As Águias do Cartago e o sonho distante – ANÁLISE TÁTICA DA TUNÍSIA

Por Vitor Bruno do Imigrantes da Bola

 

Em um grupo com Inglaterra, Bélgica, além do Panamá, é praticamente impossível acreditar em uma classificação Tunisiana para as oitavas de Final.

Dona de uma marca histórica, a Tunísia é a primeira seleção africana a vencer uma partida de Copa, tendo alcançado esse feito em 1978, após isso, participou da competição apenas em 98, 2002, 2006 e claro, 2018.

O técnico: Nábil Maaloul.

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Com passagens por times do país e pela seleção do Kuwait, o técnico tem uma coleção de conquistas em âmbito nacional, dentre elas uma Liga dos campões da África. Somando isso ao fato de ter prometido classificar a seleção para o mundial e ter cumprido a promessa, o treinador chega com respaldo e apoio de sua torcida.

 

O dono do time: Wahbi Khazri.

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Francês, porém, filho de tunisianos. O camisa 10 de 27 anos atuou durante cinco anos no Bastia e logo após se tornou selecionável sub-20 da seleção francesa, tendo escolhido a Tunísia já na categoria principal. Com passagem por Bordeaux e Sunderland, atualmente joga pelo Rennes.

Estatísticas na temporada: 24 partidas, nove gols e duas assistências.

HEATMAP

Pra ficar de olho: Ellyes Skhiri

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”The Tunisian Matic”, assim é apelidado o jovem jogador do Montpellier. Com 23 anos e 1,85, Skhiri é forte, tem excelente combate, imposição física e um bom passe. Tende a aparecer bem no mundial e pintar em um time de maior escalão.

 

Como joga a Tunísia?

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Provável equipe para a estreia.

Na saída de bola: a seleção tenta sair sempre com a bola controlada, com toques curtos e muitos jogadores agrupados no setor da bola a fim de atrair o adversário e acelerar em campo aberto:

25A equipe de Maaloul até tem boas ideias, porém, esbarra na falta de qualidade.

No momento ofensivo, existem dois comportamentos que se repetem com mais frequência, um deles é o que chamarei de ”padrão”, quando o jogo se encontra empatado ou com a Tunísia vencendo. Nesse momento, a equipe mantém seu 4-2-3-1 muito estruturado, sem avanço de laterais e com os volantes atrás da bola, focados na proteção. Os quatro avançados também se mantêm em suas posições iniciais, tendo liberdade posicional apenas perto da área adversária.

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O outro padrão é mais ofensivo, com subida simultânea dos laterais, pontas afunilando e meia-ofensivo com maior liberdade. Em alguns momentos, o zagueiro oposto avança como opção de virada de jogo na base da jogada. Os volantes manténs sua função de proteção.

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Ao se defender: Duas linhas de quatro, com linha de defensores tentando se manter sempre sustentada com quatro protegendo o gol, muitas vezes os extremos retornam pra combater no lado, permitindo que o lateral se mantenha preso à linha.

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Pressão: A Tunísia raramente pressiona alto, apenas em situações muito especificas e, consequentemente, sem muita organização. O padrão é esperar o adversário em seu campo.

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Expectativa: derrotas para Bélgica e Inglaterra podem ser esperadas, o jogo contra o Panamá pode ser uma vitória dos Tunisianos, o que já seria um fato histórico para o País.

@VitorLima_cfc do @imigrantescast

 

ANÁLISE GOLS

Por Pedro Cardoso Petrachini

 

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Foto: Valery Hache/AFP

Gols a favor

O trabalho na seleção da Tunísia foi curto. O técnico Nabil Maaloul assumiu apenas em abril de 2017, e fez sua estreia dois meses depois. Assim, até definir sua convocação para o Mundial, ele teve apenas 7 jogos. De qualquer forma, seu sistema ofensivo mostrou certo padrão no período.

Ao todo, foram 11 gols marcados, média de 1,57. E as jogadas mais características foram construções em velocidade. Sem buscar trocas de passes longas, os tunisianos costumam acionar rapidamente a rapidez nos lances, principalmente com o meia Khazri (foto). Assim, infiltrações nas costas da zaga e jogadas individuais representaram 5 tentos.

Contra-ataques (2) e bolas paradas (2) somaram mais 4, praticamente totalizando os gols. No aspecto individual, o artilheiro foi Msakni, com 3, todos marcados no mesmo duelo, contra Guiné. O atleta do Al-Duhail, porém, se lesionou em abril e não jogará a Copa da Rússia.

Gols contra

A defesa foi rapidamente bem ajustada por Maaloul. Nos 7 duelos, foram apenas 4 gols sofridos (média de 0,57). E todos os tentos saíram nos primeiros 4 confrontos. A Tunísia passou ilesa nos 3 últimos jogos antes da convocação para o Mundial.

Cada bola que foi às redes do país africano teve uma característica diferente na criação adversária, o que dificulta na tentativa de achar padrões. Porém, o que fica mais evidente é que, individualmente, os defensores não são tão bons, dependendo da boa organização do sistema.

Um dos gols saiu em erro de comunicação entre goleiro e zagueiro. Os outros vieram em bola parada lançada na área, perda de disputa em ligação direta e, por fim, troca de passes envolvente, fazendo com que os tunisianos cedessem espaço para a finalização.

@pedropetrachini

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