Entre a Juventude e a experiência: PRÉ-JOGO PORTUGAL x URUGUAI

Por Pedro Galante e Kauê Monteiro 

Uruguai e Portugal farão neste sábado (30) a segunda partida de mata-mata da Copa do Mundo. A partida acontecerá as 15 horas, em Sochi.

De um lado temos um Uruguai imponente, que passou em primeiro no grupo A com nove pontos. É preciso destacar, no entanto, que nenhum dos adversários eram equipes de tradição. Com um jogo mais direto e baseado na solidez defensiva, o Maestro Óscar Tabárez usou três escalações diferentes, portanto é complicado prever um onze inicial celeste.

O grande dilema do treinador uruguaio é o meio campo. A defesa com Godin e Gimenez e o ataque com Cavani e Suarez já parecem consolidados. A dúvida é entre a experiência ou a juventude e a forma como deve se organizar o meio-campo: em linha ou em losango.

No primeiro jogo, jogaram em linha Arrascaeta, Vecino, Bentacur e Nandez. Os dois pontas buscavam flutuar de fora para dentro. Mas Vecino e Bentacur apresentaram dificuldades para criar nesse sistema devido ao encaixe da marcação egípcia.

No segundo jogo, mantiveram-se Vecino e Bentacur e a organização em linha, mas os pontas foram trocados por Rodrigues e Carlos Sánchez, jogadores mais experientes que recompunham melhor e ficavam mais “presos” a linha de lado. A dificuldade na criação persistiu.

Na terceira partida, jogaram Torreira como base do losango, Vecino e Nandez nos lados e Bentacur na ponta. A presença de Torreira deu equilíbrio ao time e facilitou muito a saída de bola. Não chegou a ser um problema na partida em questão, mas essa configuração deixa a defesa mais exposta.

TORREIRAImagem do jogo contra Rússia. Laterais (em preto) dando apoio e Torreira na base da jogada. (Foto: Reprodução)

Do outro lado temos Portugal, que passou em segundo com cinco pontos. Fernando Santos não alterou o esquema ao longo da fase de grupos, mas mudou algumas peças que fizeram diferença no desempenho da equipe.

No primeiro jogo, um time jovem e veloz que buscava o contra-ataque contra a forte Espanha. No segundo jogo, a troca de Bruno Fernandes por João Mario não afetou nos mecanismos da equipe, mas os lusos não conseguiram ligar contra-ataques como na segunda partida.

No terceiro jogo, várias mudanças. Gonçalo por André Silva, Moutinho por Adrien e Bernardo por Quaresma. As trocas deram mais experiência a equipe e visavam melhorar a criação visto que o Irã obrigaria Portugal a atacar. O resultado foi uma equipe lenta e previsível, que pouco criou sem as movimentações de Cristiano.

faltaentrePortugal com dificuldade para furar a defesa iraniana. Cenário pode se repetir no sábado. (Foto: Reprodução)

As duas equipes têm como principal estratégia a defesa em bloco baixo para buscar o contra-ataque e é por isso que esse será um confronto interessantíssimo, uma das equipes será obrigada a atacar mais. Esses papéis serão definidos pelas escalações, ambos os técnicos terão de escolher entre serem mais defensivos e cautelosos ao escolher jogadores mais experientes, ou ousar propondo o jogo apostando na juventude.

Imagem destaque: flamingice

@Pedro17Galante

@kaueok

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