ESTÁ NASCENDO UM NOVO LÍDER – Pós jogo de Fluminense 3 x 1 Chapecoense e Pré Jogo contra o Grêmio

Por Jorge Junior

Na tarde de sábado, dia 26 de maio, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro de 2018, o Fluminense enfrentou, no Maracanã, a equipe da Chapecoense. Vitória da equipe de Abel por 3 a 1. Placar enganoso para quem não viu a partida,  que aparenta uma facilidade que não houve. Para quem viu o jogo, enganoso foi pensar que sofremos. Confuso? Explico a você, caro leitor do MW Futebol.

A resposta para essa confusão toda é a proposta de jogo adotada pelo melhor treinador da Série A, Abel Braga. A estratégia reativa adotada, permitiu um falso domínio adversário (posse de bola 44% x 56%) como também permitiu que o Flu tivesse 22 contra-ataques com 5 finalizações efetivas na meta adversária, contra 15 da Chapecoense sem nenhuma finalização. Mesmo em casa e contra o adversário mais abaixo da tabela,  nosso treinador escolheu se encolher com inteligência em boa parte do jogo para jogar no contra-ataque (ataque com bola rolando que se inicia depois de uma recuperação de bola, duração de até 30 segundos ou a velocidade de avanço a meta adversária inferior à 2,6 m/seg.).

flu 1Posse de bola do confronto Fluminense x Chapecoense em períodos de 15 mins.

As 5 (cinco) finalizações no gol adversário em jogadas de contra-ataque, estão abaixo esquematizadas:

flu 2Esquematização das cinco jogadas de contra-ataque com finalizações em gol do Fluminense

E podem ser conferidas no vídeo editado a seguir:

Abel sabe que além de uma defesa sólida e um contra-ataque rápido e bem distribuído precisa de um finalizador – frio, com boa movimentação, que dê profundidade e um oportunista nato, para manter sua estratégia de jogo. Características incomuns no mercado brasileiro atual, mas não para o nosso atacante cria de Xerém. Pedro reúne todas essas habilidades e é capaz de desempenhar o que seu comandante prega.

No quadro abaixo é possível ver o posicionamento médio da equipe tricolor nesta partida. Notar que Pedro dá bastante profundidade ofensiva (maior distância que um jogador de um time que está atacando está em relação ao seu próprio gol). Vale lembrar que o conceito de profundidade ofensiva pode ser gerada em qualquer faixa do campo e por qualquer jogador da equipe que está com a bola, podendo esse jogador estar na faixa central, no lado esquerda ou até a direita do campo. Assim sendo, pela imagem abaixo, destaque também para o lateral direito Gilberto.

flu 3Posicionamento médio dos atletas do Fluminense no confronto contra Chapecoense

A facilidade do jovem Pedro em transformar arremates em gols é comprovada em sua ótima estatística de 2.8 chutes para 1 gol marcado. No Brasileiro de 2018 atrás apenas de Rodriguinho (COR) com 1.8 e Diego Souza (SP) 2.0.

flu 4A reverência de Pedro a torcida ao comemorar seus gols

Nosso próximo adversário é o Grêmio, que deverá ir a campo com o que tem de melhor no momento. Provável escalação: Marcelo Grohe; Léo Moura ou Madson, Bressan, Kannemann e Cortez; Cícero, Maicon, Ramiro, Luan e Everton e André.

O modelo de jogo proposto por Renato Gaúcho é bem interessante, e pouco comum no futebol brasileiro.  Com transição ataque-defesa em alto nível. Lembra muito o “counterpressing” alemão, traduzindo “pressão sobre o contra-ataque adversário”, o contra-ataque do contra-ataque. O técnico do tricolor gaúcho busca:

Pressionar o portador da bola;

Recompor (retornar);

Manter a organização da estrutura defensiva.

Ofensivamente buscam constantemente um jogo posicional, com jogadores próximos uns aos outros. Graças a essa aproximação de jogadores, no exato momento da perda de bola no ataque, a reação coletiva é de “apertar” o adversário, para recuperar a bola em alguns segundos após a perda da posse de bola (“quem tá próximo para jogar, tá próximo para marcar“). Se não recuperar imediatamente, se agrupam para manter a estrutura defensiva.

Nesta noite de quarta-feira, o Fluminense,

1 – jogando com inteligência (defesa é o melhor ataque);

2 – sabendo utilizar as bolas longas-rápidas, isto é, tirando a bola do acúmulo de jogadores adversário (inversão de bolas laterais e/ou bolas longas ao ataque), poderá encontrar brechas para contra-atacar;

3 -deixando Richard com função restrita a marcação, evitando o contra-ataque do contra-ataque e ocupando espaço que Luan gosta de jogar, entre volantes e zagueiros;

4 – com jogadores jovens, guerreiros e que lutam até o final, poderão encontrar um Grêmio ao final de cada tempo, cansado fisicamente. Como jogo do Gremio é muito intenso, o desgaste físico pode ser um fator determinante ao final dos 45 minutos de cada etapa do jogo. Léo Moura, Bressan, Cortez, Cícero, Maicon e André são jogadores que podem “abrir o bico”’;

5 – e com São Pedro em campo,

provavelmente será o novo líder do Campeonato Brasileiro de 2018.

Está nascendo um novo líder!

@jorginhoffc

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