SÃO PAULO FAZ BOM PRIMEIRO TEMPO, MAS NÃO SEGURA O PLACAR – Análise tática de Fluminese 1 x 1 São Paulo

Por Pedro Galante

A partida contra o Fluminense marcou o décimo jogo de Diego Aguirre no comando do São Paulo. A defesa tem sido o ponto forte do trabalho do uruguaio, o ataque nem tanto. Por isso, hoje o time entrou em campo com algumas mudanças para tentar melhorar o setor ofensivo. Elas funcionaram muito bem no primeiro tempo.

A dificuldade do São Paulo com a criação do jogo acontece por falta de movimentação. Trellez não busca o jogo, os pontas infiltram e os três volantes – Jucilei, Petros e Liziero – não são volantes quebradores de linhas. O resultado era uma equipe apática e previsível com a bola.

Aguirre tentou mudar isso com a entrada de Diego Souza, um jogador mais móvel e dando mais liberdade para Nenê. Esse mecanismo funcionou extremamente bem no primeiro tempo, pelo lado esquerdo principalmente. Jucilei dava segurança pelo meio, Militão protegia a zaga, com isso Liziero podia subir para associar com Nenê e Everton. Diego Souza arrastava os defensores do Fluminense.

dEm vermelho, Everton e Diego Souza arrastam os defensores do Fluminense, abrindo espaço para Nenê infiltrar. (Foto: Premiere/ Pedro Galante)

Para ilustrar a melhora ofensiva, vamos a algumas estatísticas. No primeiro tempo o São Paulo finalizou oito vezes, todas de dentro da área. Mais chutes de dentro da área do que nas últimas partidas contra Ceará(4), Atlético-PR(6) e Paraná(3).

A defesa foi muito bem, como de costume. Variando entre linha de quatro e de cinco, quando um dos laterais desgarrava para pressionar a bola, o São Paulo negou muito bem os espaços ao Fluminense.

f.pngLiziero sai para pressionar o adversário e Régis compensa fechando a linha junto com os zagueiros. (Foto: Premiere/ Pedro Galante)

No segundo tempo, a equipe recuou e jogou com a vantagem. Mais uma vez a equipe chamou demais o adversário para o seu campo, e não ofereceu grandes perigos no contra-ataque. Embora seja preciso destacar que os pontas, Everton e Marcos Guilherme apoiaram mais a jogada de contra-ataque, do que nos jogos anteriores.

Muitos torcedores têm criticado Aguirre por recuar a equipe em momentos como o de ontem. A revolta do torcedor é compreensível, assim como a estratégia de Aguirre. Como ele disse em entrevista coletiva após a eliminação para o Corinthians, “ O time tem que ser forte defensivamente e a partir daí construir um time que jogue, que seja protagonista. ” A defesa tem funcionado bem, as vezes ocorrem infortúnios, como a falha de Arboleda contra o Fluminense ou o pênalti de Liziero contra o Atlético-PR. E o ataque melhorará aos poucos, hoje o crescimento foi bem visível. É preciso ter paciência.

Para encerrar mais algumas estatísticas defensivas:

  • O São Paulo é o time que tem a maior média de desarmes do Campeonato Brasileiro, com 24,7 por jogo;
  • é o time mais compactado – distância entre o primeiro atacante e o último defensor – com 35 metros.
  • tem o terceiro melhor índice defensivo segundo site WhoScored, 7,02; atrás de Corinthians e Flamengo, ambos com 7,1.

@pedro17galante

 

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