FINAL DA COPA VERDE! PRÉ-JOGO: ANÁLISE DO ATLÉTICO ITAPEMIRIM

Por Juliano Rangel

A chegada do Atlético Itapemirim a final da Copa Verde já se transformou no maior feito de um clube do Espírito Santo na competição. Para atingir essa marca, os comandados do técnico Zé Humberto apresentaram alguns conceitos importantes, com um modelo de jogo fixo e bem claro.

Ao longo da caminhada até a grande decisão, o Galo da Vila, como é conhecido o clube, exibiu alguns pontos, que foram cruciais e que explicam muito sobre a série invicta da equipe até aqui. Vamos conhecê-los:

 – ESQUEMA TÁTICO  

Nas seis partidas disputadas no torneio, Zé Humberto não abriu mão do seu esquema tático – já clássico: o 4-2-3-1.  No gol, Rodrigo Bambu, que tem apresentado muita segurança com suas defesas, têm a sua frente os zagueiros Rhayne e Kléber Viana, e nas laterais Paulinho e Marcos Felipe. A frente da linha de quatro defensiva, atuam os volantes, que também dão sustentação na saída de bola, Vitor e Araruama.

Na linha de meio campo, Fabiano joga como homem mais centralizado, tendo pela direito Uálisson Pikachu e, na esquerda, Franklin. Mais a frente, no comando de ataque, quem atua é o centroavante Eraldo.

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– SAÍDA DE BOLA

O Atlético costuma sair na chute para frente nas cobranças de tiro meta, mas, em algumas oportunidades, em que tem a bola em seu campo defensivo, a equipe trabalha a bola com uma linha de três jogadores com Rhayne aberto pela direita, Kléber Viana centralizado – que também busca as ligações por meio de lançamentos, e Marcos Felipe (ou Bruno) atuando pela esquerda. Também é possível perceber, a aproximação de um dos dois volantes – Vitor e Araruama, para dar mais uma opção de passe.

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– LATERAIS QUE ATUAM COMO ALAS

A ofensividade da equipe também passa pelos laterais, que muitas vezes atuam como alas, dando amplitude nas transições ofensivas. Destaque para o lateral-direito Paulinho, que costuma aparecer no ataque e sendo muito efetivo, como no gol que ele mesmo marcou contra o Cuiabá. Esse é um dos motivos do Atlético fazer uma saída com três homens, tendo Rhayne ocupando a região onde o mesmo Paulinho atua defendendo.

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 – APOIO NA DEFESA E NO ATAQUE

O trabalho dos dois volantes – Vitor e Aruruama, tanto na fase defensiva, quanto na ofensiva, também é algo notável nesta trajetória do Atlético. Vitor, que costuma seu um ponto de apoio nas saídas de bola da equipe, também costuma chegar ao ataque, principalmente nas bolas paradas, pelo meio da área, como no lance em que marcou, de cabeça, contra o Cuiabá.

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Em alguns momentos, a equipe faz uma variação para o 3-5-2 (muito utilizado quando Zizu ainda estava na equipe), em que os dois volantes trabalham na linha de meio-campo, ou se apresenta num 4-1-4-1, com Araruama atuando entre as linhas de defesa e do meio-campo. Nos minutos finais, Zé Humberto também costuma variar seu esquema para um 4-3-3, com Júnior Pagode formando uma linha com três volantes.

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 – MEIO-CAMPO QUE ATACA E DEFENDE

No início da campanha da equipe, o meio-campo do Atlético era formado por Uálisson Pikachu na direita, Fabiano pela esquerda, e Zizu atuando no meio e, em alguns momentos, ajudando Eraldo no ataque. Zizu acabou deixando o clube depois dos duelos contra o Brasiliense, e Fabiano acabou sendo deslocado para o meio, com Franklin atuando pela esquerda.

Neste ponto, vale destacar o papel de Uálisson Pikachu e Franklin (às vezes o Chiquinho), que costumam atuar abertos, entrando na diagonal. A dupla, que costuma inverte de lado, também tem o papel importante nos momentos defensivos, principalmente no apoio aos laterais.

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Outro ponto de destaque é o trabalho ofensivo da dupla, que já marcou três gols, sendo responsável por puxar os contra-ataques, que já resultaram em gols, seja nos chutes em diagonal e ou num cruzamento para Eraldo.

COM POUCOS TOQUES, MAS LETAL

No comando de ataque, Eraldo se apresenta como o artilheiro da equipe, com cinco gols marcados, sendo todos os gols marcados dentro da área adversária. O camisa nove, além da função ofensiva, também costuma retornar a linha intermediária defensiva, para fechar os espaços quando a equipe adversária tem a bola.

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– BOLA PARADA

O Atlético costuma utilizar seus homens mais altos – Kléber Viana, Rhayne e Eraldo, nas cobranças de faltas e escanteios. Destaque para o zagueiro Kléber Viana e o atacante Eraldo que já marcaram dois gols de cabeça.

PONTOS QUE MERECEM ATENÇÃO

– TRANSIÇÃO DEFENSIVA

Geralmente na fase de ataque, o Atlético costuma montar uma linha com três homens – Rhayne, Kléber Viana Marcos Felipe, posta mais atrás para quebrar possíveis contra-ataques. Esse tipo de marcação requer muita atenção da equipe, principalmente contra um ataque rápido pelos lados. Esse ponto deve ser bastante observado.

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– CHUTES DE FORA DA ÁREA

A postura mais fechada do Atlético obrigada, muitas vezes, seus adversários a arriscarem mais de fora da área. Nesse quesito, é importante ficar atento para evitar que um chute de longa distante ultrapasse o goleiro Bambu e resulte num gol.

– BOLAS CRUZADAS NA ÁREA

O Atlético deve ficar atento as flutuações da sua linha defensiva, na fase defensiva. As viradas de jogo podem ser uma estratégia muito utilizadas pelo adversário e precisam ser neutralizadas.

 NÚMEROS DO ATLÉTICO

A equipe de Itapemirim tem o melhor ataque da competição – junto com o Luverdense, com 13 gols marcados. Já na defesa, a equipe já sofreu sete gols – um a mais que seu adversário – o Paysandu.

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Analisando os dois duelos contra o Luverdense, pelos números do Instat, observamos que mesmo tendo encerrado a partida com mais posse de bola, no cálculo total, o Atlético ficou menos tempo com a bola. Outro ponto importante são as origens dos ataques, que nos dois jogos aconteceram mais pelos lados, com superioridade para o lado esquerdo.

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cv 18bEssa boa campanha dentro na Copa Verde pode ser explicada com o trabalho realizado fora de campo. Um dado importante para o técnico Zé Humberto, que foi Campeão Capixaba e da Copa Espírito Santo em 2017, é a manutenção de sua equipe base. No total, 12 jogadores do atual elenco são remanescentes do ano passado, sendo oito titulares.

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QUAL ATLÉTICO SERÁ O DA FINAL?

O Atlético Itapemirim não deve fugir de suas características de oferecer ao adversário a bola e sair nos contra-ataques rápidos. A defesa, que em muitos momentos se mostrou sólida, irá ser novamente testada.

As válvulas de escape continuarão sendo as chegadas pelas pontas e a recomposição defensiva será a peça chave para uma equipe que vem fazendo história na Copa Verde 2018.

 @julianords 

 

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