EMPATE COM SABOR DE PAZ – Análise tática de Cruzeiro 1 x 1 Vasco

Por Ricardo Leites

O clima era de desconfiança. De desesperança. De apreensão. Não apenas por enfrentar um Cruzeiro qualificado fora de casa, mas principalmente pelos próprios problemas dentro e os ainda mais preocupantes fora de campo.

Na primeira partida após a surpreendente saída do Zé Ricardo, o Vasco, comandado por Valdir, foi a campo com uma escalação bem próxima do que teria se o antigo comandante ainda estivesse à frente da equipe. Mas algumas mudanças na forma de jogar foram vistas. Cosendey antes visto como um meia, atuou como um volante bem aberto pela esquerda, sendo o equilíbrio para Henrique, e compôs a trinca ao lado de Desábato e Andrey (direita). Com isso, o Vasco teve um meio mais bem distribuído na marcação, que fazia a cobertura das laterais e com boa saída de bola por ambos lados. Wagner completava o meio campo e Pikachu muitas vezes atuava como um segundo atacante.

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O Vasco só não foi mais perigoso pois faltou velocidade no último terço e Andrés Rios não conseguiu desempenhar a função de reter a bola que vinha fazendo bem.

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Defensivamente o Vasco apostou no preenchimento do meio campo, e variava seus esquemas sem a bola. Com um pouquinho de atenção era possível enxergar 4-3-2-1, 4-4-2, 4-1-4-1 e até 4-5-1. O Vasco se mostrava bem compacto e flutuava a marcação no setor da bola.

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Andrey mais uma vez foi destaque individualmente, além do golaço, efetuou 6 desarmes, 2 cortes e 1 interceptação, venceu 9 dos 15 duelos e além participar da saída de bola ainda aparecia à frente. No fim de jogo, após a saída do Luiz Gustavo ainda jogou (bem) de lateral direito.

Até abrir o placar, o Vasco fazia uma partida estratégica e eficiente. Compacto, consciente e retendo a bola com inteligência quando a tinha. Após o gol (até pela necessidade do adversário) ficou mais acuado e se viu em perigo por diversas vezes. As linhas se mantiveram bem definidas e organizadas, mas a qualidade do Cruzeiro permitia a equipe celeste chegar muitas vezes ao último terço e finalizar. Os números provam isso, a equipe da casa finalizou 17 (dezessete!) vezes dentro da área e criou pelo menos duas grandes chances além do gol de Raniel. O Vasco teve algumas dificuldades, destaco aqui a bola aérea e a falta de uma válvula de escape. Com isso o Vasco ficou sofrendo até o final.

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De toda forma, os pontos positivos foram maiores. Mesmo col inúmeros desfalques e mais problemas físicos durante o jogo, o Vasco conseguiu ser competitivo e organizado. A volta do losango já era uma sugestão nossa há algum tempo e ontem foi visto que realmente pode der uma boa solução. Jorginho, novo treinador, também gosta da formação e a utilizou no Vasco durante sua primeira passagem. O empate nao teve lá um sabor de vitória, até pela grandeza do Vasco, mas é a esperança de uma pontonha de paz e esperança para a sequência ds temporada.

 

@analisevasco

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