O jogo coletivo se sobrepôs a individualidade ANÁLISE TÁTICA DE URUGUAI 2 x 1 PORTUGAL

Por Pedro Galante

Portugal e Uruguai decidiram uma das vagas nas quartas de finais da Copa do Mundo. O Uruguai foi perfeito na hora de se defender e preciso quando teve a bola. Portugal não foi extremamente mal, mas poderia ter entregado mais.

As redes balançaram cedo, mais precisamente aos seis minutos de jogo. A jogada começa com Cavani que inverte a bola da direita para a esquerda procurando Suarez, que domina e cruza no segundo pau para o próprio Cavani entrar na área e marcar. O jogador uruguaio subiu sozinho nas costas de Guerreiro e Fonte.

A frente no placar, os comandados de Óscar Tabárez deixaram a bola com os portugueses para buscar o contragolpe. A defesa celeste foi perfeita. A primeira linha de quatro variava de acordo com a bola se deixar a entrada da área exposta. A segunda linha contava com a ajuda de Cavani. Cavani e Bentacur davam o combate pelo centro, Nandez e Vecino guardavam os lados, Torreira fazia a compensação desses movimentos. Dessa forma nenhum espaço ficava desprotegido.

urudefMomento defensivo. Duas linhas de quatro bem compactas. O funil bem protegido. E pressão no portador da bola. Uma aula de como se defender! (Foto: Sportv/ Pedro Galante).

Essa dinâmica ataque-defesa durou todo o primeiro tempo. No começo do segundo tempo, aos nove minutos, Portugal chegou ao empate em um escanteio originado de uma boa jogada de Bernardo Silva. Em um raro momento de erro, a defesa uruguaia se concentrou demais em Cristiano Ronaldo, deixando Pepe livre para cabecear.

Mas não demorou muito para os charruas marcarem de novo. No melhor momento de Portugal no jogo, Muslera quebrou uma bola para frente, Pepe errou na primeira bola, a sobra foi celeste e aproveitando a defesa bagunçada, Cavani fez dois a um em um lindo chute.

pepCom Pepe recompondo, Uruguai ataca em 3×3. (Foto: Sportv/ Pedro Galante).

O restante da partida foi muito similar ao primeiro tempo, Portugal atacava e o Uruguai se defendia. Os portugueses tinham muita dificuldade em criar o jogo. A circulação da bola estava sobrecarregada em William carvalho, e os laterais não tinham espaços para armar. Como a equipe não arriscava cruzamentos ou chutes de longe, as jogadas se resumiam a uma série de passes próximos a área, mas que eram eventualmente cortados pelo meio campo celeste.

Ronaldo foi discreto durante toda a partida, muito por mérito da dupla de zaga Godin e Gimenez. No final das contas venceu o Uruguai e seu forte e ajustado conjunto. Portugal que teve seu único ponto forte anulado, vai ter de voltar para casa. O jogo coletivo se sobrepôs à individualidade.

@Pedro17Galante

Imagem destaque: Daily Express

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