhos do site…todavia parece que nesta análise o dileto analista teceu comentários apenas no tocante ao time sulista,que parece ter jogado contra ninguém e sofreu a derrota por tão somente os seus erros e a infeliz escalação do trenêro gaúcho…o adversário foi um mero detalhe na partida.Enfim…o certame é longo e quiçá análises mais objetivas serão apresentadas.Saúde e boa sorte ao Deca das Alterosas.Ao colorado,bem,que encontre a luz do fim do túnel.👋

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