A titebilidade versus os conceitos do professor Osório: PRÉ-JOGO BRASIL x MÉXICO

Por Ícaro Caldas e Juliano Rangel

Em mais um duelo de velhos conhecidos, Brasil e México se reencontraram em um torneio eliminatório. O jogo, que promete ser intenso dentro das quatro linhas, também possui dois atrativos fora delas: os treinadores. Estrategistas de carteirinha, Tite e Osorio voltam a se enfrentar, desta vez num jogo de seleções, que promete colocar em evidência suas convicções.

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Um verdadeiro convite para que gostam do bom futebol, não é? Então vamos destrinchar e saber como chegam essas duas seleções para a partida desta segunda-feira (02), às 11 horas, no horário de Brasília.

BRASIL

Time Titular: tudo indica que será o mesmo dos últimos jogos. Com a exceção do Marcelo, que saiu lesionado no último jogo, aos 8 minutos do primeiro tempo.

Formação Tática (4-1-4-1):

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A Titebilidade fará marcação-pressão nos primeiros 10 minutos com 5 jogadores e depois vai abaixar o seu bloco.

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Provavelmente o nosso lado esquerdo continuará sendo a base das jogadas ofensivas. Mesmo com a entrada do Filipe Luís, a ideia continua sendo a mesma (triangulação no lado esquerdo com Coutinho e Neymar).

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Observe que na primeira imagem o Filipe está à frente do Neymar e do Coutinho, mas na segunda imagem ele já aparece por dentro. Eles trocam bastante de posição neste setor.
Ambos flutuam por dentro e vão abrindo espaço para o companheiro atacar o corredor.

Não devemos sofrer com inferioridade numérica no setor defensivo, nossa linha sempre está sustentada.

sustentada

Para reforçar ainda mais, nós temos o melhor volante da Copa, o pitbull Casemiro. Muito bom nas recuperações de bola: por cima, por baixo, tira a bola da pressão, cobre os laterais e os zagueiros. Muito importante no nosso sistema, pode-se dizer que é o dono do meio campo brasileiro.

Uma das nossas armas poderá ser o ataque posicional, ideia que vem das eliminatórias: o time é concentrado de um lado, tira-se da bola da pressão e inverte-se o jogo.

brasilamplitueAmplitude com Neymar e William. Cinco jogadores no lado direito e o camisa 10 brasileiro sozinho, pronto para atacar ou vice versa. Vai depender da situação.

MÉXICO

Time Titular: Mesmo sendo bastante imprevisível quando o assunto são as escalações, Osorio, que só repetiu seus 11 iniciais uma única vez, justamente no último jogo contra a Suécia, deve fazer apenas uma mudança, por conta de uma suspensão. O zagueiro Héctor Moreno deve dar lugar a Hugo Ayala.

Formação (4-2-3-1):

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Saída de bola: A postura da equipe diante da seleção brasileira deverá ser bem semelhante à adotada contra a Alemanha estréia da Copa do Mundo. A saída em três dos comandados de Osorio deve continuar, desta vez com o trio Edson Álvarez pela esquerda, Hugo Ayala mais centralizado e Salcedo fechando pelo lado direito. Nesses momentos, o trio conta com a aproximação de um dos meio-campistas, Héctor Herrera ou Guardado, para ter um apoio na saída de bola.

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Amplitude nos ataques: Com a bola, o lateral-esquerdo Gallardo costuma descer para dar amplitude, juntamente com Layún, na direita, e, assim, abrindo espaço para Lozano se deslocar para o meio. Diante da Suécia, também foi possível ver o camisa 23 do México, atuando mais por dentro, quando a equipe saía com a bola na defesa.

Atacam e defendem: Durante os momentos de apoio, costuma ser habitual ver os meio-campistas (Herrera e Guardado) recuando para ajudar os defensores na base da jogada. Enquanto um deles recebe a bola, o outro avança alguns metros para atacar os espaços e ajudar na transição ofensiva.

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Vela como ponto de equilíbrio: Atuando muitas vezes como organizador, Vela vem se posicioinando mais centralizado por trás do atacante Chicharito. Com liberdade para flutuar de um lado para o outro, o camisa 11 já demonstrou ser uma grande arma para as infiltrações pelo meio da área adversária. Contra a Coréia do Sul, em algumas oportunidades, também recuou até o campo de defesa para começar o jogo.

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Pontas que se movimentam: Uma das virtudes de Hirving Lozano e Miguel Layún são as movimentações ao longo das partidas. Verdadeiros motores da seleção de Osorio. Layún, que atua pela direita, utiliza da velocidade para se infiltrar na área, além de dar sustentação ao meio-campo e ajudar na marcação, quando necessário.

Lozano é o grande acelerador dessa equipe pelo lado direito. Aliada a sua grande velocidade, o jogador tem como ponto forte os dribles com entradas em diagonal para o meio da área.

No duelo contra a Alemanha, nos momentos de transição de defensiva, foi possível ver a seleção mexicana montada num 4-4-2, com os dois jogadores fechando os lados e acompanhando os laterais.

– Mobilidade no comando de ataque: Um dos destaques da equipe na fase de grupos, Chicharito costuma rodar bastante o campo, abrindo espaços para as chegadas e infiltrações de Vela, Layún, Guardado e Lozano pelo meio da área.

>> PONTOS PARA SE OBERSERVAR

– Rápidas transições ofensivas: O gol marcado contra a Alemanha e o segundo tento anotado contra a Coréia do Sul surgiram da mesma forma: roubadas de bola da dupla de meio-campistas Héctor Herrera e Guardado, somadas aos rápidos contra-ataques puxados pelo trio Vela, Lozano e Chicharito.

Espaços pelos lados: Esse problema pôde notado na derrota diante da Suécia, com a seleção européia atacando, na maioria das vezes, pelos lados.

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Transições defensivas lentas: Esse problema ficou em evidência nos dois últimos jogos, principalmente nas descidas dos dois zagueiros nas cobranças de escanteio a favor do México.

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Desatenção nas jogadas pelos lados e nas bolas paradas: Um erro que ficou nítido no último amistoso pré-copa, diante da Dinamarca, as jogadas pelos lados voltaram a assustar a torcida mexicana. O terceiro gol da Suécia, que surgiu de uma cobrança de lateral evidenciou essa falha. Nesses momentos, a equipe parece se “desligar”.

Perda da bola e os contra-ataques: contra a Suécia, outro velho problema que Osorio enfrentou nas eliminatórias, foram às perdas de bola no meio-campo, que acabaram gerando contra-ataques perigos. O lance em que Héctor Herrera perde a bola e, na sequência, é finalizado com o pênalti cometido por Héctor Moreno mostra bem essa situação.

O QUE ESPERAR DA SELEÇÃO DE OSORIO?

O colombiano Juan Carlos Osorio não deve fugir das suas convicções, podendo até surpreender na escalação da equipe. A postura da equipe deve continuar a mesma já vista nesse mundial, podendo ser muito similar a que foi adotada diante da Alemanha, caso o resultado e o jogo se configure de forma similar.

Os ataques rápidos puxados pelo trio Vela, Lozano e Chicharito surgem como a grande arma da equipe. A força defensiva, que foi muito bem vista diante dos alemães, deve ser repetida, podendo até contar com uma variação de esquema para um 5-4-1. Isso tudo é o que poderemos ver, da seleção montada pelo professor Osorio.

@caldas_icaro

@julianords

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