Depois de 90 minutos, o Brasil fura a defesa costariquenha: ANÁLISE TÁTICA BRASIL 2 X 0 COSTA RICA

Por Ícaro Caldas e Jorge Coutinho

Brasil e Costa Rica se enfrentaram nesta sexta-feira às 09:00 e abriram a segunda rodada do Grupo E da Copa do Mundo de 2018 na Rússia.

A seleção brasileira volta a jogar mal, mas sai com a vitória e uma pulga atrás da orelha. Firmino, Douglas Costa e Fagner devem ser os titulares? Bem, Fagner foi muito bem na sua função e deu uma melhorada no lado direito do Brasil, tanto ofensivamente como defensivamente. Douglas Costa foi o Douglas Costa. E, o Roberto como sempre: abrindo espaços, atacando, sendo participativo em todos os setores do campo.

Vamos ao jogo:

Diferente do jogo contra a Suíça, a seleção brasileira teve uma postura diferente: Fez a marcação-pressão na saída de bola e passou grande parte do jogo com a linha alta.

Brasil em quase todo o primeiro tempo não soube utilizar a infiltração do jogador da sua equipe que melhor faz isso (Paulinho).

brasilinfilNeste momento: amplitude com os laterais, pontas por dentro, Jesus na profundidade e a falta de infiltração do Paulinho.
brasiltriTriangulação no lado esquerdo, amplitude com Marcelo e William, Fagner por dentro (mesma função do Daniel) e Jesus na profundidade. Porém com o mesmo problema anterior (falta de infiltração, até porque não tinha ninguém flutuando entre as linhas).

Na volta para o segundo tempo, a equipe brasileira teve postura e ações diferentes no jogo:

brasilrodrigoLinha alta, flutuação entre as linhas da Costa Rica com Coutinho e Paulinho. (Imagem: Rodrigo Coutinho).

Com as entradas de Douglas Costa e Roberto Firmino, o espírito da seleção brasileira mudou. Douglas Costa sendo agudo, objetivo e tentando quebrar as linhas da Costa Rica. Roberto Firmino se movimentou, criou chances reais de gol e perdeu gols também.

Os gols brasileiros só saíram no minuto 90 com Coutinho e Neymar. Brasil terá dificuldades contra a Sérvia, um time extremamente físico e com um meio-campo de alta qualidade. Talvez Tite terá que fazer mudanças e reforçar o meio de campo com Casemiro, Fernandinho e Coutinho. Paulinho está muito abaixo do seu melhor nível, e não está entregando o que pode. Deixa buracos porquê passa a maior parte do tempo na área.

Do outro La Sele que ficou conhecida na última Copa por passar exatamente dos favoritos do seu grupo, os tradicionais e já campeões mundiais Itália e Uruguai. Apostaria no seu sistema defensivo com Navas e mais nove jogadores (as linhas de 5 e 4) no espaço de 35 – 45 metros, buscando o preenchimento dos espaços e a superioridade numérica no sistema defensivo, e quem sabe um contra-ataque municiado por Bryan Ruiz, visando repetir seu último grande feito.

A Costa Rica entrou com a seguinte formação, o 1-3-4-2-1. Navas no gol; trio de zagueiros Acosta, Gonzalez e Duarte; linha de 4 no meio composta pelo lateral direito Gamboa e esquerdo Oviedo e os volantes Guzman e Borges; dois meias atacantes na criação Bryan Ruiz pela esquerda e Venegas pela direita; e o atacante Ureña.

Com variação predominante na transição defensiva para o 1-5-4-1, onde os laterais fecham junto aos três zagueiros a primeira linha próxima ao goleiro, e uma segunda linha com os meias Bryan Ruiz e Venegas compondo com a dupla de volantes a linha de 4 do meio de campo, fechando o funil. Ambas as linhas estiveram baixas em boa parte do jogo.

costarica

Já na transição ofensiva, a alternância do modelo de jogo para o 1-3-4-3, com Bryan Ruiz caindo mais para o lado esquerdo procurando o lateral Oviedo, e pelo lado direito o meia atacante Venegas procurava compor com lateral Gamboa. A ideia do técnico Oscar Ramirez baseia-se na tentativa de saída em contra-ataque com velocidade apoiada as laterais. Inicialmente, a construção das jogadas passariam pelos pés dos volantes (Guzman e Borges), que dariam opções de triangulações. Foram 17 passes trocados entre Oviedo e Bryan Ruiz, 10 entre Guzman e Bryan Ruiz, 15 entre Borges e Venegas, e 11 entre Gamboa e Venegas.

costarica1

Observar a jogada perigosa desenhada e o vídeo:

costa(Boa jogada ofensiva, com triangulações – Borges, Venegas e Gamboa).
Fonte: Instat.

O destaque da La Sele foi o goleiro K. Navas, que segurou o ataque brasileiro até os 45 minutos do segundo tempo, com defesas difíceis e segurança na saída do gol. O goleiro tem um papel de liderança junto aos demais companheiros, e foi possível ver por diversas vezes orientações e incentivos a equipe. Foram nove defesas ao longo do jogo, defendeu três chutes curtos (0-10 m), já em chutes de média distância (entre 10-20 m) foram 2 defesas, e chutes a longa distância (superior a 20 m) foram 4 defesas. Interceptou treze cruzamentos.

@caldas_icaro e @JorginhoFFC

 

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