UM CLÁSSICO PARA ANIMAR -Análise tática tricolor do SanSão

Por Pedro Galante

Clássicos sempre são jogos importantes. Enfrentar um rival mexe com a confiança do grupo e da torcida. Se vence, é um ânimo a mais. Se perde, é um peso gigantesco. Justamente por isso, é preciso destacar a vitória do São Paulo, ainda mais devido ao péssimo histórico recente nos clássicos.

O primeiro tempo foi excelente. O tricolor dominou o jogo, e ocupou o campo do Santos na maior parte do tempo. Teve a posse da bola e conseguiu criar chances. O sistema de criação funcionou muito bem. Diego Souza, que tem jogado muito bem, fez mais uma boa partida se movimentando, abrindo espaços e criando chances para seus companheiros. Os pontas, Everton e M. Guilherme jogavam bem abertos, e os laterais, Militão e Reinaldo, apareciam por dentro para trocar passes. Nenê teve liberdade para se movimentar por todo campo e criar linhas de passe onde a bola estivesse. Jucilei e Hudson faziam um trabalho de contenção, buscando parar os contra-ataques do Santos ainda no campo de ataque.

Destaque para a interação entre M. Gulherme e Militão. O ponta recebia a bola próximo a linha de lado, segurava esperando a ultrapassagem de Militão, e o acionava em profundidade. Essa movimentação aconteceu diversas vezes.

sp 1Guilherme recebe a bola aberto e Militão faz a ultrapassagem por dentro. (Foto: Premiere/ Pedro Galante)

Apesar de fazer um excelente primeiro tempo, o São Paulo não conseguiu converter suas chances. Essa é provavelmente a maior dificuldade do time. Se antes o problema era a dificuldade para criar chances, agora o desafio é transformar essas chances em gol. Foram dez chutes no primeiro tempo, oito para fora e dois bloqueados, nenhum no gol. Melhorar a pontaria é uma das preocupações de Diego Aguirre.

No segundo tempo, o time perdeu intensidade mas seguiu buscando o gol. Após uma bela cabeçada de Diego Souza, a equipe deixou que o Santos tivesse a bola e passou a se defender.

E aqui vai outro destaque importante do SanSão, diferente das últimas partidas, o São Paulo recuou, mas não chamou o adversário, ou seja, deixou que o Santos tivesse a bola, mas não cedeu espaços no seu campo de defesa. Com a linha defensiva mais alta, o São Paulo conseguiu se proteger melhor, embora tenha sofrido da mesma forma, em dois lances onde Sidão falhou e o Santos não marcou por pouco.

sp 2Pressão na saída de bola santista. Em alguns momentos Hudson quebrava a linha de meio para fazer uma pressão mais agressiva. (Foto: Premiere/ Pedro Galante)

Foi uma vitória gigante, extremamente importante. Foi possível ver melhora significativa em dois aspectos muito importantes: a criação de chances e o recuo sem ceder espaços ao adversário. Agora é usar o entusiasmo da vitória para manter o ritmo, melhorar a pontaria  e manter a invencibilidade conquistando pontos importantes antes da parada para a Copa do Mundo.

@pedro17galante

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