DESFALCADO DE INSPIRAÇÃO – Análise tática de Bahia 3 x 0 Vasco

Por Ricardo Leite

O Vasco voltou à Fonte Nova para enfrentar o Bahia (perdeu de 3×0 pela Copa do Brasil). Na bagagem, muitos desfalques, dúvidas e caras novas.

Diferentemente do confronto anterior, o Bahia não mandou na partida, não amassou o Vasco, não criou inúmeras chances e não chegava com tanta facilidade. O Vasco mesmo com muitos desfalques, se defendia bem, mas era só isso. O Vasco não tinha posse de bola inteligente, faltava aproximação dos homens de frente e a inspiração ficou no Rio de Janeiro, com todos os desfalques.

Por um lado era compreensível alguns problemas, pela falta de entrosamento entre alguns jogadores, mas o que realmente assusta é a altíssima capacidade do Vasco em transformar um jogo equilibrado numa goleada sofrida. Seja por erros individuais, expulsão, falta de confiança, falta de sorte ou falta de concentração. Todos esses aspectos foram responsáveis pela goleada de hoje e da maioria das inúmeras goleadas sofridas nessa temporada.

Zé Ricardo optou por manter o esquema e não fazer improvisações, com isso a única contestação que pode se fazer é em relação as peças escolhidas. Seja pela preferência pessoal (como no caso entre Fabrício x Henrique), ou de aptidão física (caso do Kelvin, e da entrada do Giovanni Augusto). As saídas por lesão do Bruno Silva e Kelvin, enfraqueceram o conjunto cruzmaltino, não por estarem fazendo ótimas partidas, mas porque os substitutos foram muito mal. Tanto Paulo Vitor, quanto Giovanni Augusto (apos a entrada dele, Wagner foi recuado para auxiliar Desábato), fizeram péssima partida e mais atrapalharam do que acrescentaram.

O esquema foi o 4-2-3-1, com Pikachu pela esquerda e Kelvin pela direita. Centralizado, Caio Monteiro teve a oportunidade de jogar na posição de origem (juniores), mas não aproveitou. Se movimentou menos que Rios e não conseguiu fazer o pivô.

Wagner, que vinha numa ótima sequência não conseguiu impor ritmo ao meio campo e por diversas vezes se viu encaixotado na marcação.

O Vasco optou por manter suas linhas baixas, ou seja, esperava o Bahia no seu campo de defesa e permitia que os zagueiros e volantes adversários trocassem passes sem realizar marcação pressão.

Sem a bola, o Vasco variou entre o 4-2-3-1 (não muito comum na equipe vascaína sem a bola), o 4-1-4-1 e o 4-4-2 (já conhecidos pelos atletas e torcedores).

Ricardo voltou a ter oportunidade e mostrou ótima velocidade, capacidade de recuperaçao e boa leitura (facilitando antecipações e cobertura). Cometeu alguns erros comuns de quem está sem ritmo mas fez uma boa partida.

O Vasco se prepara agora para enfrentar o Paraná em São Januário com mais desfalques e dúvidas. Wagner e Desabato estão suspensos e Kelvin, Bruno Silva e Rafael Galhardo saíram lesionados. Apesar disso contará com os retornos de Breno e Rios que são considerados titulares. A conferir se os quatro afastados irão estar disponíveis para esta partida. O Vasco precisa urgentemente rever a preparação fisica e a análise fisiológica dos jogadores. Vem sofrendo com constantes lesões (jogadores de diferentes idades e tipos fisicos), e ao que tudo indica promovendo retornos equivocadamente. Para um elenco limitado, é essencial que conte com o máximo de jogadores no mais alto nível físico possível. E o Vasco vem sofrendo com esse problema.

@analisevasco

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