Não é só uma bela comemoração – ANÁLISE TÁTICA DA ISLÂNDIA

Por Maurício Wiklicky

Estreiante, o menor país da história das Copas. 350 mil habitantes. Na lista de 35, se considerarmos metade da população de homens, 0,02% foram convocados!

Para a copa de 2014, quase que o sonho se concretizou. Nas eliminatórias para Eurocopa a classificação… Na própria Eurocopa a grande surpresa… Classificação na primeira fase, venceram a Inglaterra nas oitavas e só foram parar nas quartas contra a França. Nas eliminatórias para copa um grupo difícil com Croácia, Turquia e Ucrânia, para uma vaga direta e uma na repescagem. Com uma campanha com aproveitamento de 100% dentro de casa veio a classificação direta para a Copa da Rússia, mostrando ao mundo não só uma bela comemoração viking, mas sim um futebol surpreendente!

ANÁLISE TÁTICA

A Islândia atua no tradicional  4 4 2. São duas linhas de 4 bem definidas, com dois atacantes, onde é a unica variação tática, pois pode-se ter um meia no lugar de um dos atacantes, sendo que Sigurdsson, o craque do time, fica mais avançado.

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O coração do time é o meio campo, que dá o equilibrio necessário para uma defesa, que individualmente é fraca e com idade avançada (o zagueiro mais novo tem 31 anos). Alem de Sigurdsson, o outro destaque do meio campo é o capitão Gunnarsson, que joga no campeonato inglês pelo Cardiff City.

A forte macação, com linhas bem organizadas, faz com que a equipe tenha um sistema defensivo consistente, aproveitando os contra ataques e a bola parada no setor ofensivo. O ataque é o menos efetivo dos participantes da copa, e a curiosidade é que todos os gols na eliminatória foram marcados de dentro da área. A Islândia concedeu todos os 6 gols de jogadas com bola rolando após ataques posicionais e conseguiu manter a sua meta segura nos contra ataques dos oponentes.

DESTAQUE DO TIME –  GYLFI SIGURDSSON

O jogador do Everton da Inglaterra é o:

  • craque
  • destaque
  • jogador mais famoso
  • organizador do meio campo (participa de 53% das chances de gol da equipe)
  • responsável pelas bolas paradas
  • maior jogador da história da Islândia

Precisamos falar mais alguma coisa?

GILFY

PARA FICAR DE OLHO – ALBERT GUDMUNDSSON

O jovem meia atacante do PSV é a esperança islandesa para o ataque. São 5 jogos e 3 gols pela seleção, marca importante para alguém que ainda luta por uma vaga entre os titulares. Jogador de velocidade e habilidade, pode ser a quebra de paradigma da Islândia, acostumada com jogadores de extrema força física, e certa falta de habilidade.

@mwgremio

ANÁLISE GOLS

Por Pedro Petrachini

gol isl

Gols a favor

A seleção da Islândia estreará nas Copas em 2018, com um estilo bastante definido e conhecido desde a surpreendente campanha na Euro 2016. O time não faz nenhuma questão de ter muita posse de bola. Sai em ligações rápidas e acredita muito na força física de seus jogadores.

Nos 20 jogos pós-Euro, os vikings marcaram 28 vezes, média de 1,4 por partida. Destes 28, 7 saíram em bolas paradas lançadas para área (25%), aproveitando a elevada altura dos atletas. Outros 4 (14%) ainda vieram em ligações diretas da defesa para o ataque.

Nas construções pelos lados, o esquerdo é o favorito: 6, contra 2 pela direita. Individualmente, o artilheiro do ciclo islandês foi seu principal nome: o meia Gylfi Sigurdsson, do Everton-ING. O jogador mais técnico da equipe marcou 4 vezes.

Gols contra

Em 20 jogos, a defesa do técnico Heimir Hallgrímsson levou 19 gols, com média próxima a 1 por jogo (0,95). Porém, interessante perceber um desempenho abaixo do esperado nos últimos confrontos antes da convocação final. Em 5 partidas, foram 10, elevando a média para 2 por duelo. Nos primeiros 15, apenas 9 bolas foram às redes (0,6).

A bola parada, arma importante no ataque, foi a forma mais efetiva de ação dos adversários também. 3 gols (15% do total) saíram assim, mesmo número de construções pela direita, finalizadas com cruzamento para a área.

Por não ser um time tão ofensivo, que sai com vários jogadores ao mesmo tempo para o ataque, a Islândia pouco sofreu com ações reativas dos rivais. Apenas um gol sofrido pelos comandados de Hallgrímsson saiu em contra-ataque do adversário.

@PedroPetrachini

 

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