COPA VERDE: PAYSANDU CONQUISTA O TÍTULO E ATLÉTICO ITAPEMIRIM FICA NA HISTÓRIA

Por Mathaus Pauxis e Juliano Rangel

Com direito a um Mangueirão lotado, o Paysandu conquistou seu segundo título da Copa Verde, após empatar pelo placar 1 a 1 com Atlético Itapemirim. Vamos analisar como foi a partida e entender como foi construída mais essa conquista da equipe de Belém do Pará.

O Papão, que manteve seu 3-4-3 na fase de ataque e o 5-4-1 na fase de defesa, surpreendeu ao escalar Victor Lindenberg no lugar de Matheus Muller. Diego Ivo voltou ao time titular após descansar e Moisés entrou de novo por Claudinho e Thomaz (que vinham jogando), não estarem inscritos na competição.

Já o Atlético resolveu apostar na manutenção do seu clássico 4-2-3-1, variando para um 3-5-2 na fase ofensiva, com apenas uma troca na escalação, comparada com a primeira partida da final. O volante Júnior dos Santos entrou no lugar de Vitor.

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Com um volume maior de jogo, tendo 61% da posse de bola contra 39% do Atlético na primeira etapa, o Paysandu utilizava os pontas para centralizar o jogo, tendo três principais opções com a bola: lançar para o ala aberto, tentar tabelar com passar para Cassiano centralizado e as jogadas individuais.

Porém, a maior dificuldade foi achar uma opção viável. Cassiano praticamente jogou de costas nesse jogo. Os laterais, com receio de perderem a bola na frente ou até pela pressão, não avançavam tanto quanto o necessário e os centrais ficavam mais atrás. Os blocos do Paysandu estavam muito espaçados.

Os laterais do Papão não conseguiam funcionar como zonas de escape pelas pontas, para tabelar  rápido com volantes e pontas. Com a deficiência técnica junto com a falta de mobilidade dos volantes Nando e Renato o time teve que carregar mais a bola pelos lados, ficando mais exposto e correndo risco de ser desarmado. Em alguns momentos, os zagueiros Perema e Diego Ivo avançavam para o campo de ataque com a bola.

Mesmo com algumas dificuldades em chegar a meta do Galo a Vila, o Paysandu atacava mais pelo lado esquerdo da zaga do Atlético, no setor onde o lateral Marcos Felipe atuava. Pikachu também voltava bastante por aquele lado, para ajudar na marcação.

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​O Atlético também tinha dificuldades em sair jogando, principalmente por conta do avanço dos atacantes e meias do Paysandu até o campo de ataque. Em alguns momentos a pressão era feita com sete homens. Bambu tentava sair jogando rápido, nas tentativas de ligações diretas, enquanto que Fabiano, que teve mais uma noite apagada, sofria com a forte marcação, e, muitas vezes, retornava até bem próximo da área de defesa para buscar a bola.

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Se no ataque o Paysandu, mesmo com algumas dificuldades, levava perigo à zaga atleticana, a defesa que funciona bem na bola aérea, cometeu a uma única falha no primeiro tempo, que resultou no gol de Eraldo.

Na origem do lance, o Atlético conseguiu rodar a bola – após recuperá-la, e contou com uma falha no movimento de flutuação da linha de meio-campo do Papão, somada ao erro de Diego Ivo no posicionamento, que abriu espaço para Paulinho – um dos mais acionados da equipe, encontrar Franklin, que cruzou para o camisa 9 do Galo da Vila.

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O gol, fez com que o Paysandu buscasse alternativas, como a troca de passes rápida no ataque, tentando o avanço em triangulações, mas isso foi pouco constante devido os volantes Nando e Renato terem ficado “presos” mais atrás.

Na linha de ataque, Moisés e Mike dependiam mais do individual e da passagem dos laterais. Mas, o Paysandu era lento com a bola e não buscava a movimentação rápida e isso faz com que os jogadores fiquem mais tempo sem progredir.

A tentativa então foi pressionar a posse do Atlético, melhor opção do Bicolor, mas mais uma vez caiu naquilo do time ficar com a bola sem progressão. Porém, quando o Atlético preferiu sair mais verticalmente (com chutão) isso fez o Paysandu ter mais chances de pegar a bola em um espaço maior.

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Na segunda etapa, o Paysandu voltou com dificuldades e apresentando muitos erros, mas o Atlético não consegui trocar passes verticais e não tinha profundidade nos momentos de ataque. O Galo ainda trocou Kléber Viana (lesionado) pelo também zagueiro Pedrão.

O técnico Dado Cavalcanti, colocou em campo o atacante Pedro Carmona no lugar de Moisés. Mike foi para a esquerda e o time atuou em uma espécie aproximada 3-5-2, ou no próprio 3-4-3 com o ponta direita mais recuado. Matheus Muller também entrou, no lugar Victor.

Isso aproximou os blocos e fez o Papão ter uma opção melhor de passe de ruptura e de chute de longa distância. A dificuldade na velocidade de transição continuou, mas como o time estava mais próximo foi mais fácil chegar na frente com mais homens.

Já o Atlético, começou a se apavorar, rifando a bola da área e saindo nos chutões, como no lance do gol de Pedro Carmona. Rhayne mandou a bola para frente, Nando conseguiu dominá-la e tocou para Carmona – sem marcação, que driblou a dupla de zagueiros do Atlético e mandou para o gol.

O Paysandu pressionava o adversário apenas quando perde a bola já no ataque. Deixa o time livre para a saída em momentos “normais”. Normalmente só os atacantes marcam em cima.

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Com o gol, já aos 27 minutos, os treinadores foram mexendo em suas equipes, com destaque para Zé Humberto que chegou a colocar o Atlético num 4-4-2, com as entradas do lateral Bruno no meio-campo, e Henrique no ataque para atuar ao lado de Eraldo.

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Título vai para Curuzu

O título do Paysandu foi o resultado da primeira partida no Kléber Andrade, onde o time soube se aproveitar dos erros do Atlético, mostrando uma maior organização e sendo mais letal nos momentos ofensivos. Para o Atlético, faltou aquela postura muito presente em toda a competição, de ser mais reativo e rápido nos ataques.

A taça também premia a bela campanha invicta que o time de Dado Cavalcanti conquistou no decorrer da competição. Merecido o título do Paysandu e digno de aplausos o Atlético Itapemirim, que fez história no Espírito Santo e, agora, no Brasil.

@julianords

@torotatico

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