Pré jogo: Bélgica x França

Por Juan Carlos Moura , Rafael Lima e Luiz Martins

A Bélgica disputará pela 2° vez na sua história uma semifinal de Copa do Mundo. Depois de ser derrotada pela Argentina de Diego Maradona no México em 1986, a equipe tentará chegar a sua primeira final. A geração de ouro belga vai encarar a jovem, porém poderosa seleção francesa.

A Bélgica deve repetir a formação no 4-3-3 quando se defende (sem a posse da bola), apenas com uma alteração, Vermaelen no lugar de Meunier pois Meunier está suspenso, assim a Bélgica entraria com 4 zagueiros de ofício Alderweield na lateral direita e Vertonghen na lateral esquerda :

Courtouis – Alderweireld, Kompany, Vermaelen e Vertonghen – Witsel, Fellaini e Chadli – KDB, Lukaku e Hazard.

rafael

Com a bola deve adiantar Alderweireld e abrir Chadli na esquerda, com 3 zagueiros fazendo a saída de bola, liberando novamente os 3 atacantes.

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Será uma batalha que em termos táticos podem haver semelhanças entre as equipes. A França gosta de campo para atacar, é uma das equipes que menos têm o controle do jogo com a bola (em termos percentuais) e adora controlar os espaços cedendo pouco campo para o adversário. Tem 3 meio campistas (Kanté, Pogba e Matuidi ou Tolisso) que aceleram o jogo quando roubam a bola, explorando a velocidade de Mbappé e Griezmann para ser vertical e letal contra o adversário, e tem em Giroud um centroavante que prende a bola, dá aquela casquinha para explorar a velocidade dos atacantes, fazer o pivô e segurar os zagueiros adversários (apesar do nível técnico ser muito aquém dos outros dois). A Bélgica jogou de modo semelhante contra o Brasil, porém abriu Lukaku na direita e deu liberdade total para KDB.

Ao contrário da seleção brasileira que atacou quase que exclusivamente por um lado, especialmente por que segurava Fagner, a França libera os dois laterais para atacar.

pavard

Aqui o lateral Lucas Hernández recebe a bola em pronfundidade e cruza para o outro lateral Pavard acertar um belo chute.

A França ataca pouco por dentro, explora muito os lados do campo, na esquerda com Hernández, Matuidi e Griezmann, na direita Pavard, Pogba e Mbappé. Não deve mudar seu sistema de jogo ou fazer uma alteração para surpreender Martinez.

Um prognóstico para a partida, e que será um jogo mais estudado, cauteloso sem aquele vaivém da partida contra o Brasil. Nesse sentido poderemos ver De Bruyne participando mais do jogo, circulando pelo meio campo procurando controlar mais as ações da partida.

Defensivamente a Argentina apresentou algumas falhas dos franceses. Messi foi vigiado o tempo todo por Kanté sempre acompanhado de uma cobertura (Pogba ou Matuidi) em uma das poucas vezes em que o craque pisou na área sem a bola arrastou Kanté e abriu a frente da área para a finalização de Di Maria. Uma das tarefas de De Bruyne será arrastar N’Golo Kanté abrindo a frente da área francesa, expondo mais os zagueiros, facilitando que a bola chegue em Lukaku ou até mesmo uma finalização de média ou longa distância, Hazard se deslocar da ponta para o centro pode ajudar a bagunçar o sistema defensivo francês. A bola parada pode ser uma arma decisiva no confronto. Nas 8° de final, as duas equipes abriram seus respectivos placares com esse expediente.

Algo que pode ser interessante para a Bélgica é que em alguns momentos alguns jogadores da França baixam consideravelmente a intensidade durante a partida, muito em função do contexto de segurança defensiva de Deschamps, em sempre buscar o mínimo esforço para conseguir a vitória. Pogba e Mbappé, são bons exemplos. O jovem atacante foi repreendido assim que a partida contra o Uruguai terminou pelo técnico Didier Deschamps pelo excesso de firulas, Pogba é tão técnico que parece jogar nas pontas dos pés, é uma arma incrível na criação para os franceses especialmente nas suas bolas longas, porém peca em algumas ocasiões pelo excesso de preciosismo.

pogba

A Bélgica foi bem testada no mundial, no sufoco desnecessário (mas importante) contra o Japão, e principalmente contra o Brasil.

Ao contrário dos franceses, que passaram sufoco contra os argentinos exatamente por conta de baixarem muito a intensidade, contra o Uruguai o jogo esteve controlado durante os 90 minutos.

Nervosismo, tensão e um jogo em que as equipes devem ceder pouco espaço (ninguém quer dar campo para o contra-ataque) e que deve ter a bola parada como uma poderosa arma. O banco pode ajudar, e ambas as equipes têm atletas para alterar o sistema ou o ritmo do jogo.

Que seja uma grande semifinal, atletas de qualidade é o que não faltam.

@10juancarlitos @rafjoga101983 @ojunomartins

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