Desclassificado mas vitorioso – PÓS JOGO VASCO 2×0 BAHIA

Por Ricardo Leite

O Vasco venceu todos os duelos da noite. Venceu nas vozes da arquibancada. Venceu na postura apresentada. Venceu dentro de campo. Venceu por não ter tomado nenhum gol mesmo num jogo que se expôs desde o início. Venceu porque viu uma promessa de apoio se materializar até depois do apito final. Venceu porque o desempenho deu confiança a equipe.

Venceu também o duelo tático. Com o Bahia extremamente fechado e marcando em bloco médio/baixo, Vasco adiantava seus laterais para jogarem como extremos e os meias abertos (Pikachu e Wagner) ficavam como interiores para trabalharem com eles. Com isso, adiantou também os zagueiros e utilizava muito bem seus três jogadores mais recuados (Breno, Ricardo e ora Desábato ora Andrey) – que são jogadores com boa qualidade de passe/lançamento – para ganhar campo e apostava na movimentação dos seus homens de frente.

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No 1T foram inúmeras as aproximações e trocas de posição no setor ofensivo. Destaque para G. Augusto e Pikachu que tinham total liberdade para flutuar entre as linhas de marcação do Bahia, ir ao fundo, centralizar e encostar no centroavante.

Vasco utilizou muito as jogadas pelos flancos nos 15 minutos iniciais. Seja pela troca de passes e aproximação, seja pelas inversões de jogo.

Após os 15 minutos iniciais, o Vasco teve um certo momento de desorganização e a pressa acabava levando os jogadores a se precipitar nas jogadas. A postura da equipe baiana irritava muito os atletas, torcedores e comissão técnica.

O Vasco jogou no 4-2-3-1 com muita movimentação do trio de meias. Tanto antes quanto depois da entrada do Kelvin o Vasco atacou prioritariamente pela direita.

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Infelizmente a jogada de infiltração do Pikachu não aconteceu de forma efetiva. Isso se deve ao fato de existirem poucos espaços concedidos pelo Bahia no seu campo de defesa.

Apesar da ótima partida ds dupla de zaga e do controle absoluto da partida, é preciso que o Vasco tenha atenção e evolua na transição defensiva. Nas poucas vezes que o Bahia buscou jogar, gerou lances rápidos que geraram dificuldade para marcação vascaína.

Jorginho deu mostras positivas da intertemporada. Mostrou um time que apesar de lento mostrou boa movimentação ofensiva. Um time que ofensivamente busca os talentos de Giovanni e Pikachu. Apesar de não fazerem partidas brilhantes, também gostei da postura e do posicionamento da dupla de volantes. Se entenderam bem e buscaram inciar as jogadas procurando sempre os laterais e meias.

cruz3Posicionamento médio da equipe vascaína. Confirma a tese de que o Vasco atacou mais pela direita e mostra Giovanni Augusto se aproximando bastante de Rios. (Fonte:SOFASCORE).

Infelizmente ficou prejudicado por não poder colocar em prática suas ideias nas substituições. A equipe novamente sofreu com as lesões antes e durante o jogo. Mas mesmo assim fez alterações ofensivas em todas as “oportunidades”.

Mais uma vez o Vasco sente casaço físico extremo na segunda etapa. O Vasco praticamente foi inofensivo após marcar o segundo gol. É compreensível, pelo contexto do jogo e por estar voltando de período inativo, mas a verdade que esse parece um fardo mais pesado pro Vasco que para outras equipes. Além disso, parece que a preparação fisiológica continua sendo um problema. Os atletas apresentam abaixa resistência e consequentemente muitas lesões.

Pikachu mais uma vez, sóbrio, inteligente e decisivo foi o melhor ofensivo em campo. Vale a menção a Breno e Ricardo também (que não poderão reeditar a parceria pois o primeiro recebeu dois jogos de suspensão pelo Brasileirão).

O Vasco fez o que pôde. Talvez fez até mais do que podia. Mas foi incapaz de vencer dois adversários: o buraco que o time se colocou no primeiro jogo e o anti jogo praticado pela equipe baiana.

O saldo é positivo e promissor. Principalmente se o Vasco melhorar na parte física. Que as contrataçoes consigam agregar o esperado e Jorginho tenha tranquilidade para evoluir em conjunto com a equipe. No fim, disputar menos competições pode ser um trunfo para a equipe cruzmaltina. Óbvio que a classificação teria sido muito mais satisfatória, mas diminuir a maratona e poder se concetrar em duas competições pode ser benéfico ao clube, principalmente para um elenco que sofre tanto na parte física.

@ricardoleitevg do @analisevasco

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