REAL NOROESTE IMPÔS MUITAS DIFICULDADES PARA O SERRA SER CAMPEÃO

Por Juliano Rangel

A festa para o título do Serra foi armada por sua torcida, que esteve em bom número no Estádio Kléber Andrade, mas o que todos esqueceram foi de combinar com a equipe do Real Noroeste. Mesmo sem o troféu, a equipe da cidade de Águia Branca apresentou um bom futebol, com novas ideias e conseguiu sair com a vitória por 4 a 3.

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Jogando com seu 4-3-3 já tradicional, o Real Noroeste veio com duas modificações em relação ao primeiro jogo da final. Ferrugem entrou na vaga de Léo, na lateral-direita, e Wanderson começou no lugar de Gian, na ponta de direita.

E foi justamente com esses dois jogadores que o técnico Vevé tentou surpreender o Serra. Ferrugem dava mais amplitude nos momentos de ataque da equipe, com Wanderson atuando mais atrás, saindo do meio para o corredor lateral na direita. Enquanto isso, o lateral-esquerdo Makeka avançava menos.

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Já pelo lado do Serra, a equipe manteve seu 4-2-3-1, com três mudanças na escalação do último jogo. Marquinhos entrou na zaga no lugar do suspenso Alex Augusto, pela esquerda Deco ficou na vaga de Rafinha, e na ponta direita Diego Alves iniciou no lugar de Paulo Ricardo.

Sem não abriu mão da sua marcação meia pressão nas saídas de bola do Real, o Serra foi com seus quatro homens, com Rael mais a frente, e Joelson, Thiaguinho e Diego Alves mais atrás formando uma linha, com ambos trocando por várias vezes de lado.

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O Real deixava alguns espaços, e foi com essa brecha, aos três minutos, que o volante Darlan em uma jogada individual, conseguiu se desfazer do acompanhamento de Mádison, além de passar por Sidinei e Ivan para abrir o placar.

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Com o revés no placar agregado ampliado, o Real se tornou ainda mais ofensivo, chegando a jogar, nas transições ofensivas, num 3-4-3, com apenas Ivan mais próximo dos dois zagueiros, Ferrugem e Makeka compondo a linha de meio-campo, junto com Sidinei e Wanderson. Igor atuava mais próximo de Mádison e Warley.

Com essas mudanças, o Real conseguiu chegar virada. Destaque para o ponta Mádison, que começou a fazer jogadas mais por dentro, com movimentos em diagonais para pontas, como no lance anterior ao gol de Warley. Da forma invertida, vindo da ponta para o meio, Mádison entrou um diagonal e recebeu de Warley para virar o placar.

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O 2 a 1 no placar, apresentou algumas dificuldades do Serra, principalmente na hora de sair jogando, em que a equipe abria mão das saídas curtas em troca dos lançamentos, que muitas vezes, eram perdidos pelo alto. Já na defesa, a linhas de zagueiros e volantes atuavam mais próximas, o que obrigava os atacantes do Real a saírem mais da área para tentar finalizar.

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Antes do intervalo, o Real Noroeste ainda pressionou a saída de bola do Serra, fechando as laterais Ferrugem e Makeka e tentando pegar a zaga serrana desmontada nos contra-ataques.

Gols e mais gols

Para segunda etapa, a equipe do Real Noroeste voltou com duas mudanças. Makeka deu lugar para Paulo Roberto, com isso Sidinei foi para a lateral-esquerda e Bidick entrou na vaga de Wanderson. Desta forma, a equipe manteve seu 4-3-3, com Mádison mais no meio campo, mudando nos ataques para um 3-4-3.

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Pelo lado do Serra, a equipe chegou ao gol de empate, numa jogada, em que o meia Thiaguinho, livre na entrada da área, acertou um belo voleio para marcar. O técnico Charles de Almeida, na fase defensiva, formava uma linha com cinco homens, com Darlan acompanhando Mádison.

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Com a defesa Serra bem mais postada, o Real Noroeste usava como alternativa os lançamentos em direção a área, e foi desta forma que a equipe passou novamente a frente, após Bidick receber a bola em profundidade, ser derrubado e o árbitro marcar pênalti. Na cobrança, Igor mandou para as redes.

O gol fez as duas equipes realizarem mais mudanças. Pelo lado do Serra, Betinho entrou na vaga de Thiaguinho, o que levou a equipe para um 4-3-3. O meio-campo passou a ser montado com Vandinho, Betinho e Darlan. Já no lado do Real, o meio-campo Guaxi entrou no lugar de Sidinei, para atuar pelo lado esquerdo da equipe e apoiar nos ataques. Paulo Roberto foi recuado para lateral-esquerda.

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No decorrer da partida, Emílio entrou pelo lado do Serra, para colocar a equipe num 4-4-2, com o mesmo atuando na frente ao lado de Rael. E foi com o camisa 10, após uma cobrança de falta, que Rael, de cabeça, marcou o gol de empate.

Não durou muito tempo a alegria, pois o Real chegou novamente ao gol, com um belo chute de fora da área de Igor, e aproveitando a falha na flutuação da linha de meio-campo do Serra para marcar.

Com o Real tentando mais um gol, o técnico ainda colocou no Serra o volante Charles para fechar o meio-campo. A equipe de Águia Branca passou a usar dos cruzamentos para área, todos sem efeito e o título ficou com o Serra.

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Análise dos gols

 

Conquista com merecimentos

O título do Serra foi resultado de um trabalho que se baseou num mesmo modelo de jogo desde a primeira rodada. Com uma proposta de atacar, propondo o jogo e até sufocando os adversários, dentro ou fora de casa, a equipe contou com importantes peças, que formando um elenco equilibrado, e letal ao longo deste Capixabão.

 

@julianords

@esquadra_tatica

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