Análise dos gols da Copa: BOLA PARADA SE MOSTRA LETAL

Por Pedro Cardoso Petrachini

A Copa do Mundo chegou ao fim neste domingo, com a França sagrando-se bicampeã após vitória por 4 a 2 sobre a Croácia. Inclusive, a decisão disputada neste domingo marcou a final com maior número de gols em Copas desde 1966, quando a Inglaterra fez o mesmo placar na Alemanha Ocidental. Porém, naquela ocasião, houve prorrogação após igualdade em 2 a 2 nos 90 minutos.

No geral, o Mundial na Rússia foi bastante movimentado. Em 64 jogos, apenas 1 terminou 0 a 0 (França x Dinamarca na fase de grupos). Ao todo, foram 169 gols, com média de 2,64 por jogo. O torneio de 2018 ficou pouco abaixo da Copa disputada no Brasil, em 2014, quando foram 171 bolas na rede. Porém, aquela competição teve 7 partidas sem gols.

Em uma coisa, 2014 e 2018 tiveram empate: o número de tentos do artilheiro máximo. Se há 4 anos, James Rodríguez fez 6 pela Colômbia, desta vez foi o inglês Harry Kane quem levou a Chuteira de Ouro, com a mesma marca.

As bolas paradas foram a tônica das construções que levaram os times a marcar. 63 tentos (37%) saíram assim. Divididos, foram 22 de pênalti, 7 de falta e mais 34 em jogadas com a pelota sendo alçada na área de alguma forma, seja escanteio, falta, ou até mesmo lateral lançado para as proximidades da trave.

O pé direito também foi o preferido dos artilheiros. Ao todo, 77 gols foram feitos com ele, contra 45 de esquerda, 32 de cabeça, além de 3 com outros lugares do corpo, como coxa, joelho, etc… Fecham a conta os 12 gols contra da Copa, incluindo um na final, feito por Mandzukic. O número de tentos marcados na própria baliza cresceu bastante em relação a 2014, quando foram só 5.

Por fim, o segundo tempo também foi a etapa com mais movimentações no placar. 100 gols vieram na metade final, contra 66 nos 45 iniciais. Foram ainda 3 tentos na prorrogação, todos em jogos da Croácia (2 em Rússia x Croácia e 1 em Croácia x Inglaterra).

O Mundial russo termina com 3 duelos em que 7 gols foram feitos, maior marca desta edição: Bélgica 5 x 2 Tunísia e Inglaterra 6 x 1 Panamá, na primeira fase, além de França 4 x 3 Argentina, nas oitavas. O ataque mais positivo foi o dos belgas, com 16. A pior defesa ficou com o Panamá: 11 em 3 jogos, média de 3,66 por partida.

@PedroPetrachini

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