Corinthians – A INCÓGNITA

Por Iúri Medeiros

Anunciado como técnico do Corinthians no dia 23/05 para repor Fábio Carille, que seguiu rumo ao Al Wehda, da Arábia Saudida, Osmar Loss inicia sua trajetória no Corinthians com dificuldades. Desde 2013 treinando a equipe sub-20 e em 2017 efetivado como auxiliar de Carille, a confirmação do gaúcho como técnico da equipe principal não foi vista com maus olhos por imprensa e torcida, tendo em vista seu tempo de clube e seu sucesso treinando a base. Porém, já com a pressão da torcida, a cobrança em cima dele e do time nesse retorno pós-copa será grande.

O Timão nesse período de transição entre Carille e Loss teve duras perdas de jogadores, o que também influenciou na queda de desempenho da equipe. Por motivos diversos, o Corinthians ficou esse período sem contar com Cássio, Fagner, Ralf, Renê Jr., Clayson, Romero e no jogo contra o Flamengo ainda perderia o Jadson, que vinha sendo o melhor jogador do time. Assim, a missão que já seria difícil para o Loss se tornou ainda mais árdua.

Diferentemente do que muito se dizia, o Loss não manteve exatamente o jeito de jogar da equipe com o Fábio. Claro que houve excessões dentro do percurso, mas o Corinthians pré-Loss vinha se estabelecendo por trocar mais passes no campo de defesa, atacando de forma mais pausada e usando dois homens de movimentação na frente, enquanto o Corinthians atual busca uma outra “cara”. Começando pela parte ofensiva, é um time com um perfil mais vertical, agressivo. Usando muito o talento do Pedrinho (às vezes até de forma excessiva), a equipe busca acelerar mais as jogadas sempre que pode, gerando menos posse de bola, até mesmo nos jogos em Itaquera. Além disso, na saída de bola se vê mais a presença da ligação direta para o atacante Roger, buscando explorar a sua presença física (muitas vezes sem sucesso).

Por outro lado, esse estilo mais veloz da equipe trás suas consequências. Além de ter menos controle sobre o jogo a partir da posse, isso acaba rendendo mais erros de passe e sendo assim gerando contragolpes para os adversários. Com isso, a transição defensiva do Corinthians tem virado um caos justamente porque a linha de defesa acaba ficando exposta e os atacantes rivais encontram mais espaços que o normal.

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De uma forma geral, a equipe tem criado menos ocasiões de gol e tem sofrido mais chances de gol. Além das lesões e da implementação de um novo modelo de jogo, soma-se a isso a queda individual de alguns jogadores como Gabriel, Rodriguinho e Mateus Vital, além da constante insegurança que o jovem lateral Mantuan tem trazido desde a ausência do Fagner.

Agora, o cenário piora com a saída do Maycon para o Shakhtar Donetski, tendo em vista que ele é o único volante do grupo com características de apoio e infiltração, além da sua já conhcecida técnica. As chegadas por empréstimo do lateral-esquerdo Danilo Avelar e do atacante Jonathas ajudam a reforçar o time, mas ainda assim há uma lacuna na volância que precisa ser preenchida.

E assim, com 1 vitória, 2 empates e 4 derrotas o Osmar Loss tenta dar a volta por cima. Agora com os jogadores se recuperando de lesão e com mais tempo para treinar, a expectativa é que o desempenho melhore e os resultados voltem a aparecer gradativamente, e tendo em vista que o Campeonato Brasileiro já parece um sonho distante, o foco tende a se voltar para a Copa do Brasil e a Libertadores. Qual Corinthians esperar? Ninguém sabe ao certo.

@IuriMedeiros12

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