FALTA DE POSTURA, LIMITAÇAO TÉCNICA E DECADÊNCIA FÍSICA – Análise tática Internacional 3 x 1 Vasco

Por Ricardo Leite

O Vasco entrou em campo derrotado antes de iniciar o jogo. A postura do time não foi agradável, praticamente abdicando de atacar no 1°T. Como se não bastasse, ainda se defendeu mal. Sua dupla de zaga teve atuação extremamente insegura, perdendo os duelos pelo alto e por baixo (principalmente na velocidade), Luis Gustavo estava em péssima noite e seus volantes foram ineficientes na marcação, mostraram pouca inspiração e pouquíssima mobilidade para fazer a transição.

O Vasco manteve a mesma formação dos últimos jogos e apresentou o mesmo problema ofensivo da partida contra o Cruzeiro. Jogadores da frente isolados, falta de progressão em bloco, dificuldade em reter a bola no campo ofensivo. Porém, não conseguiu repetir o desempenho defensivo.

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Um aspecto que já era preocupante, chamou ainda mais atenção nesse confronto: o aspecto físico. O Vasco viu o Inter exercer pressão no setor que o tínhamos a bola, marcar alto em alguns momentos e se destacar com movimentação em facão de seus homens de frente. Com muitos jogadores fortes fisicamente e velozes, conseguia rapidamente chegar ao último terço do campo. O Inter simplesmente passou por cima fisicamente, ganhando a maioria dos duelos sem maiores dificuldades.
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O Vasco era lento, tinha dificuldade para realizar a saída de bola com os zagueiros, volantes e laterais. Giovanni Augusto tentava resolver sozinho, mas era muito pouco. O Vasco também sentiu falta da recomposição dele e viu o Inter dominar (também) o meio campo. Patrick, como já era esperado, fez excelente partida, participando das transições e dos gols. Foi o coração colorado.

Cosendey era o único volante que não vinha fazendo uma partida ruim. Com boa ocupação de espaço, ajudou Henrique do lado esquerdo e sempre que teve a bola deu sequência vertical rapidamente. Mas ele era apenas o “início da engrenagem”.

O Vasco teve muito dificuldade para chegar com perigo no último terço do campo, faltava ocupação no setor, mobilidade e criatividade. Com isso, apelou para as finalizações de fora. Sete das 10 finalizações foram de fora da área. A maioria com algum perigo. Inclusive foi assim que saiu o único gol cruzmaltino no jogo.

As substituições do Jorginho pareciam ser equivocadas, e se confirmaram dessa forma. Henrique não acrescentou muito ao meio campo. O Vasco perdeu o pouco da criatividade que tinha com a ausência do G. Augusto e apenas a saída do Rios foi compreensiva, visto que ele além de não estar em uma boa noite ainda estava sentindo uma contusão.

Resumindo, o Vasco não entrou pra vencer e não buscou (as substituições mostram isso) reverter o placar adverso. Sai derrotado primeiro pela falta de ambição, e muito pela fragilidade física que a equipe vem apresentando. Os desfalques são importantes sim, mas o Vasco começou o jogo perdendo para si e o Inter se aproveitou disso.

Jorginho precisará dar mais dinâmica e compactação ofensiva a essa equipe, principalmente fora de casa, onde tem se mostrado inofensiva. O Vasco precisa fugir do pragmatismo e trabalhar muito para evoluir na parada pra Copa. Hoje, esse é o maior reforço pelos lados da Colina.

 

@analisevasco

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