O CONTRA ATAQUE É A PRINCIPAL ARMA DO SÃO PAULO

Por Pedro Galante

O jogo contra o Botafogo demonstrou o funcionamento pleno da proposta de Diego Aguirre: intensidade, muito combate pela bola e contra-ataques mortais.

Outro aspecto que precisa ser destacado é a força mental da equipe. Mesmo após sair atrás, o time se manteve focado e virou o jogo em menos de dez minutos. Contra Atlético-MG e Bahia, a equipe estava atrás do placar por duas vezes e buscou o empate.

Aliás, é preciso destacar a excelente jogada que deu origem ao primeiro gol do Botafogo. A equipe alvinegra trocou passes por cerca de um minuto e meio até o lindo chute de Léo Valencia. Além, claro do mérito botafoguense, a jogada só aconteceu por um raro momento de falta de combate no meio de campo por parte do São Paulo.

sp 1Jucilei se posiciona mal, dando espaço para Léo Valencia avançar e marcar. (Foto: Premiere/ Pedro Galante)

No restante do jogo, o São Paulo usou uma estratégia muito clara: deixar o Botafogo com a bola, vencer duelos no meio campo e contra-atacar com velocidade.

O terceiro gol mostra a execução perfeita dessa estratégia. O São Paulo faz uma marcação na linha de meio, espera o erro do Botafogo para Diego Souza colocar Everton na cara do gol.

sp 2Lance do terceiro gol tricolor.  No instante que o São Paulo recupera a bola, Everton arranca em direção ao gol. (Foto: Premiere/ Pedro Galante)

Agora, vamos a algumas estatísticas:

– Segundo o WhoScored, é a equipe que mais ataca pelo lado esquerdo. De todos ataques, 43% são nesse setor.

– É o time que mais finaliza dentro da pequena área, 12% de todos chutes.

– É a terceira equipe que finaliza mais próximo do gol. Somente 38% das finalizações são de fora da área.

– Maior índice de desarmes por jogo: 21,1.

– Maior índice de rebatidas.

sp 3Comparação estatística dos últimos anos (Foto: Footstats)

O compromisso do tricolor é o clássico contra o Palmeiras. É um jogo que envolve muita coisa, além do peso de ser um clássico, vencer essa partida mantém o São Paulo na briga pela liderança. E pelo lado do Palmeiras, vencer é importante para recuperar a confiança da sua torcida. Os comandados de Roger Machado não têm agradado muito, e há uma grande chance de o treinador ser demitido em caso de derrota. Some a isso o tabu a ser quebrado, o São Paulo nunca venceu o Palmeiras no Allianz Parque. Será um grande jogo.

Taticamente espera-se um Palmeiras que busque se impor através da posse da bola, ocupando o campo de ataque e buscando espaços com a movimentação de seus atacantes. Esse cenário pode ser muito favorável para Aguirre se ele mantiver a mesma proposta que usou contra o Botafogo. Se o São Paulo conseguir vencer os duelos no meio campo, e acionar o inspiradíssimo trio de ataque – Nenê, Everton e Diego – nas costas dos defensores palmeirenses, será fatal.

 

@pedro17galante

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