FRÁGIL, SEM FORÇA MENTAL E SEM SORTE – Análise Tática de Vasco 2 x 3 Vitória

Por Ricardo Leite

 

Na tarde desse domingo o Vasco entrou em campo com a “obrigação” de vencer o Vitória. Além de jogar em casa e enfrentar um adversário frágil, o Vasco vinha de mudanças radicais no sistema defensivo (as saídas de Erazo, Paulão e Wellington, que foram titulares no meio da semana). Breno, e Bruno Silva ganharam as vagas e fizeram boas partidas. Werley voltou a zaga, apos improvisação na lateral direta.

No jogo, o Vasco manteve o 4-4-2 sem a bola e o 4-3-3 com a bola. Pikachu fez uma excelente partida e foi o jogador mais perigoso da equipe. Jogou a maior parte do tempo como meia extremado pela direita, mas com a entrada do Kelvin foi deslocado para fazer a mesma função no lado oposto. Assim os meias jogaram de pernas trocadas, centralizando a maioria das jogadas.

O Vasco foi melhor durante quase toda a partida. Tinha a posse de bola (62%, mas chegou a 70% durante o primeiro tempo) e buscava “empurrar” o Vitória para o campo de defesa (finalizou 20 vezes, sendo 11 delas dentro da área, tendo peço menos 5 grandes chances de marcar).

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Porém, mais uma vez as falhas individuais foram determinantes para prejudicar o Gigante da Colina na temporada. Desábato, que já havia falhado no meio da semana, errou a saída de bola, e tocou na fogueira para Martín Silva, que tentou afastar, mas deixou André Lima livre pra abrir o placar. O Vasco foi pra cima e depois de algumas tentativas chegou ao empate. Mas ao ir em busca da vitória, adiantando suas linhas e jogadores, deixou sua recomposição prejudicada, e em um contra ataque, ainda viu o adversário contar com a sorte (bola desviada) para voltar a frente do placar.

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Pra completar mais uma partida trágica e de muitos gols sofridos (algo frequente), Werley ainda fez um gol contra.

No abafa, o Vasco ainda descontou com Andrés Rios, que foi premiado pela bela partida que fez. Com boa função de pivô, movimentação e oportunismo.

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O que se tira de positivo é que com uma zaga mais técnica, a construção das jogadas ofensivas começam mais “limpas” e nascem de forma mais natural. O Vasco agora precisa aumentar sua confiança e força mental para reduzir os erros individuais. Com as voltas de jogadores como Breno, Ramon, Giovanni Augusto, a equipe ganha em experiência, qualidade técnica e encorpa o elenco com mais alternativas. Espero que o Ze não volte com os jogadores barrados hoje, apenas por causa da derrota. É preciso dar tempo de adaptação aos novos titulares e mudanças devem ser apenas pontuais.

@analisevasco

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