Os engenheiros de Pellegrini: ANÁLISE TÁTICA DO WEST HAM 18/19

Por Felipe Holanda

Com o elenco reforçado sob a batuta de Manuel Pellegrini, o West Ham promete dar várias alegrias ao seu torcedor na próxima temporada e desponta como possível sensação da Premier League 2018/2019. Só na parada para a Copa do Mundo, os londrinos abriram os cofres e gastaram mais de 85 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 382 milhões, para anunciar reforços de peso.

Foram anunciados pelo West Ham, em menos de um mês, os meias Felipe Anderson e Jack Wilshere, que deixaram, nessa ordem, Lazio e Arsenal; O meia-atacante Andriy Yarmolenko, ex-Borussia Dortmund; Os zagueiros Fabian Balbuena e Issa Diop, contratados junto a Corinthians e Toulouse, respectivamente; O lateral-direito Ryan Fredericks, emprestado pelo Fulham, além do goleiro Lukasz Fabianski, ex-Swansea.

Mais do que simplesmente gastar dinheiro, Pellegrini vem montando um esquadrão competitivo, trazendo peças que chegam para brigar diretamente pela titularidade e repor os atletas que estão lesionados, caso do argentino Manuel Lanzini, cortado às vésperas da Copa do Mundo por uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo. O meia deve retornar apenas no início de 2019.

Ainda não se sabe como Pellegrini montará o time, mas a maior probabilidade é um sistema tático no 4-1-4-1, com variações para o 4-2-2-2 e 4-3-2-1. Nesse esquema, a intenção é povoar o meio de campo e ganhar velocidade pelos lados do campo, dando mais fluidez ao jogo. Na lateral direita, Zabaleta é outra opção para assumir a titularidade, assim como o goleiro recém-chegado Fabianski, que disputa uma vaga entre os onze com o espanhol Adrián, titular em boa parte da última temporada.

holanda1Provável West Ham que inicia a temporada (Felipe Holanda/Tatical Pad)

Outra opção, um pouco mais ofensiva, é atacar, principalmente nos jogos dentro de casa, no 4-5-1. O esquema aumenta a possibilidade de roubadas de bola no campo de ataque, pressionando a posse adversária e podendo variar para o 4-3-3.

holanda2 West Ham montado no 4-5-1 (Felipe Holanda/Tatical Pad)

O CARA DO TIME

Maior contratação da história do West Ham, avaliada em em R$ 195 milhões, o brasileiro Felipe Anderson chega com status de estrela ao clube londrino. Não por acaso, afinal, o talento do meia já não é nenhuma novidade para quem acompanhou seu futebol na Lazio nos últimos anos.

Exímio camisa 10, Felipe pode atuar nos dois lados do campo, mas tende a subir mais pela esquerda, sendo uma arma imponente para situações de contra-ataques. Renomado, o atleta vem de grande temporada 2017/2018 na Itália. Com 32 jogos pela Lazio, participou diretamente de 18 gols de sua equipe, com oito bolas nas redes adversárias e dez assistências.

holanda3 Dados de Felipe Anderson na última temporada (Reprodução/Transfermarket)

Na carreira, o meio-campista tem quatro títulos, dois pelos Santos (Libertadores e Recopa Sul-Americana) e um pela Lazio (Super Copa da Itália), além da medalha de ouro conquistada com o Brasil nas Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016.

MAIS SOBRE O PROFESSOR

Com o total aval dos mandatários do clube, Manuel Pellegrini, formado em engenharia civil no Chile, vem montando o time do West Ham à sua maneira. Ele foi as compras e acabou surpreendendo a muitos com contratações pontuais. Além do presente, o técnico tem um passado vitorioso em seu currículo, com passagens por grandes times do futebol mundial.

Entre 2004 e 2009, comandou o modesto Villarreal, da Espanha, colocando o “Submarino Amarelo” num patamar elevado. No Espanhol da temporada 2004/2005, com nomes Juan Roman Riquelme, Diego Forlán, Marcos Senna e Juan Pablo Sorín, o time terminou na terceira colocação, ficando atrás apenas dos gigantes Barcelona e Real Madrid.

holanda4Em pé: Arruabarrena, Vieira, Peña, Marcos Senna, Riquelme, Javi Venta, Alvaréz. Agachados: Sorín, Forlán, Josico e José Mari (Reprodução/Internet)

Foi na temporada seguinte, porém, que o Villarreal se agigantou, com uma campanha notória na Europa. Na Champions League de 2005/2006, a equipe comandada por Manuel Pellegrini chegou às semifinais, sendo eliminada pelo Arsenal após Juan Roman Riquelme, astro do time, perder um pênalti.

Anos depois, já na Inglaterra, Pellegrini fez seu trabalho mais notável da carreira e escreveu seu nome de uma vez por todas na história do Manchester City. Com o sistema 4-2-2-2 bastante versátil, variando para o 4-2-3-1 e para o 4-3-3, o treinador venceu a Premier League 2013/2014 e foi tido como ídolo no Etihad.

holanda5 O versátil Manchester City de Manuel Pellegrini (Reprodução/Talksport)

Em agosto de 2016, Pellegrini foi buscar um novo desafio. Desta vez, comandou o Hebei China Fortune-CHI, que contava com jogadores renomados no elenco, como os argentinos Javier Mascherano e Ezequiel Lavezzi, além do marfinense Gervinho. No futebol chinês o esquema adotado foi o 4-1-4-1, variando rapidamente para o 4-3-3.

holanda6 O esquema adotado por Pellegrini no futebol chinês (Reproução/Talksport)

UM NOVO E ÁRDUO DESAFIO

A estreia do West Ham na Premier League 2018/2019 será logo uma pedreira das grandes. Os londrinos enfrentam o Liverpoool, em Anfield Road, no dia 12 de agosto. Será o esquadrão de Pellegrini capaz de surpreender na Terra da Rainha? Só o tempo vai dizer.

@holandareporter

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