Lewadependência – ANÁLISE TÁTICA DA POLÔNIA

Por Maurício Wiklicky

Ser cabeça de cave de uma Copa do Munda trás consigo o respaldo de uma excelente seleção (quando nao for a anfitriã) e de um enorme responsabilidade. Pelos critérios da FIFA e pelas campanhas na Eurocopa e nas elimnatórias, fez com que a Polônia estivesse entre os 8 cabeças de chave. Na Eurocopa foi eliminada pelos campeões portugueses nas quartas de final e fizeram uma excelente eliminatória com 8 vitórias, 1 empate e 1 uma derrota, os poloneses se classificaram em um grupo considerado fácil, com a Dinamarca em segundo lugar. Será que os poloneses repetirão as suas melhores campanhas em Copas do Mundo, com o terceiro lugar em 74 e 82?

concovaOs cabeças de chave na Copa da Rússia, que tentarão honrar o status de uma das melhores seleções do mundo, segundo a FIFA.

A dependência do time, e até mesmo a formatação tática, é focada no centroavante do Bayern de Munique, Robert Lewandowski. Na Eurocopa ele tinha como companheiro de ataque Milik, do Napoli, fazendo uma das duplas de ataque mais poderosas da Europa. Porém Milik se lesionou, e é a primeira grande dúvida para ver até onde a Polônia poderá ir nessa Copa.

442A Polônia no 4 4 2 com Milik.

Com a ausência de Milik, o técnico Adam Nawalka mudou o esquema durante as eliminatórias, de um clássico 4 4 2, para um 4 5 1. Nesse novo sistema o setor de meio campo é responsável direto para abastecer Lewandowski, com Grosicki pela direita, o experiente Kuba (Blaszczykowski) na esquerda e Zielinski centralizado. Mais atras outra grande dúvida e esperança dos poloneses é Krychoviak, execelente jogador no Sevillha, que vendido ao PSG por 30 milhões de euros, mas que pouco jogou e foi emprestado ao West Bronwich, sem repetir o sucesso.

451A Polônia no 4 5 1, privilegiando o meio campo.

Porém nos últimos amistosos, nova variação tática. Para seguir a tendência de 3 zagueiros fixos, que formam uma linha de 5 defendendo, Adam Nawalka fez alguns testes, porém sem sucesso até o jogo dessa semana contra a fraca Lituânia, e vitória de 4 x 0, sendo criticado pela imprensa por ser um sistema sem criatividade. A grande dúvida é como a Polônia se apresentará, a certeza é que jogará mem razão de Lewandowski.

3421

O teste no 4 2 3 1

O CRAQUE

polonia 2

Talvez entre todas seleções, Lewandoski seja o principal destaque individual de uma seleção. A “Lewadependência” é maior que Neymar no Brasil, Messi na Argentina, Cristiano Ronaldo em Portugal, etc, pois estes possuem companheiros em alto nível para resolver partidas (obviamente longe dos acima citados). Já Lewandowski é insubstituívels, pois vejamos:

  • principal jogador
  • craque
  • líder
  • capitão
  • cobrador de faltas
  • esquema tático para ele
  • goleador
  • artilheiro das eliminatórias europeias com 16 gols (a Polônia fez 28)
  • um dos principais jogadores da história do país
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
2006–2008
2008–2010
2010–2014
2014–
Znicz Pruszków
Lech Poznań
Borussia Dortmund
Bayern de Munique
32 (21)
82 (41)
187 (103)
195 (149)
Seleção nacional3
2008
2008–
Polônia Sub-21
Polônia
3 (0)
95 (55)

PARA FICAR DE OLHO

kricho

Krychowiak é multicampeão pelo Sevilha. Super valorizado foi para o PSG e desde lá não joga. Uma verdadeira incógnita. O verdadeiro “volante moderno” que tem grande capacidade física para marcação (antecipação, busca do espaço, colocação e saída de bola). Ele deverá ser o termômetro da Polônia nessa Copa. Se for bem, em especial na saída de bola para contra ataques, a Polônia poderá passar de grupo, e enfrentar com alguma chance Bélgica ou Inglaterra, prováveis adversários nas oitavas.

@mwgremio

 

ANÁLISE GOLS

 Por Pedro Cardoso Petrachini

lewwwFoto: Janek Skarzynski/AFP

Gols a favor

A Polônia, do técnico Adam Nawalka, chega ao Mundial com um dos principais atacantes do mundo em seu elenco: Robert Lewandowski, jogador do Bayern de Munique. Por isso, o setor ofensivo pode ser considerado um ponto forte da equipe europeia.

Em 15 jogos no ciclo pós-Euro 2016 (na qual a Polônia foi bem, chegando às quartas), foram 32 gols marcados, média de 2,13 por partida. Porém, nos últimos jogos antes da convocação definitiva, o ataque acabou caindo. Nos 4 duelos finais, em 3 o time passou em branco, marcando apenas na vitória por 3 a 2 para a Coreia do Sul.

Bolas paradas (12 gols, somando faltas laterais e diretas, escanteios e pênaltis) e construções pelo lado direito (6 gols) foram as principais fontes de sucesso do time de Nawalka. Ao todo, são 18 dos 32 tentos, número expressivo de 56%.

No aspecto individual, a importância de Lewandowski fica muito evidente. Ele foi o responsável por 17 gols, mais da metade (53%). O segundo principal artilheiro foi Grosicki, atleta do Hull City, com 4 bolas nas redes.

Gols contra 

A defesa polonesa não teve uma média tão boa nos gols sofridos. Foram 19 em 15 partidas, mais de 1 por jogo (1,26). Em apenas 3 duelos, a equipe conseguiu sair sem buscar bolas na rede: contra Romênia, Cazaquistão e Uruguai.

As construções pelo lado esquerdo da retaguarda foram as mais recorrentes: 7 gols saíram desta forma. As bolas paradas também incomodaram o time de Nawalka, com 6 tentos sendo marcados neste tipo de jogada.

Vale lembrar que a Polônia conta com um zagueiro brasileiro naturalizado em seu elenco: Thiago Cionek, do SPAL, está entre os 23 e será um dos responsáveis por fazer a defesa do país ser forte o suficiente para tentar voos maiores na Rússia.

@PedroPetrachini

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