Pós-jogo Inglaterra 1×2 Croácia

Por Daniel Klabunde e Luiz Doering

Chegamos ao final do sonho inglês de chegar à uma final depois de 52 anos, mas isso não tira todo o merecimento desta equipe, que chegou mais longe do qeu muitos acreditavam, muito por ser um time muito jovem e com uma nova ideia de atuar.

Muito desta derrota passou pelo fato de terem marcado logo cedo o primeiro gol da partida, aos 4 minutos, em linda cobrança de falta de Trippier, e ter recuado muito suas linhas de defesa, fazendo com que a Croácia tomasse conta da posse de bola e os ingleses investindo mais nos contra-ataques. Tanto que podemos ver que Henderson não participa da partida com nos outros jogos, onde a bola sempre passava pelos seus pés.

3lugar

Imagem: @11Tegen11

Isso ocorreu muito pela marcação individual de Modric em cima do camisa 8 inglês dificultando na saída de bola.

Kane perdeu uma grande chance de ampliar o placar ainda no primeiro tempo, com duas boas defesas de Subasic no mesmo lance, e isso não pode acontecer em uma semifinal de copa do mundo, pois eleva a moral do adversário e lhe da mais confiança para buscar o resultado.

Na análise pré-jogo comentei que seria necessária uma tarde mágica de seus principais jogadores para que a Croácia, advinda de duas prorrogações desgastantes, alcançasse a classificação perante a forte equipe da Inglaterra. E foi exatamente isso que aconteceu: uma tarde mágica.

Como foi citado na prévia da partida, a entrada de Brozovic no meio de campo tornou a equipe croata um pouco mais defensiva, com um maior poder de marcação, ao mesmo tempo em que libera Luka Modric de algumas obrigações defensivas, liberando o habilidoso meia para pensar o jogo e municiar os atacantes.

Entretanto, logo no começo a Croácia precisou mostrar todo seu poder de concentração e resiliência, já que mais uma vez (a 3ª consecutiva) saiu atrás no placar e precisou correr atrás do empate. Após o gol de falta anotado por Trippier logo no início da partida, a Croácia teve de abrir mão de sua estratégia inicial (que consistiria em segurar o ímpeto inglês) e foi obrigada a propor o jogo. É curioso: o gol da Inglaterra acabou obrigando a Croácia a jogar como… A Croácia.

Se Modric e Rakitic foram determinantes em quase todas as partidas, os nomes do ataque se revezaram em grandes jornadas na Copa do Mundo. Contra a Inglaterra, coube a Perisic ser o homem-chave do ataque Vatreni. O extrema croata da Inter de Milão foi o responsável por empatar a partida em um lance que mostrou toda obstinação da Croácia na busca pelo gol. Não foi um lance vistoso, como se espera de uma equipe tão técnica como a da Croácia, mas foi um gol de luta, de garra, que mostra uma outra feição importante dos comandados de Zlatko Dalic: a intensidade e a ferocidade de quem está disposto a fazer tudo pela vitória.

Diferente das últimas partidas, a Croácia pareceu ainda melhor no segundo tempo, dominando a equipe inglesa (que não finalizou nenhuma vez na meta de Subasic após marcar o gol) e criando as melhores oportunidades do jogo. Mais uma vez foi possível visualizar o movimento dos extremas, que enviesam por dentro e liberam o corredor para os laterais se somarem ao ataque, causando desequilíbrios na defesa adversária.

O mapa de passes abaixo mostra muito bem a importância dos laterais no jogo croata, que participam de muitas triangulações pelos lados e geram os cruzamentos (jogada que mais resultou em gols para os Vatreni nessa Copa do Mundo). É possível ver ainda como os extremas (Perisic e Rebic) fecham por dentro, criando muitas opções de passe para os craques da equipe, que naturalmente encontravam os jogadores em boas posições do campo.

3lugar2

Imagem: @11Tegen11

Já na prorrogação, Perisic cabeceou uma bola despretensiosa para a área da Inglaterra. A defesa dormiu no ponto e o artilheiro Mandzukic fez o que se espera dele: o gol. Com a vitória inesperada, os croatas chegam à sua primeira final de Copa do Mundo, superando a equipe que foi eliminada pela França em 1998. Na final, terão a oportunidade de dar o troco nos franceses, carrascos daquela geração. Para isso, precisarão de outra tarde mágica, considerando que as três prorrogações jogadas pelos croatas representam noventa minutos a mais de futebol (e de desgaste físico), problema que os franceses não enfrentaram nessa competição.

Zlatko Dalic se mostrou um excelente estrategista até aqui. A ver o que nos mostrará na final que se avizinha!

@lfmdoering

@DKtricolor

 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s