PERCEPÇÕES DO JOGO DE IDA PELA COPA DO BRASIL – Análise de Internacional 2 x 1 Vitória

Por Luiz “Juno” Martins

O período de férias havia chegado ao fim, para o Internacional.
Entrando em campo em uma quarta-feira à noite, dentro de seu estádio, o Inter teve como desafiante a equipe do Vitória da Bahia, pela Quarta Fase da Copa do Brasil 2018, jogo de ida.

A equipe desempenhou um futebol bastante parecido com o que fora visto no Gauchão, tendo uma diferença de desempenho quase imperceptível, se não analisarmos o jogo e os números de forma minuciosa.
A vitória do Internacional, pelo placar de 2×1, condiz com o que o jogo apresentou, mesmo que as falhas individuais marquem a tônica do jogo:

Análise

Destaco primeiramente a posse de bola do time, que se manteve sempre com ela, na maior parte do jogo. O time obteve no geral 59% de posse, contra 41% da equipe do Vitória. Número bastante expressivo.

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Neste momento você pode se questionar: “o time teve a bola, mas conseguiu atacar”?

A equipe realizou treze chutes contra o adversário, sendo cinco no gol. Destes chutes, oito foram tentados dentro da área (sendo dois no gol), cinco chutes foram interceptados, gerando cinco escanteios e três chutes foram para fora.

Outro dado interessante é a distância média para a tentativa de chutes, que neste jogo ficou em 19,3 metros.

Mas o que isso quer dizer?

Isso demonstra que a equipe possuiu um volume ofensivo e tem buscado sempre chegar próximo a área adversária, para tentar a finalização.

vit 2

Já sobre os passes, a equipe demonstrou um número baixo de erros nesse quesito, como demonstrado nas imagens abaixo:
vit 3

Total geral, 73 passes foram de retorno (para trás), buscando reiniciar jogadas. Isso equivale a 12,85% dos passes. Já os passes para a frente foram 154, equivalendo a 27,11% do geral. Estes dados demonstram, que projetar o time a frente foi sempre algo buscado, no jogo.

Ataque com troca de passes e finalização de Roger, após o 1-0:

Ataque com troca de passes e finalização de Pottker, com o jogo empatado:

E como o time defendeu?
Já na parte defensiva, a equipe não sofreu tantas dificuldades, se postando de uma forma segura, mas ainda existem questões a serem melhoradas, principalmente a excessiva quebra de linhas dos defensores (principalmente os zagueiros) e os erros de interceptações, que já diminuíram em relação a jogos anteriores.

No vídeo, são demonstradas algumas dificuldades informadas acima:

A equipe realizou 39 desarmes no jogo, tendo sucesso em 31 destes, possuindo 79% de aproveitamento.
Teve um aproveitamento de apenas 4 bolas perdidas em seu próprio campo, em um total de 68.

Neste vídeo ocorre uma boa amostragem da equipe em defender:

“Mas Juno, a equipe cruzou muitas bolas e abusou de bolas longas e disputas aéreas novamente. ”

Será mesmo?

De acordo com os dados da partida, a equipe realizou 26 cruzamentos, equivalentes a 4,57% do total de passes. Já em bolas longas o valor é de 15 (2,64%).

Isso ocorreu com maior frequência no segundo tempo (18 cruzamentos na área), após a entrada de Pottker e Nico López, após os 15 minutos da segunda etapa. Estes são dois jogadores que buscam bastante as jogadas pelos lados de campo, lateralizando bastante suas ações ofensivas.

Disputou 36 bolas aéreas, tendo efetividade em 14 destas. Neste dado de bola aérea, como a equipe do Vitória era mais alta e mais física, teve uma pequena superioridade, mas em relação a disputas no chão o Inter possui um aproveitamento de 60%, tendo sucesso em 67 destas, em um total de 112.

O que tiramos como conclusão?

Que o Inter buscou atacar a equipe adversária sempre com toques de média e curta distância, com bola no chão.
Para o próximo embate, dentro do Barradão, seria interessante esperar um pouco mais o time do Vitória (acredito que em uma marcação em bloco médio), buscando um jogo mais reativo, por possuir o resultado a seu favor, mas buscando sempre pressionar a saída de bola do adversário.

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Jogador destaque do jogo de Ida

O jogador destaque da partida, foi Patrick, que além de ter feito o primeiro gol do jogo, teve ótima participação nas principais jogadas de ataque da equipe, além de ter sido importante na parte defensiva. Ele é o motorzinho do time, se apresentando sempre para iniciar as jogadas, tem ótima tomada de decisão e leitura de jogo, para realizar desarmes e roubadas de bola.

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Por @ojunomartins

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