Pós Jogo Grêmio vs Santos

O Santos visitou o Grêmio no último domingo (06) e saiu com um resultado extremamente amargo de uma forma que há tempos não acontecia. A preocupação por parte da torcida (além do resultado elástico) é com a sequência de apresentações ruins do Alvinegro que oscila entre momentos bons e tenebrosos no ano. Taxado como “mutante” pela variação tática ao longo da temporada até então, o Santos mais uma vez foi escalado no 4-4-2, nitidamente, visando se precaver contra o poderoso tricolor gaúcho, visto que, Jean Mota novamente atua como um “segundo lateral esquerdo” e mais ajuda o Dodô na marcação do que propriamente cria jogadas, da mesma forma o Eduardo Sasha, um dos destaques do time na temporada, é sacrificado aberto pela direita com a função apenas de recompor e inibe a sua maior qualidade, que é fazer gols.

Imagem mostra o 4-4-2, esquema atual adotado pelo comandante santista

O Santos foi completamente inofensivo diante do Grêmio, a proposta reativa mais uma vez (soa repetitivo) não funcionou. O Alvinegro aparentemente tem aversão pelo bom futebol e prefere não ter a bola no pé, e quando tem, parece estar perdido, não consegue trocar 3 passes sem entregá-la ao adversário, neste caso, o time que mais adora tê-la no futebol do Brasil, quiçá, na América do Sul, o Grêmio. O time da Vila Belmiro vive através de lampejos do Rodrygo que a cada jogo está mais bem marcado, afinal, é o nome do Santos e com isso vemos um dos principais defeitos, a falta de criatividade que perpassa não só pelos meias e nem pelo famigerada ausência de um Camisa 10.

Imagem mostra que, após jogada do Rodrygo, o Dodô preocupado com a marcação não faz a ultrapassagem sem permitir opção de passe para o Jean Mota, que por sua vez, prefere o cruzamento na área para o Gabriel, ao invés de tentar um passe em profundidade explorando o espaço (pouco comum) dado pela defesa gremista.

Imagem confirma o desinteresse do Santos na busca de recuperar a bola e tê-la no pé na atitude/postura do Daniel Guedes e dos demais jogadores. Na origem do primeiro gol do Grêmio, ele (D. Guedes) abdica de pressionar o jogador do Grêmio, os demais, fazem uma marcação baixa, chegando a ter dois jogadores (Dodô e J. Mota) marcando o Everton, sem a mínima preocupação em reduzir espaços. Sasha e Alison parecem estar perdidos em tempo e espaço.

Outro grande problema do Santos que tem se repetido nos jogos, são as bolas alçadas na área, a cada jogo se torna mais comum os gols que o time tem tomado. Foi assim com o Bahia, com o Nacional, e ontem contra o Grêmio, novamente em uma falha coletiva de todo o sistema defensivo. A defesa mostra um posicionamento ruim o que permite espaços geralmente atrás dos laterais, somado a desatenção e falta de agressividade por parte dos jogadores.

André fez o desvio, a bola corre toda área, Daniel Guedes apenas “assiste” a todo lance, não ataca a bola, não vai de encontro a mesma e Luan aparece em suas costas para fazer o passe para o André que com uma certa facilidade vence os zagueiros para fazer o gol.

Uma antítese do que o Santos é em sua história, o alvinegro hoje tem um jogo pouco atrativo, que não agrada, que não oferece prazer a quem assiste. A proposta no início do ano de um time leve, organizado, ofensivo, de jogo apoiado, cai por terra em uma dificuldade que o Santos novamente mostra em uma partida, o time é muito “espaçado”, jogadores não buscam a aproximação (numa tentativa de envolver o adversário através de troca de passes, e com isso oferecer perigo ao adversário), tornando o time previsível e de fácil marcação, sendo assim, abusa dos cruzamentos ou, dos chutes sem direção.

Imagem mostra o Santos “espaçado” o que obriga os chutes desesperados, cruzamentos e afins, confirma também a falta de interesse e intensidade por parte do Alvinegro, que mesmo o Grêmio mostrando piedade e ofertando espaços, o clube não soube aproveitar. Dodô e Daniel Guedes não apareciam no ataque. Destaque para a troca de posição entre Copete (que entrou no segundo tempo) e Gabriel (em sua posição de origem) alternando para o 4-3-3 numa tentativa sem sucesso de mudar o jogo.

O Santos tem principalmente um sério problema de postura e mentalidade o que acarreta também em um time fragilizado taticamente, a mudança é necessária, com o mesmo técnico ou não, porém, tudo indica que será com o mesmo, o trabalho é classificado como “brilhante” pelo presidente José Peres, portanto, resta catar os cacos e pensar no próximo jogo.

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