Em meio ao cansaço, Desportiva vence o Tupy na estreia da Copa ES: ANÁLISE TÁTICA DESPORTIVA 2 X 1 TUPY

Por Juliano Rangel e Vinícius Lodi

Começou a Copa Espírito Santo, com um duelo de equipes experientes logo na primeira rodada. Desportiva e Tupy fizeram uma partida bastante equilibrada e decidida na bola parada, o principal artifício apresentado durante a Copa do Mundo para se marcar um tento. Rafael Olioza fez o decisivo e pôs os grenás na frente.

es

Jogando em casa, a Tiva impôs logo no início uma marcação de pressão na saída de jogo do adversário, limitando os espaços, compactando linhas com bastante agilidade. O técnico Vevé armou a equipe num 4-2-1-3, com Edinho jogando por trás dos três atacantes e tendo liberdade para flutuar de um lado para outro.

es1

Nos momentos sem a bola esse esquema variava para o 4-4-2, com os extremos Weltinho e Wilker voltavam para formar uma linha de quatro no meio-campo com Ramon e Gean Miller. Edinho se aproximava de David Dener na frente.

es2

Pelo lado do Tupy, Wagner Nascimento foi a campo com um 4-2-3-1, que variava também para um 4-4-2, com os extremos Canário e Mádison retornando para linha de meio-campo e Ronicley encostando em Diego Neves. Usando a marcação em bloco médio, a equipe de Vila Velha teve muitas dificuldades na saída de bola, com três atacantes da Desportiva cercando, e obrigando a zaga a tentar lançamentos para sair da zona de defesa.

es3

Na Tiva, a posse de bola era muito trabalhada, desde a saída em três que contava com a participação da dupla de zaga Rafael Olioza e David, além do volante Gean Milller ou o lateral-esquerdo Ratinho. Na direita, o lateral Sorriso tinha liberdade para avançar até o meio e realizar ultrapassagens pelo extremo Wilker, enquanto que o volante Ramon cobria seu espaço. A equipe grená só pecava em alguns passes já na zona de ataque, que eram desperdiçados na hora para abrir o placar.

es4

Nesse momento os dois times armavam marcações mistas com encaixes setorizados, um meio termo entre a marcação individual e em zona. A Desportiva em bloco médio e alto em determinados momentos. Pelo outro lado, o Tupy – mais recuado, marcava em bloco baixo/médio e só conseguia encontrar espaços utilizando a velocidade de Mádison pelo lado esquerdo.

es5

Ronicley caia pelos lados para fazer tabelas com Madison e Edmar Chazinho, e criando boas possibilidades de ultrapassagens com o passe qualificado. Ele ainda era o jogador que mais se aproximava do centroavante Diego Neves. Canário foi importante para dar velocidade ao jogo pela direita. O Tupy passou a encontrar espaços pelas laterais e foi perigoso, porém em um vacilo sofreu o primeiro gol.

No lado grená, a liberdade que Edinho tinha para se movimentar em campo o fazia abrir espaços para as chegadas de Wilker, encostando em David Dener, que também realizava um trabalho de pivô. Com todo esse destaque na partida, o camisa 10 da Tiva conseguiu abrir o placar num lance em que sua movimentação dentro da área foi crucial para marcar após um bate-rebate na área.

es6

es7

Na segunda etapa, o cansaço começou a ficar visível pelo lado da Desportiva, enquanto que o Tupy começou a tocar a bola e encontrar espaços pelo lado direito do ataque. Destaque para o lateral-direito Edmar Chazinho que levou perigo em duas jogadas de ultrapassagem.

es8

Na primeira, o camisa 2 da equipe de Vila Velha tocou para Canário e já realizou o movimento de ultrapassagem para receber a bola na frente e cruzar para Diego Neves marcar num belo voleio.

Marcador do gol, Diego Neves apresentava uma grande mobilidade, trocando passes próximos ao meio-campo. Foi desta forma que ele deu início a uma jogada, novamente com o movimento de ultrapassagem de Edmar Chazinho, que só parou com uma bola cabeceada pelo próprio camisa 9 no travessão do goleiro Felipe.

 

Os dois treinadores também apostaram nas inversões dos extremos no segundo tempo, com Wilker trocando de lado com João Vitor (entrou na vaga de Weltinho), pelo lado da Desportiva, e Mádisson mudando de posição com Canário no Tupy

Com dificuldades para finalizar, a Tiva conseguiu chegar ao gol da vitória em uma cobrança de escanteio, quando a zaga do Tupy marcava de forma mista, com um homem na primeira trave e a predominância era para a marcação individual com seis homens dentro da área.  Mesmo com todo esse bloqueio, Rafael Olioza conseguiu subir mais que a zaga e, de cabeça, mandar para o gol.

es9

O gol fez as duas equipes mexeram nas escalações até o apito final, com o Tupy buscando o ataque pelo lados, mantendo seu 4-2-3-1, com as entradas de Keké, Bruninho Araújo e Breno, enquanto que a Tiva, com Marco Antônio atuando como volante, se montou num 4-3-3, variando com para um 4-5-1, só com Edinho mais avançado.

@esquadra_tatica

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s