O VASCO É O TIME DA VIRADA – Análise Tática Vasco 4 x 1 América

Por Ricardo Leite

Essa frase já é um lema da torcida do Vasco. Mas hoje ela ganhou novos sentidos e variâncias.

O Vasco foi eliminado da Libertadores durante a semana. Hoje, VIROU a chave da competição pro Brasileiro. A cabeça do treinador também VIROU. Depois de muitos jogos sem nem ser relacionado, Bruno Cosendey voltou a relação e foi (surpreendentemente) a primeira opção do Zé para substituir Thiago Galhardo que saiu machucado após cometer um pênalti. Caio Monteiro também foi titular para a surpresa da maioria.
No placar também teve virada. E o Vasco chegou a essa vitória por meio de viradas de jogo. Foi assim que criou suas principais jogadas desde o primeiro tempo. Com uma marcação povoando a faixa central e com os jogadores muito próximos, o América não dava espaço para o Vasco criar por ali. Então Zé Ricardo, traçou muito bem a estratégia da equipe. Quando Paulão e Galhardo tinham a bola no lado direito, Caio Monteiro, Henrique ou até Cosendey “alargavam” o campo no lado oposto, se colocando como opções de passe/lançamento.

Assim o Vasco chegava ao último terço do campo apostando 1×1 ou na aproximação e ultrapassagem entre os jogadores. O mesmo também acontecia quando a bola estava na esquerda. Deu certo, inclusive dois do quatro gols vascaínos saíram dessa forma. E coincidentemente em ambos com participação de Paulão (lançamento), Cosendey (gol no primeiro lance e assistência no segundo) e Caio Monteiro (assistência no primeiro lance e gol no seguinte).

O Vasco também contou com as viradas pessoais. Paulão, Rafael Galhardo, Cosendey e Caio Monteiro eram jogadores com baixo prestígio (seja com a torcida ou com treinador) e que fizeram ótimas partidas. Vale destacar a vitória pessoal do Kelvin também. Depois de lesão seríssima entrou dando volume e aumentando o leque de jogadas individuais. Participou de dois gols também.

E não podemos também esquecer da virada de postura. Após o intervalo, a equipe voltou mais objetiva e eficaz, mesmo mantendo as mesmas peças.

O Vasco jogou sem a bola, prioritariamente no 4-4-2. Isso pode ser explicado pelo fato do Vasco ter ficado atrás no placar durante muito tempo e ter a necessidade de marcar mais alto. Com a bola, o Vasco manteve o mesmo modelo de jogo (4-2-3-1 que evolui pro 4-3-3) mas é preciso destacar dois cenários. Cosendey teve muita liberdade e inteligência pra se movimentar. Ora centralizava para armar, ora caía para os flancos para trabalhar com os meias extremados e fez uma aproximação interessantíssima ao Andrés Rios, inclusive infiltrando muito bem na área quando as jogadas evoluíam pelos extremos. E também o posicionamento do Rafael Galhardo que foi por quase toda a partida a principal opção ofensiva ou de início de criação da equipe cruzmaltina. Algo raro, pois normalmente sua função é prioritariamente defensiva para dar liberdade ao Pikachu, mas que pode ser justificado pela postura ofensiva tímida do adversário.

O Vasco ganhou opções. Que já poderíam ter sido buscadas antes, mas que devem ser vitais para o bom rendimento da equipe no brasileiro e na copa do Brasil.

@analisevasco

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