NO DNA DA CAMISA E NA EVOLUÇÃO NO CAMPO – Analise tatica de La U 0 x 2 Vasco

Por Ricardo Leite

O Vasco foi ao Chile para enfrentar uma LaU em crise, com apenas uma vitória nos últimos nove jogos, com fraco aproveitamento recente como mandante e muitos gols sofridos.

Mas o que parecia uma oportunidade de vitória foi ganhando dificuldades particulares. O Vasco também tinha que enfrentar a si mesmo. Em meio a caos político, e com as ausências confirmadas de Henrique (suspensão) e Thiago Galhardo (lesão), o Vasco conseguiu deixar a missão ainda mais difícil (precisava fazer dois gols – enquanto tinha feito apenas um em toda fase de grupos e tinha que estancar o problema defensivo – que sofreu 10 gols). Após foto polêmica ironizando a torcida, o Vasco afastou Wellington, Evander, Paulão e Gabriel Felix. Com isso não tinham volantes e nem meias disponíveis no banco.

Mas o Vasco iniciou a partida demonstrando a evolução defensiva crescente que vem sido notória desde a partida contra o Vitória. O retorno do Breno e a entrada do Bruno Silva foram fundamentais para esse aspecto. O volante mesmo não fazendo partidas espetaculares, deu mais auxílio a Desabato e melhorou a proteção da área. Wellington avançava muito e estava sempre atrasado na marcaçãoo. Bruno Silva inclusive iniciou e terminou a jogada do primeiro gol, participando desde o campo de defesa até a área adversária, como um autêntico box to box.


O Vasco, diferentemente de contra o Flamengo, não exerceu a marcaçao alta, e manteve suas linhas no campo de defesa e na própria intermediaria, marcando prioritariamente no 4-5-1 (às vezes no 4-1-4-1). Destaque defensivo para Wagner que sem a bola ajudava na proteção da zaga. Desábato se manteve como volante pela direita como na ultima partida.


No ataque Rios como de costume, saía muito da área, e criava espaços que eram atacados por Pikachu, Caio e até Bruno Silva (como no caso do gol).


O Vasco entregava a bola para a LaU (se defendia bem) e quando a tinha aceitava a marcação do adversário. Com isso o jogo ficava morno. Quando o Vasco tentava trabalhar mais a bola e contava com a movimentação dos jogadores do meio pra frente conseguia gerar certo volume ofensivo. Foi assim que saiu o primeiro gol.

O Vasco teve dificuldade na marcação do venezuelano Soteldo, que caía pela direita e travava duelo com Rafael Galhardo. Apesar do habilidoso jogador levar vantagem nas jogadas individuais, foram pouquíssimas as chances reais criadas.

Posicionamento médio do Vasco mostra um lado esquerdo mais recuado e fechado devido ao poderio ofensivo por ali.

Com Breno e Werley na zaga, a posse de bola mesmo no primeiro terço do campo é mais qualitativa, com isso a construção das jogadas acontecem de forma mais limpa. Breno por exemplo, chegou a progredir pelo meio campo para começar algumas jogadas ofensivas.

Com time organizado, e um gol cedo (abrindo o placar, coisa que não acontecia há 10 jogos), o Vasco voltou do intervalo melhor e depois de mostrar que está em evolução, contou com seu DNA de lutas e de glórias, a camisa jogou, a camisa pesou e o gol da classificação para Sul-Americana veio de forma improvável, após um lançamento de Martín Silva para Pikachu. O lançamento foi longo, é verdade, muito mais para Jara. Mas é assim que as histórias do futebol sao escritas. Após falha do zagueiro, Pikachu acreditou (como sempre) e fez de cabeça. Gol do Gigante de 1,70. Gol do Gigante da12 Colina. O DNA vitorioso muitas vezes joga, a cruz de malta em certos momentos faz questão de entrar em campo, de forma que a grandeza do clube não seja esquecida. Agora uma nova oportunidade para esse elenco fazer uma campanha digna de Vasco numa competição continental. Que esse DNA esteja sempre nos acompanhando.

@analisevasco

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