Se faltou futebol, sobrou efetividade: ANÁLISE TÁTICA DE CROÁCIA 2 X 0 NIGÉRIA

Por Lfmdoering

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Imagem: HNS| CFF

A Croácia estreou com vitória na Copa do Mundo da Rússia, mas não conseguiu encantar seus torcedores e não empolgou aqueles que esperavam uma grande atuação por parte da geração de ouro croata. Enquanto analista responsável pela Croácia, confesso que esperava mais dos Vatreni, mas não posso deixar de reconhecer alguns méritos e surpresas geradas pelo confronto com a Nigéria.

O primeiro ponto digno de nota é a escalação inicial. Se a grande dúvida que pairava no ar era a escolha entre Marcelo Brozovic e Milan Badelj para compor a linha de dois ao lado de Ivan Rakitic, o técnico Zlatko Dalic conseguiu surpreender a todos ao mandar a campo uma equipe diferente, com Luka Modric recuado para o lado de Rakitic e uma linha de três composta por Ante Rebic (citado por nós como jogador a observar), Andrej Kramaric e Ivan Perisic, com Mario Mandzukic atuando na sua posição de origem, no comando do ataque.

Tal escalação fez com que a Croácia tivesse um maior domínio da posse de bola, centralizando a criação das jogadas desde o início através de Modric e Rakitic – atletas acostumados a desempenhar essa função nas equipes em que atuam na Europa.

Mas nem tudo são flores.

Se por um lado a saída de bola ganhou muito com Modric atuando mais próximo da linha de defesa e trabalhando as jogadas desde o princípio, por outro, a Croácia sentiu falta de um meia mais qualificado para armar o jogo mais próximo dos avantes. Não raras vezes a Croácia pareceu atuar muito mais em um antiquado 4-2-4 do que propriamente no 4-2-3-1 inicialmente proposto pelo treinador.

Ainda assim, cabe ressaltar que a Nigéria nunca ofereceu grande risco à meta defendida por Subasic e, ainda que sem um grande brilhantismo, a Croácia manteve grande parte da partida sob seu controle, dominando as ações e alcançando às melhores chances no jogo.

Uma parte disso deve-se à segurança demonstrada pela defesa croata, setor esse que foi alvo das mais diversas críticas antes do mundial. Vrsaljko, Lovren, Vida e Strinic fizeram uma partida segura (apesar de todos os problemas anteriormente apontados). Tal fato deve ser exaltado especialmente ao considerarmos que a Nigéria se caracteriza muito pelo estilo de jogo direto, utilizando principalmente a velocidade e força de seus jogadores, o que antes da Copa era citado como um dos grandes problemas com os quais a linha de defesa croata teria de lidar.

Outro fato que merece destaque é a capacidade croata de explorar a bola aérea: foram muitos os lances onde os Vatreni se utilizaram do jogo direto e da força física de sua equipe com o objetivo de encontrar situações favoráveis nos duelos individuais. Não raras vezes vimos Madzukic vendo a disputa aérea com seus marcadores e escorando bolas para Perisic, Rebic e Kramaric, que chegavam por trás para finalizar.

ANÁLISE DOS GOLS

Em uma partida de pouca criatividade, natural que os lances de gol saíssem através da bola parada.

No primeiro gol da partida Ante Rebic consegue desviar um escanteio cobrado no primeiro poste por Luka Modric, possibilitando a Mandzukic desviar a bola, que toca em Etebo antes de entrar na meta de Uzoho, inaugurando o placar.

O segundo gol também se inicia em uma cobrança de escanteio. Após a cobrança de Modric, o defensor africano é flagrado pelo árbitro aplicando uma “gravata” no atleta croata, gerando uma penalidade máxima, cobrada e convertida de modo magistral por Luka Modric, cérebro da equipe e grande nome da seleção croata.

@lfmdoering

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