O FUTURO ESPERA POR MARCO ASENSIO – Análise de Bayern 1 x 2 Real Madrid

Por Caio Alves

Bayern München x Real Madrid aconteceu pelo jogo de ida das semifinais da UEFA Champions League, na Allianz Arena. Haviam grandes chances do time da casa entrar em campo desfalcado, enquanto os espanhóis tinham todos os seus jogadores à disposição de Zinedine Zidane.

Sem Alaba, Vidal e Coman — esse último sendo muito importante para Jupp Heynckes —, o Bayern entrou em campo no 4-1-4-1. Enquanto Javi Martínez, que substituiu Arturo Vidal, flutuava entre as transições, James Rodríguez (o melhor da partida) atuou como todo-campista, variando entre meia de criação e, principalmente, segundo volante. O papel defensivo de James foi magistral, assim como o ofensivo. Enquanto isso, Muller atuava entrelinhas e Ribéry procurava dar amplitude ao Bayern, tendo em vista que Robben, por lesão, foi substituído, dando lugar à Thiago. Pelo lado madrileño, o time, no papel, entrou no 4-3-3, mas acabou atuando, na maioria das vezes, no 4-3-2-1, alternando com o 4-4-2. No 4-3-2-1, esquema novo na temporada e no comando de Zidane, tendo usado apenas contra a Juventus, Isco e Lucas Vazquez tomavam conta da criação e das laterais no momento defensivo, deixando Cristiano Ronaldo flutuando entrelinhas ou como centroavante.

Ofensivamente acabou não dando certo, mas o Real Madrid acabou sofrendo, mesmo, defensivamente, principalmente pelo lado direito. Acostumado com a presença de Gareth Bale e Luka Modric atuando na faixa direita, Carvajal foi obrigado a se virar, já que Vazquez fez mais de uma função durante o jogo. Com isso, acabou abrindo buracos em seu próprio campo. Isso sem falar de Marcelo, que acabou, também, gerando espaços em seu campo por conta de suas descidas.

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Com o gol bávaro e algumas oportunidades geradas por erros pontuais e individuais, foi necessário que Zidane voltasse ao 4-4-2 pelo costume da equipe ao jogar há algum tempo assim e, principalmente, para dar consistência defensiva e segurar o Bayern. Após o gol de Marcelo, o jogo voltou a equilibrar-se.

No segundo tempo, ao entrar Marco Asensio, o futuro do Real Madrid e da Espanha, o time passou a ser mais seguro defensivamente e intenso na frente, usando muito a dupla Asensio-Vazquez para o contragolpe. Zidane passou a utilizar o pressing durante alguns momentos e, em um deles, aconteceu o gol.

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Tendo a vantagem no placar, por mais que ainda estivesse fora de casa e sofrendo pressing ofensivo, o Real Madrid passou a marcar a saída de bola, mas dando foco maior no contragolpe. James, durante os 90 minutos, jogou por ele, Javi Martínez e Thiago, tanto é que foi o melhor em campo. Rodríguez foi extremamente importante tatica e tecnicamente, mas a entrada de Asensio — que costuma não sentir os jogos grandes e ser decisivo — foi crucial para o desenvolvimento do resultado e a excelente vantagem para o próximo jogo, no Santiago Bernabéu.

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@caioalves

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