Em ritmo de treino: ANÁLISE TÁTICA FRANÇA X DINAMARCA

por Luiz Martins

França e Dinamarca encerraram suas participações na primeira fase da Copa do mundo, em ritmo de treino. O jogo foi abaixo do esperado, para uma copa do mundo, sendo realizado no estádio Lujniki em Moscou, protagonizando o primeiro 0x0 do torneio.
Resultado bom para as duas seleções, confirmando Os Bleus em primeiro e a Dinamáquina em segundo, beneficiada pela derrota da Austrália, diante do Peru (0x2), pelo Grupo C.

A França terá a Argentina pela frente nas oitavas-de-final. Ao contrário dos comandados de Didier Deschamps, que avançaram sem fazer muita força, o time de Lionel Messi precisou dos últimos minutos do jogo derradeiro contra a Nigéria para confirmar a classificação.

Já a Dinamarca enfrentará a Croácia, que fez ótima campanha pelo Grupo D, tendo sido uma das únicas seleções a vencer e convencer em todos os seus 3 jogos, nesta fase do torneio.

Análise tática:

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Em comparação as partidas anteriores os dois técnicos realizaram algumas mudanças em relação as partidas anteriores, visando desgaste físico de alguns jogadores, além de cautela com jogadores pendurados com cartão amarelo, já pensando em seus enfrentamentos de oitavas-de-final.

Pelo lado francês, seis modificações foram realizadas. Lloris, Pavard, Pogba, Matuidi/Tolisso, Umtiti e Mbappé, deram lugar a Mandanda, Sidibé, N´zonzi, Lemar, Kimpembé e Dembelé, respectivamente. Na Dinamarca, Schone, N. Jorgensen e Poulsen, deram lugar a Zanka Jorgensen, Cornelius e Braithwaite. Com estas mexidas, Chistiensen fora deslocado para a primeira função de meio-campo (volante).

O primeiro tempo demonstrou a equipe Francesa apostando bastante em muita movimentação (mais um ótimo jogo de Kanté cobrindo espaços) e controle da bola, em função de N´zonzi, exímio passador, estar posicionado na base da jogada alinhado com Kanté, tendo dificuldades na construção ofensiva, obrigando Thomas Lemar a retornar a linha dos volantes, para levar os Bleus a frente.
O time demonstrou bastante alguns padrões já apresentados na partida anterior, tendo Lemar abrindo bastante o corredor do lado esquerdo, para as subidas de Lucas Hernandez, que era pouco efetivo na utilização desse espaço, para ganhar metros dentro de campo e aparecer como auxilio no ataque.  Dembelé se mantinha bastante aberto pelo lado direito, como realiza Mbappé, mas estava muito desconectado do jogo. Quando acionado não conseguia ser efetivo em suas ações.
Com este padrão de jogo, a França conseguia encaixotar a Dinamarca em seu campo, tendo algumas boas triangulações, pelo lado esquerdo, com Hernandez, Lemar e Griezmann, mas barrava sempre na forte marcação dinamarquesa.

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Lemar descendo até a linha dos volantes, pra auxiliar na construção, abrindo corredor para Lucas Hernandez.

Já a seleção dinamarquesa sentia-se muito confortável em sua estratégia defensiva (ainda mais após a notícia do gol peruano), tendo Kjaer e Zanka Jorgensen, que são zagueiros mais físicos e que defendem melhor a área, negando muito espaço a Olivier Giroud, quando este recebia a bola ,por passes longos ou curtos. Os nórdicos buscavam recuperar essa bola em campo defensivo e já acionar um dos pontas, para buscar Eriksen (padrão ofensivo da equipe), para este buscar criar situações ofensivas. Este tipo de jogo não surtiu efeito, muito em função de Varane, que conseguia interceptar as jogadas de ataque.
Outro ponto importante foi a partida de Christiensen, à frente da defesa, tendo ótimo desempenho realizando coberturas aos meias e realizando marcação em Griezmann, que se sentia desconfortável na entrelinha, tendo apenas como efetividade uma infiltração em que ele realiza o pivô, conseguindo um passe para Girourd finalizar para fora.

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Dinamarca defendendo no 4-1-4-1, em bloco médio (marcação no centro do campo).

Já no segundo tempo, Deschamps colocou Mendy em campo, visando ganhar minutos e para aproveitar melhor os espaços abertos pela esquerda. Fékir também fora chamado durante o período, descansando Griezmann, visando o próximo jogo. Pela Dinamarca Sisto foi retirado, dando lugar a Fischer, pelo mesmo motivo.
Após as substituições, o jogo ficou morno, tendo a torcida vaiando a partida e foram vistas poucas jogadas de efeito. Lapsos de ações mais contundentes ocorreram apenas em uma jogada trabalhada por Eriksen e com a entrada de Mbappé em campo, mas sem tanta efetividade.
O jogo foi bom para os técnicos analisarem alguns padrões dos times, buscar ajustes em algo e dar rodagem a peças que poderão ser importantes no restante do torneio.

@ojunomartins

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