IMPOSIÇÃO OFENSIVA POR FIM DA INSTABILIDADE: as missões de Máricio Goiano no Náutico

Por Felipe Holanda

O treinador Márcio Goiano chega ao Náutico com a missão de pôr fim à instabilidade do clube em 2018. E o caminho para conseguir o objetivo já foi traçado por ele: ser mais incisivo no ataque. O fato é que o novo comandante alvirrubro tem em seu currículo algumas conquistas apostando na imposição ofensiva. Vejamos abaixo.

Em 2010, vivendo seu primeiro ano de técnico (ainda como interino), Goiano deixou uma ótima impressão no Figueirense. Em 64 partidas disputadas, somou 31 vitórias, 17 empates e 16 derrotas, com 57% de aproveitamento.

Na Série B daquele ano, a equipe catarinense conseguiu o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro, terminando na segunda posição e sendo dona do segundo melhor ataque do certame, com 58 gols marcados. Apenas o campeão Coritiba, com 59, chegou mais vezes às redes.

O frame acima mostra o feitio ofensivo de Márcio Goiano. O Figueirense, mesmo no 4-4-2, atacava com pelo menos três homens por vez. Em 2010, teve o segundo melhor ataque da Série B.

Aquele Figueirense atuava num 4-4-2 clássico, com os meias ofensivos chegando costantemente ao ataque, formado por Willian (ainda sem bigode) e o longevo Reinaldo, com passagens por clubes como Flamengo, Santos e Botafogo.

Roberto Firminno, atual craque do Liverpool, era opção de Márcio Goiano no banco de reservas. No meio de campo, Maicon, hoje no Grêmio, e Fernandes municiavam os homens de frente, enquanto Túlio e Ygor eram encarregados de proteger a defesa.

Apesar de uma defesa não tão sólida, o time era avassalador no ataque. Os maiores destaques eram William, com 12 gols na Série B de 2010, Reinaldo, autor de dez, e Roberto Firmino, com oito.

No gol contra a Ponte Preta, mesmo vencendo por 3×1, o Figueirense continuou chegando em bom número ao ataque para fazer o quarto e golear a Macaca no Orlando Scarpelli.

Após a primeira passagem pelo Figueirense como treinador, Goiano rodou por vários clubes do Brasil, como ABC-RN, CRB-AL, Mogi Mirim-SP e Cuiabá. Em nenhum desses, rendeu o esperado. O treinador retornou ao Figueirense em 2017, período em que ultrapassou a marca de cem jogos no comando do Figueira.

Márcio voltou a brilhar no futebol quando foi anunciado como novo treinador da Aparecidense-GO, no início deste ano. Por lá, foi vice-campeão estadual, perdendo a final para o Goiás. Disputou 20 jogos, com oito vitórias, sete empates e cinco derrotas.

Novamente, o time era formado num 4-4-2 ofensivo, sufocando o adversário sempre que possível. Outra vez o destaque ficava por conta da dupla de ataque, formada por Alex Henrique e o veterano Nonato, de 38 anos. Nonato terminou o Campeonato Goiano na artilharia com onze gols, enquanto Alex fez sete.

Na decisão do Goiano, em desvantagem, Márcio lançou seu time ao ataque. No frame, são quatro jogadores da Aparecidense-GO só dentro da área. O resultado: gol, de pênalti.

No Náutico, Goiano quer o resgate técnico para pôr fim à instabilidade da equipe. Do início do ano vitorioso, com o título Estadual, o Timbu declinou no fim do primeiro semestre e hoje briga contra o rebaixamento à Série D – é o último colocado do Grupo A da Terceirona, com quatro pontos em seis jogos.

@holandareporter

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