FLAMENGO DOMINANTE – Análise tática de Flamengo 1 x 0 Corinthians

Por Luan Silveira e Vinícius Melo

O Flamengo recebeu o Corinthians pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro em um confronto muito aguardado por ambas as torcidas e, apesar da expectativa de um jogo equilibrado, o que se viu foi um Flamengo dominante em quase todo o jogo.

Apesar de algumas atuações ruins fora de casa recentemente (Santa Fé, River e Atlético-MG), o Flamengo vinha conseguido não perder (dois empates e uma vitória nesses jogos citados) fora de seus domínios ao mesmo tempo que evoluía jogando em casa, mas ainda de forma irregular (ganhou de América-MG e Inter mas empatou jogando mal contra o Vasco). Irregularidade que deu lugar a consistência nos dois últimos jogos, contra Bahia e Corinthians, em vitórias maiúsculas sem sofrer gol e controlando o jogo quase inteiro.

Vejamos alguns fatores que levaram a essas seguidas boas atuações.

Saída de bola mais bem definida.

Por mais que os jogadores troquem bastante de posição de uma saída de bola pra outra pode-se ver um padrão nessas saídas. Com um Corinthians marcando em bloco médio/baixo na maioria do tempo se via três jogadores na base da jogada, três se movimentado no meio-campo, sendo um deles mais próximo à defesa, para oferecer opção de passe a todo momento, seja curto ou longo (não necessariamente em linha), dois jogadores abertos (seja de forma mais adiantada no campo ou mais próximo da base da jogada) e mais um atleta próximo ao centroavante tentando explorar a entrelinha adversária.

Imagem 1 editada

Na única vez que o Corinthians marcou alto, aconteceu o mesmo que no jogo contra o Bahia, uma saída em 3-4 em linha e bem desenhada, segue a imagem:

IMAGEM 2.1

IMAGEM 2.2

Nas imagens acima, foi Paquetá que veio oferecer opção de passe mais próximo aos zagueiros, mas foi possível observar Diego aproximando (quando o time saiu pela esquerda), e até Éverton Ribeiro em uma oportunidade, mas na maioria do tempo foi mesmo Paquetá, porém a tendência com a volta de Cuéllar, é que o colombiano quem faça essa aproximação, liberando Paquetá e Diego/ER pra se movimentar na segunda “linha”, isso porque essas aproximações maiores de Paquetá se deram por um ajuste feito por Barbieri após o jogo contra o Atlético-MG, onde Jonas não se apresentava pra saída de bola, apesar de bom passe, sobrecarregando a defesa e facilitando pra marcação alta do Atlético, que foi melhor durante todo o jogo apesar da nossa vitória.

Crescimento de Diego

A Evolução de Diego, Na continuação daquela primeira imagem é possível ver uma boa troca de passes pelo Fla, com Diego acelerando o jogo com passe vertical. A verdade é que Diego nos últimos dois jogos foi o melhor em campo, com belos passes e boa movimentação, mesmo que mais adiantado em campo.

Transição Defensiva

Não existe forma correta de marcar. Existe eficiência dentro do sistema defensivo pretendido. E o Fla, que não tomou gol em tantos jogos (6) que eu tive que pesquisar, pois já tinha perdido as contas, marca de uma forma que eu (@luansilveirap) não gosto, pois marca primeiro o jogador do que o espaço. Entendo que com a correria do calendário fica complicado mudar o esquema de marcação, apesar de ser possível observar o time marcando em zona em alguns momentos (contra Vitória, River e Atlético-MG). Outro fator que explica esse sistema de marcação é o fato de o time marcar bastante em bloco alto/médio e fazendo pressão pós-perda, logo a transição defensiva segue a forma individual de marcar e acaba acontecendo lances perigosos como esse em que Rodinei persegue demais Mateus Vital e acaba deixando o lado do campo momentaneamente vulnerável:

imagem 3RODINEI CAÇANDO MATEUS VITAL QUE VEIO DA ESQUERDA PRO MEIO

Não parece algo muito eficiente a primeira vista, mas Barbieri ajustou o time de modo que quando isso acontece, as compensações venham. LOGO EM SEGUIDA LÉO DUARTE “VAI PRA LATERAL” E JONAS PRA ZAGA, enquanto Rodinei se desloca pra marcar o lateral adversário, já que Éverton Ribeiro não teve como voltar a tempo.

imagem 4

Apesar de ter eliminado a ameaça pela ponta, a falta de transição dos jogadores de meio nesse lance poderiam ter causado algum estrago caso Jadson tocasse pra trás, ou se o Corinthians fosse mais compactado no ataque. Sem tirar os méritos do bom contra-ataque do Corinthians, claro.

Siga-nos no Twitter (@analise_CRF) para outras análise pontuais, inclusive a do gol contra o Corinthians.

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