O PARANÁ CLUBE PRECISA REAGIR – Análise tática: Paraná 1 x 2 Sport

Por André Frehse Ribas

Todo mundo já sabe que o Paraná Clube ainda não conseguiu vencer a sua primeira  partida na Série A.  No domingo, o Tricolor perdeu por 2 a 1 para o Sport e vive uma situação delicada no Campeonato. Mas, agora, vamos analisar como o time se comportou taticamente em campo. É hora de #AprendermosJuntos.

Números do jogo

PARANÁ NÚMEROS

Temos que olhar com cuidado os números. Quem não viu o jogo pode achar que o Paraná foi muito superior, mas não foi bem assim. Apesar do grande número de chutes, o Tricolor não chegou causou grande perigo ao goleiro Maílson, pois a maioria das finalizações foram fracas e sem direção.  A equipe rubro-negra, nas poucas vezes que chegou, conseguiu causar problemas ao sistema defensivo do Paraná. A grande posse de bola se responde pelo gol cedo do adversário e pela proposta do visitante, que apostou nos contra-ataques.

O Paraná começou o jogo no 4-2-3-1,  com suas linhas em bloco médio, e com Carlos como homem de referência. Quando buscava o ataque, o time da casa atacava pelos lados, com Raphael Alemão e Silvinho. O grande problema é que muitas vezes eles ficavam isolados, sem apoio e isso dificultava a criação. 

ataque.jpg

Sem a bola, o Tricolor se posicionava no 4-4-2 e procurava pressionar a saída do Sport (pressão ao portador). Quando o adversário conseguia sair dessa pressão, ou era parado com falta ou tinha espaço para progredir e chegar com perigo. Os espaços apareciam devido à transição lenta do Paraná, que demorava para se compactar e recompor, principalmente pelos lados. 

DEF

A pressão na saída de bola  resultou nas principais chances do time Paranista. Logo aos seis minutos, após recuperar a bola no campo de ataque, Raphael Alemão teve uma grande chance, mas pecou no quesito técnico, na finalização.

No lance seguinte, em cobrança de escanteio, o time visitante chegou ao seu gol. Vamos analisar as falhas que acontecem: Carlos deixa Felipe Bastos antecipar no primeiro pau, e Rayan não acompanha Rogério. Resultado? 1 a 0 Sport.

ERRO

Após o gol, o Paraná adiantou suas linhas e seguiu tentando chegar pelos lados, mas sempre com problemas, devido à falta de apoio aos extremos (Raphael Alemão e Silvinho). As principais chances continuaram sendo  quando o Tricolor pressionava a saída de bola, mas pecava muito no fator técnico, no momento de decidir.

No segundo tempo,  o Tricolor fez duas mudanças: Baez no lugar de Rayan, e Matheus Pereira na vaga de Wesley Dias. Mas, logo aos 3 minutos, Marlone aumentou a vantagem de falta. O gol se resultou em uma falha de Cleber Reis, que perdeu a bola, e Jessiel teve que fazer a falta para evitar uma jogada. Com muita categoria, o meia do Sport fez um golaço.

O Paraná se lançou ao ataque e se aproveitou das linhas distantes, do Sport, para tentar criar. Em uma jogada, mostrou a importância do apoio para que os extremos possam criar. Carlos tabelou com Silvinho, que deu belo toque para Raphael Alemão, que desperdiçou uma grande chance.

Matheus Pereira  ainda não mostrou o seu futebol. Entrou desligado e sem a intensidade que o jogo pedia. Errou passes fáceis e não fez um bom jogo.

Com a entrada de Luan Vianna no lugar de Raphael Alemão, Carlos passou a jogar aberto, mas estava isolado, já que o lateral Alemão descia pouco e ninguém se aproximava para fazer o apoio, assim como aconteceu em todo o jogo, nos dois lados do campo.

O Tricolor pouco criou na segunda etapa, fez o gol no abafa e saiu com mais um revés na Vila Capanema.

Alguns pontos para se destacar: a importância do apoio quando os pontas têm a bola.  É necessário também que, quando esse apoio aconteça, os pontas se infiltrem para desenvolverem a jogada pelo corredor. Faltou eficiência. Raphael Alemão teve três chances claras de gol, mas não finalizou bem. A transição defensiva tem que ser mais rápida. Quando não consegue parar o contra-ataque com falta, o Tricolor deixa espaços e sofre na defesa.

Ponto positivo e negativo

Um destaque positivo foi o zagueiro Cleber Reis, que fez sua estreia com a camisa do Paraná. Cleber qualificou e muito a saída de bola do time, com passes-chave, que  quebraram linhas do adversário. O jogador também foi seguro defensivamente, errou apenas uma vez e mostrou ter qualidade para ser o titular. 

O destaque negativo vai para o atacante Raphael Alemão. O jogador conseguiu criar algumas jogadas individuais, mas peca muito na hora da finalização. Ele teve três chances claras de gol, dentro da grande área, mas não foi bem tecnicamente. Acredito que é hora de testar outra opção. 

Gostou da análise?

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Vídeos e números do Instat

@andre_frehse

 

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4 comentários sobre “O PARANÁ CLUBE PRECISA REAGIR – Análise tática: Paraná 1 x 2 Sport

  1. Concordo com você no que diz respeito ao término das ações ofensivas e acredito muito que a ausência de um atleta finalizador e de melhor capacidade técnica esteja interferindo diretamente no resultado.. Discordo viementemente quando pontua uma transição lenta do Paraná, até porque me parece que a temporização é uma mecânica de transição da equipe, e além disso, o Sport finalizou apenas uma vez no primeiro tempo aproveitando de alguma situação parecida com essa. Percebi o Paraná pressionando logo após perda da posse de bola e encurtando as linhas de passe nesse mesmo momento – comportamento favorecido por um volume ótimo de atletas no campo ofensivo quando em posse da bola ou organização defensiva.. Percebo na equipe uma utilização de conceitos bastante interessantes, mas que realmente precisam de um olhar um pouco menos simplista e superficial para que possam ser percebidos ! Apenas belas palavras e alguns “frames” acredito que não seja o suficiente.
    “A grande posse de bola se responde pelo gol cedo do adversário e pela proposta do visitante, que apostou nos contra-ataques.”
    Indiferente do gol cedo ou não, o novo treinador tem em seu modelo de jogo essa característica do jogo em transição ofensiva, e ainda por cima, importante pontuar o volume alto de bolas roubadas pelo Paraná, o que confere a esta equipe maior volume de posse de bola.

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    1. Sobre as roubadas de bola: o Sport roubou mais bolas que o Paraná. Falei sobre a pressão que o Paraná executou no jogo, está no texto. O Micale gosta de ter a bola, mas o Sport se retraiu muito após o gol. E, na maioria das vezes, o time teve a posse por ter, sem chegar com grande perigo ao gol do Sport. Sobre a transição defensiva: o Sport não atacou muito, mas, quando conseguia superar a pressão do Paraná, tinha espaços para avançar ao seu ataque. Tanto que o Tricolor realizou muita faltas para parar o ataque rubro-negro e conseguir se recompor a tempo. Acredito que o Paraná mostrou alguns pontos positivos, mas não concordo com a sua opinião. Abraço.

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