QUEM JOGOU MELHOR? ANÁLISE TÁTICA PARANÁ 0 X 0 ATLÉTICO-PR

Por André Ribas

Paraná e Atlético se enfrentaram na Vila Capanema, no domingo, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro Série A. O jogo terminou em zero a zero, mas deu pra ver e entender como os times se prepararam para o confronto.

Rogério Micale seguiu a mesma ideia que colocou em prática contra o Grêmio. Um time que apostou na velocidade e nos contra-ataques (jogo reativo) para surpreender o adversário. Três volantes (Torito, Vilela e Jhonny Lucas), dois homens mais abertos na frente (Silvinho e Carlos) e Caio Henrique como um falso nove.

Já o Fernando Diniz mudou as peças, mas não alterou sua ideia de jogo. Amplitude (Carletto e Matheus Rossetto),  bloco alto (posicionamento do time no campo), troca de passes e um time que procura ter a bola e propor o jogo.

No mapa de calor, podemos observar em quais regiões os times mais ficaram com a bola.

CALOR
Paraná conseguiu proteger sua área.

 O Paraná encaixou mais contra-ataques em relação ao seu último jogo. Quase sempre pelos lados, o time procurava sair em velocidade e definir com Caio Henrique, que teve algumas chances para marcar, mas não foi bem nas finalizações. Ainda Falta definir e tomar a melhor decisão no último terço do campo. 

 Quando está organizado no ataque, o Tricolor tem problemas na criação, acelera muito o jogo e abusa dos cruzamentos. Foram 25 cruzamentos, acertou apenas quatro. 

Um fato que dificultou o Paraná chegar mais ao ataque é que o Atlético foi veloz nas transições defensivas. Ao invés de  tentar pressionar (Furacão de Diniz não usa uma pressão agressiva para recuperar a bola), a equipe optou pela recomposição para se organizar mais rápido, no 5-4-1 (antes de se posicionar assim, time começa marcando no 5-2-3), no seu campo de defesa.

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Paraná criou mais contra-ataques, mas parou, na maioria das vezes, na recomposição rápida do Atlético:

O Atlético teve a bola para criar e conseguir chegar ao seu gol, mas faltou velocidade, apoio, triangulações e intensidade para superar as linhas do Paraná. Assim que iniciava o seu ataque, Lucho e Camacho recuavam e ficavam próximos aos zagueiros para qualificar a saída de bola. Com isso, Carleto e Rossetto abriam (amplitude), e os pontas (Nikão e Guilherme) buscavam o jogo por dentro, com Pablo tentando trazer profundidade.

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A equipe tentava chegar principalmente pelos lados, pois ninguém apoiava e dava opção por dentro, na entrelinha. Isso facilitava a marcação do Paraná e diminuía a possibilidade de criar outras jogadas. Pablo não conseguiu dar profundidade e pouco fez no jogo.

por dentro

A melhor chance do Atlético foi quando Nikão se infiltrou, e Lucho acertou um passe-chave, mas parou na boa defesa do goleiro Thiago Rodrigues. Foi a única vez que o time superou a linha de 5 do Tricolor. No mais, o Furacão não conseguiu se infiltrar e ser intenso no ataque. 

Na defesa, O Paraná se posicionou no 4-1-4-1, com Leandro Vilela compondo a última linha defensiva na maioria do tempo, transformando-a em  5-4-1, como você pode ver na imagem abaixo. 

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Assim como contra o Grêmio, a equipe tirou a profundidade do Atlético e conseguiu fechar os espaços, protegendo a sua área. Novamente os laterais fizeram um bom jogo e foram importantes para o equilíbrio defensivo. Mesmo com as mudanças no segundo tempo, o time manteve o esquema e pouco sofreu no jogo.

PONTUANDO

Em alguns momentos, no começo das duas etapas, o Tricolor ensaiou uma pressão na saída de bola rubro-negra. Isso acontecia quando o time visitante se sentia acuado, dava um passe pra trás ou forçava uma bola, mas o time da casa não obteve resultado esperado. 

Foi um confronto de ideias, que o Paraná conseguiu executar melhor, mas não alcançou o mais importante: o gol. O time foi mais objetivo e intenso, mas falhou no último terço. Falta ao Atlético melhorar na execução da sua proposta. A equipe não obteve sucesso nas suas infiltrações e triangulações. Jogou em um ritmo só, sem colocar intensidade na partida.

O Paraná Clube segue em busca da sua primeira vitória

O Atlético quer se reencontrar no Brasileirão. 

 

Dados Instat e Footstats. 

@andre_frehse

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