Vitória ao estilo México de Osório: ANÁLISE TÁTICA CORÉIA DO SUL 1 x 2 MÉXICO

Por Juliano Rangel e Leonardo Hartung

Depois da grande atuação na vitória contra a Alemanha, Juan Carlos Osório realizou apenas uma mudança nos 11 iniciais, com a entrada de Édson Álvarez na lateral-direita e Salcedo sendo deslocado para a zaga, ao lado de Héctor Moreno.

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O 4-2-1-3, que também variava na transição ofensiva para um 3-4-3, foi mantido com Alvarez, Salcedo e Héctor Moreno iniciando a saída em três. Layún (pela direita) recuava e, também, dava amplitude nos momentos de ataque, junto com Gallardo (pela esquerda).

No meio-campo, setor onde a equipe mais trabalhou a bola no jogo com 24% de posse, Guardado e Herrera se deslocavam bastante na marcação, com Vela atuando mais a frente com liberdade para flutuar de um lado para o outro. O camisa 11, em algumas oportunidades, também recuava até o campo de defesa para começar o jogo.

Lozano não teve toda aquela liberdade pelo lado esquerdo, principalmente por conta da forte marcação do lateral direito sul-coreano Lee Yong. Já Chicharito rodava bastante o campo, abrindo espaços para as chegadas e infiltrações de Vela e Layún pelo meio da área.

Do outro lado, Shin Tae-yong variou a sua equipe entre o 4-2-3-1 e o 4-4-2 durante a partida sempre mudando o posicionamento de Lee Jae-seung e Hwang Hee-chan. Ora Lee virava o armador da equipe sul-coreano com Hwang aberto pela esquerda; ora Hwang fazia dupla de ataque com Son e Lee abria pelo lado esquerdo.

A Coreia do Sul se defendia em bloco médio e não avançava para pressionar a saída de bola mexicana até os adversários chegarem à região do círculo central. A partir deste ponto do gramado, os sul-coreanos fechavam os espaços e pressionavam o portador da bola a fim de dificultar o trabalho mexicano com a bola.

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O México tinha ampla posse da bola (75% x 25%) nos primeiros 20 minutos de jogo, mas a Coreia do Sul assustava nos contra-ataques, principalmente quando os zagueiros Salcedo e Héctor Moreno desciam para o ataque, nas cobranças de escanteios. As melhores chances sul-coreanas vinham dos pés de Son Heung-min.

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A equipe de Osorio abriu o placar numa jogada de muita rotatividade dos jogadores de ataque, com Chicharito caindo pela ponta direita, Lozano e Vela mais pelo meio, e Guardado, infiltrando na área para receber a bola e só parar num toque de mão do zagueiro Jang Hyun-soo.

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A Coreia do Sul manteve a proposta de buscar os contra-ataques após o gol mexicano e terminou a primeira etapa com mais finalizações que o seu adversário (8 a 5). Mas sem balançar as redes. O ponto negativo foi a instável defesa sul-coreana, que sofreu as cinco finalizações dentro de sua própria área.

No segundo tempo, com a Coréia do Sul pressionando mais a saída de bola de México e chegando nos contra-ataques, em alguns momentos, Layún recuou para defesa, formando uma linha de cinco e assim conter as investidas sul-coreanas pelos lados.

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Na fase de ataque, Layún e Lozano também chegaram a inverter de lado, contando com os lançamentos em diagonal de Héctor Moreno. Já no meio-campo, Herrera e Guardado continuavam o trabalho de combate. Numa jogada muito similar à do gol marcado contra a Alemanha, o capitão sul-coreano Ki Sung-yueng foi lento com a bola dominada e a pela dupla de meio mexicana iniciou a caminhada do segundo tento com Chicharito.

Com o gol, Osorio começou a trocar peças, com a entrada de Rafa Márquez, que jogou como volante ao lado de Herrera. Também foram lançados na partida Jesús Manuel Corona e Giovani dos Santos, que colocaram a equipe num 4-4-2.

Atrás no placar e com o promissor Lee Seung-woo em campo, a Coreia do Sul continuou a avançar. Mas o principal homem ofensivo sul-coreano ainda atendia por Son Heung-min. E de tanto buscar o jogo no campo de ataque, o atacante do Tottenham marcou um golaço de fora da área. Um prêmio pelas oito finalizações (Coreia do Sul chutou 17 vezes) em 90 minutos.

O gol sul-coreano é um alerta para os mexicanos expondo um velho problema que foi visto ao longo da caminhada mexicana até a Copa: os espaços deixados na frente da área, que exigem um maior combate para serem quebrados e não resultarem em chutes de fora da área.

@Julianords e @HartungLeo

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