Bom jogo dos novos leões: ANÁLISE DE TUNÍSIA 1×2 INGLATERRA

Por Daniel Klabunde e Vitor Lima 

Nesta segunda-feira tivemos a partida entre Tunísia e Inglaterra pelo Mundial da Rússia, uma partida que começou com muita intensidade por parte da seleção inglesa como já era esperado, com pressão no ataque para recuperar a bola o mais rápido possível e acionar os seus atacantes. E foi o que aconteceu logo a dois minutos de jogo, em um momento de pressão de Kane em Mustapha, o goleiro precisou colocar a bola pela linha lateral, cedendo a posse de bola para os ingleses. Com a cobrança da lateral a Inglaterra iniciou seu jogo pela defesa, e assim apareceu a primeira movimentação dos homens de frente, com Sterling recuando para receber a bola e fazendo com que a zaga tunisiana cedesse espaço para a entrada de Dele Alli por trás da zaga e recebendo ótimo lançamento de Henderson, que no fim da jogada acabou com grande defesa de Mustapha.

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Momento em que: Sterling puxa a marcação e Dele Alli recebe lançamento de Henderson nas costas da zaga.

Um minuto depois, mais uma boa subida da Inglaterra em grande velocidade mas que acaba em impedimento de Lingard, a Tunísia parecia perdida em campo, tanto era o volume de jogo que a Inglaterra imprimia na partida, e logo aos 10 minutos em escanteio conquistado por Harry Kane a Inglaterra abriu o placar com ele mesmo no melhor estilo inglês, cabeçada de Stones e Kane empurra par as redes em rebote do goleiro. A Inglaterra surpreendeu em três ações no início da partida, nas entradas de Henderson e Maguire, mencionamos no pré-jogo  que seria uma opção bem possível de acontecer, por Maguire exercer melhor que Cahill esta função no lado esquerdo da defesa, e por Henderson ter maior qualidade no passe para iniciar as jogadas de ataque, mas a surpresa mesmo veio no posicionamento de Lingard e Dele Alli, no qual Lingard atuava pela direita e Dele pela esquerda, neste jogo estavam em lados opostos, o que deu muito certo diga-se de passagem, por muitas vezes confundiam a marcação dos defensores e apareciam livres nas costas da zaga para receber os lançamentos de Henderson.

Na parte defensiva o 5-3-2 inglês até que funcionou bem, apenas Maguire teve alguns momentos de descontração no fim do primeiro tempo cedendo alguns espaços pelo lado e em duas jogadas entregou a bola de presente para o adversário, mas melhorando na segunda etapa. E Walker fazendo uma infantilidade cometendo pênalti em Bem Youssef aos 33 minutos da primeira etapa.

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Momento defensivo da Inglaterra no 5-3-2.

A partida transcorreu como o previsto para os Three Lions, com mais posse de bola e ditando o ritmo da partida, mas um segundo tempo mais lento que o primeiro muito pela marcação em cima de Henderson, exigindo assim mais o recuo de Lingard e Dele para receber a bola, e pelo baixo desempenho de Sterling tanto na busca por espaços quanto nas finalizações das jogadas (passes para finalizações ou finalizações a gol). Não me surpreenderia se Southgate iniciasse a próxima partida com Rashford no lugar de Sterling, pelos poucos minutos em campo mostrou bons motivos para que isso aconteça.

Kane também esteve abaixo do esperado, mas pela qualidade e inteligência que possui, só precisa de uma bola para transformar em gol, e foi o que aconteceu aos 45 do segundo tempo em mais uma cobrança de escanteio que desta vez Maguire escora de cabeça e Kane empurra para o gol, fechando assim o placar da partida.

A Tunísia.

A “Águia do Cartago” mostrou bons valores táticos, porém, esbarrou na sua já conhecida limitação técnica e na falta de um elemento essencial, tendo em conta os jogos da copa: A imposição física.

Vimos equipes com um nível menor competir com gigantes e muitas delas utilizaram do poderio físico para equilibrar a partida. Sempre buscando o contato, a vitória das divididas e o domínio da segunda e da terceira bola.

A Tunísia, porém, se mostrou muito fraca, no real sentido da palavra. Jogadores baixos ou muito esguios, que não deram chance de competir contra o físico inglês.

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A equipe saiu de seu 4-2-3-1 e foi para um 4-1-4-1 visando preencher o meio no momento defensivo, porém, isolando Khazri, seu melhor jogador.

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Partindo disso, a equipe tentou impor seus conceitos de jogo por baixo, de pé em pé, mas sempre foi seu maior adversário para que isso acontecesse. Erros de gesto técnico, lentidão, desconcentração e displicência tomaram a saída de bola da Tunísia, isso que, combinado ao bom volume inglês, gerou um grande abafa no início do jogo, onde foi marcado o primeiro gol.

Nabil Maâloul tentou adiantar suas linhas, mas foi vítima de Henderson sempre bem na base da jogada para tirar da zona de pressão.

No ataque, pouca criatividade. A equipe possuía liberdade posicional no último terço, mas, faltava coragem para aumentar o volume de jogadores no setor, tornando assim, invadir a linha de 5 de Southgate, uma batalha impossível.

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Mesmo após marcar com Sassi em pênalti, não conseguiu desenvolver seu jogo e muitas vezes arriscava uma bola em profundidade para Khazri, que não tem tanta velocidade.

No segundo tempo, Nabil Maâloul “improvisou” uma linha de 5 recuando seu ponta-direito até sua última linha. O problema foi a extrema falta de organização na linha de meio, sempre quebrada.

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Além do físico, o mental condenou a Tunísia. Após ceder um escanteio de forma boba e aparentemente displicente, o segundo gol da Inglaterra surgiu de um segundo lance após o escanteio, com Kane livre na área. Há de se entender, pois o elenco com certeza não tem experiência em momentos de tanta decisão e competitividade.

 @dktricolor e @VitorLima_cfc

 

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