O QUE MUDOU NO ATLÉTICO DEPOIS DE 21 DIAS? PRÉ-JOGO DA FINAL DA COPA VERDE

Por Juliano Rangel

O Atlético Itapemirim chegou para a primeira partida da grande final da Copa Verde 2018 com seu elenco empolgado e com uma campanha até surpreendente para muitos. Mas diante do Paysandu, um time de Série B do futebol nacional, alguns pontos pesaram e explicam os motivos que levaram o time a sair perdendo por 2 a 0. Vamos destrinchar a atuação do time de Itapemirim na partida do Kléber Andrade.

Os comandados do técnico Zé Humberto começaram a partida com seu tradicional 4-2-3-1, adotando uma postura mais ofensiva, pressionando a saída de bola do Paysandu. Em alguns momentos, os dois laterais – Paulinho e Marcos Felipe, avançavam até o campo de ataque, e os pontas, Uálisson Pikachu e Franklin, davam amplitude nos lados, com Eraldo atuando mais centralizado.

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Quem mais teve dificuldades para enfrentar o 5-4-1 defensivo do Papão, foi o meio-campo Fabiano, que atuava entre as linhas de defesa e do meio de campo. O camisa 10 do Galo da Vila sofreu com a marcação dos volantes Renato Augusto e Nando. No total, dos 10 duelos que ele protagonizou contra a dupla, ele levou a pior em seis. Mais atrás, a dupla de volantes Vitor e Araruama também sentiam a dificuldades de sair jogando pelo meio-campo.

Se pelo meio o Papão “fechava a porta” para as investidas do Atlético, a alternativa era pelos lados, principalmente nos lançamentos do zagueiro Kléber Viana, buscando os laterais e os pontas. Na defesa, a famosa linha de três do Atlético – Rhayne, Kléber Viana e Marcos Felipe, nas saídas de bola, também se manteve com Vitor se aproximando.

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Um ponto diferente que pôde ser notado em relação a marcação dos comandados de Zé Humberto, era nas transições defensivas do Galo. Os pontas Pikachu e Franklin atuavam como alas e acompanhavam os pontas do Papão, enquanto que os laterais Paulinho e Marcos Felipe se deslocavam para o meio para dar combate.

Também foi possível visualizar as trocas de posição entre Paulinho e Pikachu, e entre Marcos Felipe e Franklin, em momentos distintos, colocando a equipe num 4-1-4-1, com Araruama compondo a linha de meio-campo e Vitor jogando a frente da linha de zaga.

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Durante todo o primeiro tempo, o Atlético foi superior na posse de bola, mas teve dificuldades para chegar a meta do goleiro Renan Rocha. No total, a equipe só finalizou uma vez, que foi para fora gol, contra 14 do Paysandu, que só acertou o alvo em uma única oportunidade.

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Na segunda etapa, o Paysandu começou a sair para o ataque, pressionando a saída de bola do Atlético e obrigando os zagueiros a saírem nas bolas longas. Mais na marcação, o Galo da Vila chegou a montar uma linha defensiva com seis jogadores, tendo os pontas auxiliando na marcação dos alas do Papão.

A volta mais ofensiva do Paysandu e sufocando a zona de conforto do Atlético –  que é a defesa, acabou resultando no primeiro gol aos nove minutos. Atacando a principal alternativa de saída de bola do Atlético – o zagueiro Kléber Viana, com superioridade numérica, o gol surgiu numa roubada de bola do atacante Cassiano, em cima do camisa 4 do Galo da Vila, não teve muito o que fazer.

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Com a desvantagem no placar e sendo muito marcado, o Galo da Vila passou a ter como alternativa as chagadas na bola parada e os cruzamentos em direção a área do Paysandu. Fabiano tentava se aproximar da linha de defesa, para ser uma alternativa nas saídas de jogo.

Precisando sair para o ataque, os espaços eram deixados, principalmente nas laterais, nos momentos de transição de defensiva, em que os zagueiros se desdobram para cobrir, como no lance em que deu origem ao segundo gol de Cassiano.

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Zé Humberto, afim de dar mais volume ofensivo para equipe, ainda sacou Araruama e Fabiano, para dar lugar a Júnior dos Santos e Charles, respectivamente. Com as mudanças, a estratégia, foi deslocar o Pikachu para o meio, com Franklin indo para direita e Charles atuando pelo meio, com Júnior do Santos atuando ao lado de Vitor e saindo para o ataque.

Mas o que se viu, foi mais uma atitude de desespero para diminuir o placar, do que novas ideias em campo. Já no fim, Chiquinho entrou no lugar de Pikachu, colocando Charles foi para o meio-campo, com Franklin na direita e Eraldo mais a frente.

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DEPOIS DE 21 DIAS, DÁ PARA ESPERAR UMA REAÇÃO DO ATLÉTICO?

Após a primeira da grande final, o Atlético Itapemirim voltou suas atenções para a Série D. A equipe que é lanterna do grupo 13, com apenas dois pontos, mudou algumas peças e vem enfrentado uma grande dificuldade: marcar gols.

Desde o jogo contra o Paysandu, a equipe só balançou as redes uma única vez, na derrota para o Grêmio Novorizontino por 2 a 1. Eraldo não deixa sua marca desde o jogo da volta contra o Luverdense, pelas semifinais da Copa Verde, e vendo substituído em todas as partidas.

Nas mudanças, Kléber Viana deu lugar para o zagueiro Pedrão em dois jogos, e Júnior dos Santos passou a substituir o volante Araruama, que esteve machucado, e atuou na vaga de Vitor, que foi barrado no último jogo em casa, contra o Novorizontino. Já no meio-campo, Adrianinho (não está inscrito na Copa Verde) ganhou a vaga de Pikachu.

Em campo, o 4-2-3-1 sem mantém mesmo com as trocas, com a linha na saída de bola sempre formada com três homens – Araruama, Rhayne e Pedrão, contando com a aproximação dos laterais Paulinho e Marcos Felipe, que também estão tendo mais liberdade para atacar.

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Júnior do Santos passou a ser um volante que chega de trás, nos momentos de ataque, com Araruama assumindo o papel mais defensivo que era desempenhado por Vitor. Com a entrada de Adrianinho no meio-campo, Fabiano foi deslocado para a ponta direita, como já atuava quando Zizu estava na equipe.

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A marcação na saída de bola, foi outro ponto que sofreu modificações na postura da equipe, com a linha de meio-campo se juntando a Eraldo, para fazer uma marcação mais alta.

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Já na parte de ataque, podemos ver um Atlético bem ofensivo, como no duelo contra o Grêmio Novorizontino, em que a equipe atuou por 26 minutos, num 4-1-4-1.

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Com todas essas modificações nesses últimos 21 dias, o Atlético deve apresentar uma postura mais ofensiva, sem abrir mão do 4-2-3-1, mas com novidades na zaga e no meio-campo. O duelo irá exigir uma postura bem organizada do Atlético, que se deseja ganhar esse título, necessita de repetir as boas atuações das fases anteriores, com uma defesa sólida e com um ataque letal, mesmo com poucas oportunidades.

@julianords

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