No dia da prova final, o Brasil não faz nem a média: ANÁLISE TÁTICA DE BRASIL 1X1 SUÍÇA.

Por Ícaro Caldas e Rafael Santos

O Brasil fez a sua estreia na Copa do Mundo da Rússia e não conseguiu nem fazer à média. Depois de meses de ansiedade dos brasileiros que estavam empolgados com Brasil, um balde de água fria. A seleção brasileira não conseguiu demonstrar o mesmo desempenho que fez nas eliminatórias e nos últimos amistosos (Croácia e Áustria) e decepcionou quase todos os brasileiros.

Um Brasil fraco com grandes dificuldades para criar jogadas e levar perigo a Suíça. O time do Tite foi pífio e muito previsível, passando a maior parte do jogo tentando criar jogadas pelo lado esquerdo com: Marcelo, Coutinho e Neymar (que fez uma partida apagada). Neymar foi muito bem anulado pelo Valon Behrami e que depois de fazer varias faltas levou o cartão amarelo.

Enquanto isso a Suíça manteve o seu modelo de jogo intacto e pôde comemorar esse empate como uma vitória. A entrada do volante Behrami foi primordial para o meio campo ter estabilidade e controle posicional, além disso a defesa foi consistente em todos os momentos. Enorme destaque para Akanji que fez uma partida perfeita e não demonstrou insegurança em nenhum momento, mesmo com os avanços do Ricardo Rodríguez ele se manteve presente na linha defensiva sem deixar espaços.

Novamente a equipe sofreu com as triangulações na sua ala direita com Lichtsteiner e principalmente com a segunda bola que sobra na sua entrada de área, por mais que o Coutinho tenha acertado um chute perfeito a linha defensiva demorou em reagir e agredir a bola.

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O Brasil com sua triangulação. Suíça fazia marcação-pressão e em alguns momentos o Brasil conseguia fazer a sua saída apoiada.

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Saída de bola com o Miranda e os apoios dos seus companheiros (Marcelo, Coutinho, Paulinho, Casemiro, etc).

Mesmo assim, o sistema defensivo foi bastante seguro. O posicionamento de marcação da seleção brasileira foi brilhante. A Suíça queria jogar, mas só conseguia levar perigo quando Shaqiri partia pra cima.

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A Suíça tentava envolver o Brasil com troca de passes, mas o posicionamento da seleção brasileira foi muito bom.

No início do segundo tempo, o Brasil sofreu o gol de empate. Na sua marcação setorizada, Zuber subiu sozinho e marcou o gol. Observação: A defesa da seleção brasileira errou coletivamente.

Após um erro de William, que obrigou o Casemiro a fazer uma falta, Tite tirou Casemiro e colocou o Fernardinho para o Casemiro não ser expulso. Brasil perdeu-se totalmente e sofreu muito depois do gol. Pressionava, mas não conseguia criar. O jogo voltou para os 10 primeiros minutos.

Tite ainda fez duas alterações colocou o Roberto Firmino no lugar do Jesus, mas pouco adiantou. Firmino teve duas chances para marcar: uma cabeçada com cruzamento do Neymar e após um passe em profundidade do Danilo e colocou o Renato Augusto no lugar do Paulinho para tentar controlar o meio campo.

O fato que me preocupa é: a mentalidade brasileira que depois de sofrer o gol de empate sentiu muito. Nem quando começou perdendo para o Uruguai, em Montevidéu no ano passado mostrou-se tão frágil.

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Movimentação clássica pela direita com Shaqiri e Dzemaili ocupando a área.

A Suíça avança com Shaqiri e Lichtsteiner que faz a ultrapassagem para abertura de espaço movimentando o Marcelo, enquanto Seferovic recebe marcação dupla de Danilo e Thiago silva vem de trás Dzemaili com liberdade total devido a desatenção de Miranda que acompanha a direção da bola e não consegue perceber a presença do meio-campista suíço.

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Linha defensiva na bola parada.

Equipe defendendo em bloco com os pilares Seferovic, Schär e Xhaka espalhados pela área mantendo a superioridade numérica e alto grau de impulsão em qualquer lugar da área.

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Concentração total de Zuber na bola parada, ponto forte suíço.

A movimentação dava indicio que Shaqiri iria cruzar a bola na direção de Schär que vinha de trás, porém a bola veio fechada onde no meio de meio time brasileiro Zuber nem precisou saltar muito alto para empatar o placar.

No decorrer do jogo as alterações foram próximas das habituais. Devido à lesão de Behrami o volante Zakaria entrou em campo e manteve o padrão, alem disso aumentou o vigor físico no meio campo. A saída de Seferovic para a entrada de Embolo modificou o desenho tático, fez com que a equipe tivesse uma opção de velocidade dos lados e infiltração pelo meio, optando por Gavranovic ficar no banco. No final Lichtsteiner que já tinha cartão foi substituído por Lang que manteve o time alto e com presença na área nas bolas paradas, que falhou apenas na cabeçada de Firmino.

@caldas_icaro e @rafinha_esporte

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