Um Atlético mais equilibrado: ANÁLISE TÁTICA DE CRUZEIRO 1 X 1 ATLÉTICO

Por André Frehse Ribas

Na estreia de Tiago Nunes à frente do time principal, o Atlético empatou com o Cruzeiro em 1 a 1 e foi eliminado da Copa do Brasil 2018. O resultado não ajudou o rubro-negro, mas não vamos falar sobre isso e sim sobre o que mudou no time.

Na última quinta-feira, publiquei uma matéria falando sobre como seria o Atlético sob o comando de Tiago Nunes. Hoje, vamos relembrar e ver como o Furacão se comportou diante do clube mineiro.

A atuação Atleticana pode ser definida por uma palavra: equilíbrio. A equipe conseguiu sofrer menos na defesa,  controlar o jogo, mas ainda falta corrigir alguns detalhes no setor ofensivo.

TRANSIÇÃO OFENSIVA E ORGANIZAÇÃO OFENSIVA

SAÍDA DE TRÊS

 No estadual, Tiago utilizou um volante entre os zagueiros para sair jogando. Contra o Cruzeiro, Bruno Guimarães foi o escolhido para desempenhar essa função, que é importante para transição ofensiva e defensiva da equipe. Com isso, deixou Jonathan e Renan Lodi abertos, Lucho e Rossetto  próximos no meio, Veiga e Nikão trabalhando por dentro e Pablo como o jogador mais avançado, como você pode ver no vídeo e na imagem abaixo. 

SAÍDA CAP
Saída de bola do Atlético. Bruno Guimarães entre os zagueiros, laterais abertos, Lucho e Rossetto pelo meio. Mesma que se viu no aspirantes. 

O grande problema da ação ofensiva rubro-negra foi devido a falta de intensidade por parte de Nikão e Veiga, deixando o ataque muito estático.  Pouca movimentação para abrir espaços e lentidão na hora de agir, facilitando a marcação do adversário.  O Atlético conseguiu ter a bola, mas faltou ser mais agressivo com ela para incomodar a última linha do cruzeiro.

No contra-ataque, devido a postura mais conservadora, o time sempre chegava em inferioridade numérica e dificilmente conseguia superar a marcação do clube mineiro. 

TRANSIÇÃO DEFENSIVA E ORGANIZAÇÃO NA DEFESA

O grande ponto forte do Atlético foi a transição defensiva. Logo que perdia bola, o Furacão procurava  pressionar o adversário para recuperar a bola o quanto antes e criar superioridade numérica na região da bola. Essa  pressão e superioridade  resultaram em roubadas de bola que ajudaram o time a ter o controle do jogo. Isso passou muito pelo fato do rubro-negro ter uma postura mais conservadora, sem deixar tantos jogadores à frente da linha da bola, como era com Fernando Diniz. 

Agressividade, igualdade ou superioridade numérica na zona da bola:

Bruno Guimarães foi de extrema importância na transição defensiva. Ele foi responsável por cobrir Thiago Heleno e Paulo André, caso um dos dois não conseguisse conter o ataque adversário. Cometeu alguns erros com a bola, mas foi importante, fez um bom jogo e deve seguir como primeiro volante. 

Quando já estava organizado no setor defensivo, o rubro-negro se posicionava  em bloco médio no 4-4-2, com Veiga e Pablo mais à frente. Assim que o Cruzeiro chegava próximo do circulo central, o Atlético procurava pressionar e dificultar a criação do time Mineiro, que tinha problemas para entrar no seu campo ofensivo.

Lucho não fez um bom jogo e falhou defensivamente e ofensivamente, sem contribuir para o jogo do Atlético. Lentidão na ação, na ocupação dos espaços e erros na hora de agir, é hora de testar outro jogador em sua função. Camacho pode ser o escolhido.

Rossettto é o cara que busca a bola e tenta dar ritmo ao jogo, mas não tomou as melhores decisões nessa partida. Pausou na hora de acelerar e acelerou na hora de diminuir o ritmo, mas teve sua importância na hora de defender. 

Bergson entrou muito bem no segundo tempo. Mostrou uma boa movimentação e conseguiu incomodar o time do Cruzeiro no segundo tempo. Pode ser uma boa opção para começar o jogo no lugar do Pablo. 

ATLÉTICO MAIS EQUILIBRADO

O time mostrou solidez, equilíbrio e eficiência no setor defensivo, diferente do que foi visto com Fernando Diniz. Esse foi o primeiro passo que o Tiago Nunes deu para organizar seu time, assim como fez no Campeonato Paranaense. Agora, é hora de ajustar detalhes no setor ofensivo. Testar jogadores que chegaram recentemente, ter mais velocidade nas suas ações ofensivas, incomodar mais as linhas do adversário e ser mais vertical no jogo. E, para isso, é necessário que os jogadores também respondam e sejam mais intensos. 

@andre_frehse

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