O futebol é sobre coletivos e indivíduos – ANÁLISE DE PORTUGAL 3 X 3 ESPANHA

Por Hudson Martin e Pedro Galante

A estreia de Portugal e Espanha foi marcada pelo que foi até então o melhor jogo da Copa. Seis gols, vários altos e baixos e muita emoção.

Os minutos iniciais foram devastadores. Portugal agredia a saída de bola espanhola e conseguia ser vertical com a bola. Cristiano Ronaldo que fez partida impecável, achou um pênalti aos três minutos e abriu o placar. Nos minutos seguintes armou dois excelentes contra-ataques desperdiçados por Gonçalo Guedes.

Cristiano se poupava no momento defensivo, mas era extremamente participativo quando os lusos tinham a bola. Gonçalo era o atacante mais avançado, responsável por segurar os defensores e Ronaldo tinha liberdade para recuar e partir com a bola de frente para a defesa.

CRIS.png
Gonçalo na referência e CR7 criando de trás. (Foto: Sportv/ Pedro Galante)

 A Espanha mostrava dificuldades em desempenhar o seu futebol habitual. Mas depois dos vinte minutos iniciais se encontrou no jogo e buscou o empate. O gol veio de uma bela jogada de Diego Costa após um lançamento, recurso que não é muito comum no jogo espanhol.

E desde então a Espanha tomou o controle do jogo e da bola. Portugal se defendia em seu próprio campo e negava bem os espaços, mas quase não combatia pela bola, o que explica o baixo número de contra-ataques. A Espanha fez o seu jogo de não deixar o adversário ter a bola por muito tempo, mas a seleção de Fernando Santos tem Cristiano Ronaldo que precisa só de alguns segundos de posse e um pouco de espaço para ser decisivo. Com a ajuda de De Gea, Portugal estava à frente de novo.

Os comandados de Hierro voltaram ainda melhor ao segundo tempo. Isco com mais liberdade tomou conta do campo. A virada chegou em dois belíssimos gols, mas é importante destacar que nenhum deles foi originado de uma jogada posicional, como é o estilo espanhol. Faltava a Espanha poder de infiltração.

Com o placar a favor, e com a marcação portuguesa extremamente passiva, Iniesta, Isco e Davi Silva jogaram bobinho, ou rondo, em espanhol. Tocavam a bola aqui e ali, sem parar.

rondo.pngOs espanhóis geravam muitas opções de passe para manter a posse. Portugal não era agressivo no combate. (Foto: Sportv/ Pedro Galante)

 Tudo apontava para uma vitória da Fúria, mas mais uma vez Cristiano mostrou como é decisivo. Partindo para cima da defesa adversária, conseguiu uma falta e converteu a cobrança com precisão.

De um lado a Espanha, cujo indivíduos jogam para o coletivo. Do outro Portugal, cujo coletivo joga para um indivíduo totalmente decisivo chamado Cristiano Ronaldo. Foi um choque de estratégias, que deu à luz a uma excelente partida de futebol.

h8Mapa de influência de Portugal. (Foto: ESPN)
map.pngEm azul os passes da Espanha. Foram 757 contra 372 de Portugal. (Foto: WhoScored)

@Pedro17galante @hudrmp

 

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