THE THREE LIONS – Análise tática da Inglaterra

Por Daniel Klabunde

Após o afastamento de Sam Allardyce da Seleção Inglesa, em Setembro de 2016, devido à um escândalo de corrupção, Gareth Southgate assumiu interinamente os trabalhos frente a seleção com o objetivo de reerguer os Three Lions no cenário mundial, pois além de serem desclassificados ainda na fase de grupos da Copa no Brasil em 2014, ainda foram desclassificados nas oitavas de finais da Eurocopa em 2016. Com Southgate os Ingleses se classificaram para a Copa da Rússia em primeiro do grupo F nas eliminatórias com 26 pontos, 8V 2E 0D, em um grupo onde haviam Eslováquia, Escócia, Eslovênia, Lituânia e Malta.

9Imagem: TacticalPad

O time hoje joga praticamente em um sistema 3-1-4-2 , com Dier fixado a frente dos três zagueiros e iniciando a distribuição de bolas tanto para Lingard quanto para Dele Alli (que assumiu a posição depois da lesão de Ox-Chamberlain). Dele Alli e Lingard dão a velocidade na transição defesa ataque, mais por conta de Alli, e Lingard chegando mais na área apoiado por Trippier pelo lado direito. No momento de defesa, a equipe se posiciona no 5-3-2, com os laterais se juntando ao trio defensivo e os meias se juntando a Dier na frente da defesa, ficando assim Sterling e Kane efetuando o primeiro combate defensivo.

10Imagem: TacticalPad

No gol o titular deverá ser Pickford por ter mais habilidade na saída de bola com os pés, e na linha de três zagueiros devemos ter Stones, Wlaker e uma dúvida pelo lado esquerdo entre Cahill, Maguire e Dier. Cahill iniciou jogando o amistoso contra a Nigéria, mas provavelmente não deva ser titular, acredito que a disputa fique entre Dier e Maguire. No lado esquerdo teremos Ashley Young, pois terminou muito bem a temporada passada pelo United e Danny Rose se estava lesionado. Pela direita Kieran Trippier é o dono da posição, um lateral veloz e com grande precisão nos cruzamentos.

11.jpgImagem: TacticalPad

No meio campo da Seleção Inglesa está a outra dúvida do time entre Dier e Henderson, tudo dependendo do poder de marcação que Southgate vai querer para o seu time, pois Dier é mais marcador que Henderson. Henderson por sua vez oferece maior poder ofensivo ao time, com maior qualidade no passe e nos lançamentos. Se Southgate optar por Henderson no meio, Dier deve ser o substituto de Cahill no lado esquerdo da zaga. Na frente dos volantes estão Lingard e Dele Alli, como falamos anteriormente, são os jogadores responsáveis pela transição para o ataque, municiando Sterling e Kane.

12Imagem: TacticalPad

No ataque teremos Sterling, um velocista driblador que usa bem o corpo para proteger a bola e girar pra cima dos zagueiros, e Kane, um goleador de cartilha, o centroavante que se posiciona muito bem na área e faz gols tanto de cabeça quanto com os pés, não costuma perder uma oportunidade de frente para o gol, além de fazer muito bem o pivô para quem vem de trás.

O esquema de jogo escolhido por Southgate ainda está em construção, sendo que foi utilizado em apenas sete jogos comandados pelo treinador. E é um time totalmente novo em relação a Copa no Brasil, onde apenas cinco jogadores são remanescentes, Cahill, Jones, Henderson, Welbeck e Sterling. Neste esquema a equipe dependerá muito de Alli e Lingard no meio campo, no qual deverão ter muita movimentação para receber a bola e fazer a transição para o ataque, e também no momento de pressão quando perde a bola, pois o forte deste time deverá ser o perde-pressiona com muita intensidade.

No jogo contra a Nigéria podemos ver que Alli ainda não está acostumado a sua função, dito que o dono da posição era Chamberlain, não recuando para receber a bola e iniciar a jogada.

13Nesta imagem podemos ver o espaço que Dele Alli deve ocupar para receber a bola.
14Dele Alli se movimentando corretamente

Na parte defensiva podemos esperar um 5-3-2 bem formado, com Kane fazendo as primeiras perseguições nos jogadores de meio campo, assim como as perseguições em Mikel no amistoso contra a Nigéria, dificultando a saída de bola adversária.

15Logo atrás uma linha de três com Lingard, Dier e Alli, na última linha de defesa temos uma linha de 5 com os laterais voltando e ficando em linha com os três zagueiros.

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Como foram apenas 7 jogos com esta formação, o time ainda está se acostumando com ela e podemos ver alguns ajustes a serem feitos, por conta disto muitos falam que os ingleses deveram chegar no máximo até as quartas de finas da competição, na minha opinião eu acredito em um pouco mais se as peças se encaixarem durante a competição, acredito que podem chegar até uma semifinal.

Jogador destaque

Harry Kane

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Centroavante nato, o legítimo camisa 9, não costuma perder gols de frente para a meta adversária, se posiciona muito bem dentro da área, forte fisicamente e usa muito bem o corpo para proteger a bola. É esperado muito dele na parte ofensiva por ter sido o vice artilheiro da Premier League 17/18 com 30 gols, atrás apenas de Salah que marcou 32.

Fique de olho

Alexander-Arnold tem apenas 19 anos, lateral direito promissor que surgiu muito bem no Liverpool com Klopp, não sentiu nem um pouco a final da Champions League, muito bem no apoio ao ataque e na defesa, precisa melhorar um pouco nos cruzamentos.

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Outro jogador para ficar de olho é Marcus Rashford, atacante de 20 anos do Manchester United, se destacou bastante na última temporada pela explosão física e habilidade na hora do drible.

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Ambos estão na reserva da seleção inglesa, mas são jogadores para ficar de olho caso entrem no decorrer das partidas, jovens promissores que irão se destacar muito.
@dktricolor

ANÁLISE DOS GOLS

Inglaterra

Por Pedro Cardoso Petrachini

Gols a favor

A seleção da Inglaterra conta em seu elenco com um dos principais atacantes da atualidade no futebol europeu: Harry Kane, excelente jogador do Tottenham. Boa parte da esperança ofensiva do técnico Gareth Southgate passa pelo atleta, que será também o capitão no Mundial da Rússia.

Nas 16 partidas em que o English Team foi comandado pelo atual técnico, foram 23 gols marcados, média de 1,43 por jogo. E a velha característica do futebol no país, baseada principalmente em cruzamentos, apareceu.

Com dois centroavantes importantes no elenco, já que além de Kane há também Jamie Vardy, a busca por referências na área foi muito utilizada pelos ingleses com Southgate. Por isso, 8 tentos surgiram assim (34% do total).

As bolas paradas, principalmente em escanteios cobrados na área, também tiveram relevância, sem contar os 3 gols de pênalti. Lançamentos longos, buscando as costas da zaga ou o ganho na disputa com os defensores, foram usados, com certo sucesso.

No aspecto individual, como já citado no texto, Kane e Vardy se destacaram. O jogador do Tottenham foi o artilheiro máximo, com 5 tentos. O atleta do Leicester ficou em segundo lugar, com 3. Somados, eles fizeram mais de ⅓ dos gols. Além deles, apenas Sturridge e Lallana balançaram as redes mais de uma vez, com 2.

Gols contra

A defesa foi um ponto positivo do time de Southgate, com 10 gols sofridos em 16 partidas (média de 0,62). A equipe variou entre usar 3 zagueiros ou linha de 4. Contra o Brasil, por exemplo, foi com 3 defensores e saiu ileso em empate por 0 a 0.

Se dividirmos a era Southgate em dois períodos de 8 partidas, fica evidente a evolução do sistema defensivo inglês. Foram 8 na primeira metade (1 por partida), e apenas 2 na segunda (0,25 na média). E nesta parte final, houve confrontos importantes, contra seleções de peso como Brasil, Alemanha, Itália e Holanda, por exemplo.

Um número curioso é o fato de cobranças de falta terem sido importantes contra os campeões mundiais de 1966. 2 tentos saíram desta forma (20%). Lançamentos nas costas da zaga também geraram 2 gols para os adversários.

Pênalti, contra-ataque, chute de longe e bola parada também foram fatais para os ingleses, mas apenas uma vez em 16 jogos, número bastante positivo. É de se imaginar que o English Team chegue à Rússia confiando em sua retaguarda, mesmo sem nomes tão badalados. No gol, por exemplo, Hart ficou fora, e os convocados foram os menos conhecidos Butland, Pickford e Pope.

@PedroPetrachini

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