A estrela de Eriksen como maior esperança – ANÁLISE TÁTICA DA DINAMARCA

Por Rafael Maciel

Mesmo sendo uma equipe tradicional europeia, a Copa da Rússia, será apenas a 5º participação da equipe no torneio mais importante do mundo:

– Primeira Participação: 1986

– Melhor Colocação: 1998 (Quartas-de-Final)

– Última Participação: 2010

Na Rússia, a Dinamarca estará no grupo C, onde disputará uma vaga para as Oitavas-de-Final com as seleções da França, Peru e Austrália. Tida como a 2º força do grupo, a Dinamarca irá brigar diretamente pela segunda colocação com a seleção Peruana.

A equipe é treinada pelo técnico Norueguês Age Hareide (64 anos) desde Março/2016. Em 23 jogos à frente da seleção, Hareide alcançou a marca de 58% (1,74 pontos por jogo), tendo sofrido apenas 5 derrotas (1 derrota à cada 5 jogos).

FORMA

dinamrca 1

A equipe assegurou sua vaga para a Copa, ficando na 2º colocação de seu grupo nas eliminatórias, atrás da Polônia.

Em sua forma recente, nos últimos 15 jogos, a equipe manteve uma boa média de 62% de aproveitamento, tendo o registro de apenas 1 derrota (1×0 para a Suécia, com uma equipe alternativa).

 

PERFIL DOS CONVOCADOS

dinamarca 2

 

Com uma equipe relativamente jovem (média de 27 anos) e com muitos jogadores atuando nas 5 ligas mais fortes da europa (74%), a Dinamarca possui um elenco com bons nomes em todos os setores.

Mas nenhum dos dinamarqueses, está em um nível de desempenho tão elevado no cenário mundial, quanto o meia Christian Eriksen do Tottenham. Cobiçado por clubes gigantes, o camisa 10 é o cérebro e a alma ofensiva da Dinamarca. Jogador responsável pela criação e na maioria das ocasiões, Eriksen também é o jogador responsável pelas finalizações da equipe.

Kasper Shcmeichel, Simon Kjaer, Christensen, Delaney, Pione Sisto, Poulsen, Jorgensen e Dolberg; são exemplos de bons jogadores à nível mundial que demonstram que a Dinamarca pode sim, estar entre as 16 melhores equipes do torneio.

OLHAR TÁTICO

dinamarca 6

Plataforma Padrão: 4231

Variação Ofensiva: 4123

dinamarca tat

 

Modelo: Com um estilo de jogo que busca sempre ter a bola, trabalhando sempre com velocidade na circulação dos passes, a Dinamarca sempre tenta sair jogando com a bola no chão com seus defensores, principalmente na figura do zagueiro Kjaer. Eriksen, com liberdade para flutuar, baixa para auxiliar nas saídas, mas sempre pisa no terço-final para auxiliar nas conclusões das jogadas.

Em fase defensiva, a equipe mantém o 4231 com suas linhas bem compactadas, adotando preferencialmente uma marcação por zona (para fechar os espaços e proteger sua intermediária), mas permitindo pequenos desencaixes pontuais para pressionar o portador da bola quando se aproxima da área. Ao perder a posse no campo de ataque, a prioridade é retornar para se posicionar à fase defensiva. A altura do bloco varia bastante durante os cenários dos jogos, mas geralmente, quando não está enfrentando uma equipe muito mais forte, equipe atua em um bloco médio/alto, para que os defensores possam auxiliar e contribuir ainda mais nas criações.

Além disso, equipe aproveita muito bem suas bolas paradas, tendo em Eriksen o cobrador oficial para todos os escanteios e faltas (direitas ou para cruzamento).

DESTAQUES INDIVIDUAIS

 ESTRELA:

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    • Nome: Christen Eriksen
    • Idade: 26 anos
    • Clube: Tottenham – ING
    • Posição: Meia
    • Função Principal: Articulador
    • Funções Secundárias: Meia Interior, Regista, Segundo Atacante
  • Scouts da Temporada:
    • Rating: 7,35
    • Gols/J: 0,30
    • Assist/J: 0,28
    • Passes-Chave/J: 2,6
    • % Finalização: 37%
    • % Passe: 81%

 

VALE FICAR DE OLHO:

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    • Nome: Pione Sisto
    • Idade: 23
    • Clube: Celta de Vigo – ESP
    • Posição: Meia / Atacante
    • Função Principal: Extrema-Esquerda
    • Funções Secundárias: Segundo Atacante
  • Scouts da Temporada:
    • Rating: 6,96
    • Gols/J: 0,14
    • Assist/J: 0,28
    • % Finalização: 40%
    • Dribles/J: 2,1
    • % Drible: 56%

 

CONCLUSÃO

 Apesar de ter uma equipe bastante competitiva, o grande diferencial da Dinamarca para surpreender nesta Copa do Mundo, inegavelmente está nos pés de Eriksen. O jogador está consolidado como um dos melhores e mais letais meias do mundo. Além de ser muito inteligente, o camisa 10 costuma crescer em momentos decisivos (como por exemplo, quando decidiu a classificação para a Copa em uma atuação de luxo, diante da Irlanda).

Com toda certeza a seleção irá explorar muito as finalizações de longa distância (com Eriksen), as bolas paradas ofensivas (com Eriksen) e sua qualidade para fazer a manutenção e circulação da posse. Porém os dinamarqueses devem estar preparados, pois todos seus adversários irão marcar com muita atenção o meia Eriksen, e a equipe deve apresentar alternativas para este tipo de situação. Outro fator frágil da equipe que podemos destacar, está na velocidade de seus defensores, que pode gerar dificuldade em jogadas 1×1 ou contra-ataques rápidos dos adversários.

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No mínimo a equipe deve alcançar as Oitavas de Final, mas dificilmente terá força suficiente para chegar em uma Semifinal.

@rafaellomaciel

 

 

ANÁLISE GOLS

Por Pedro Cardoso Petrachini

DINAMARCAFoto: Getty Images

 

Gols a favor

A seleção da Dinamarca tem bons nomes no setor ofensivo. O líder técnico, sem dúvida, é Christian Eriksen, meia destaque do Tottenham na Premier League. Porém, não existe apenas ele. Sisto, Poulsen, o promissor Dolberg, entre outros, ajudam bastante a construção ofensiva do técnico Age Hareide.

No ciclo pós-Euro 2016, da qual os dinamarqueses não participaram, foram 17 jogos, com 33 gols marcados, boa média de 1,94 por partida. Em 5 destes duelos, a equipe conseguiu 4 ou mais tentos em 90 minutos, incluindo um ótimo 4 a 0 na competitiva Polônia. O artilheiro do período foi Eriksen, com 12.

A seleção europeia não tem problemas em montar ataques posicionais, geralmente com um atacante enfiado entre os zagueiros e boa amplitude. Contra-ataques e bolas paradas lançadas na área acabaram não sendo tão frutíferos, com apenas 4 gols saindo destas formas (12%). Chutes de fora mostraram-se mais eficientes, por exemplo, com 6 tentos chegando em batidas de longa distância (18%).

 

Gols contra

A defesa dinamarquesa foi bastante eficiente, ainda que ao longo do ciclo tenha enfrentado apenas um gigante europeu, a Alemanha, em amistoso (1 a 1). De qualquer forma, a média foi de 0,64, com 11 gols em 17 partidas. Apenas uma vez, em revés por 3 a 2 para a Polônia, o goleiro acabou levando mais de um tento.

A região da entrada da área (o chamado funil) acabou sendo o local mais explorado pelos adversários, que fizeram 2 gols em chutes de média distância, além de duas vezes em que construções quebraram o sistema defensivo com passes nas costas da zaga.

Vale destaque para o bom desempenho nas bolas paradas lançadas na área. Apenas um gol saiu em jogadas deste tipo. Não por coincidência, é uma seleção bastante alta. Todos os defensores têm pelo menos 1,80m, com destaque para o zagueiro Vestergaard, de 1,99m. Atacantes como Cornelius e Poulsen, de 1,93m cada, também são bastante úteis na bola parada defensiva.

@PedroPetrachini

 

 

 

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