AS LIÇÕES COM O TÍTULO – Análise do Corinthians

Por Iúri Medeiros

Nesse último domingo o Corinthians de Fábio Carille se tornou campeão paulista pela 29º vez, em cima do grande rival Palmeiras no Allianz Parque. Em dois jogos relativamente parecidos, com os visitantes abrindo o marcador no início e conseguindo segurar o resultado até o final, o goleiro Cássio acabou se destacando nas penalidades e garantiu o título para a Fiel.

Isso posto, é importante discutir o desempenho do Timão de uma forma ampla, para entender o que está bom e o que pode melhorar para a sequência da temporada. Nessa fase final de mata-mata, por exemplo, a equipe sentiu muita falta de um jogador de referência, seja jogando com Emerson Sheik de 9 ou com Rodriguinho e Jadson revezando na função. Como você já viu aqui, é uma equipe ainda refém do jogo individual de Clayson para quebrar defesas e tem como o lado esquerdo seu grande ponto forte. O gol contra o Palmeiras saiu pela esquerda, só que com participação de Vital na jogada, já que Clayson estava suspenso.

cor 1

Sem um atacante para prender bolas na frente e com Rodriguinho e Jadson oscilando seu desempenho durante os jogos, o Corinthians acaba sendo um time com uma produtividade muito baixa com a bola e tem dificuldade para infiltrar pelo meio em boas condições. A entrada do jovem Mateus Vital à equipe agregou qualidade técnica, mas ainda sim fica evidente que o time tem que melhorar quando tem a bola em seus pés.

Falando sobre o momento defensivo do time, é inegável que a entrada de Henrique ao lado de Balbuena no time titular deu uma segurança maior à defesa. Mas passado um bom momento inicial, o sistema defensivo voltou a sofrer como a um tempo não se via. Contra o Bragantino e contra o São Paulo, o Corinthians teve dificuldade em conter jogadas de velocidade em contra-ataques e assim inclusive tomou gols. O Gabriel, que mesmo sendo um bom jogador defensivo, caiu seu rendimento e constantemente vem tomando decisões erradas sem a bola e tem dificultado essa proteção à defesa, tanto que ficou no banco de reservas na grande final, dando lugar ao Ralf.

No jogo de volta contra o Palmeiras, o time sofreu para proteger a entrada da sua área, fazendo com que sempre pelo menos dois jogadores do Verdão tivessem espaço para finalizar de frente para o Cássio.

cor 2

cor 3

cor 4

No sistema 4-2-4 que o Carille costuma usar com Rodriguinho e Jadson é nítido que falta uma participação de um dos dois no momento sem a bola, já que ambos não têm como ponto forte a recomposição. Assim, a defesa fica mais exposta e mais suscetível a tomar gols.

De uma forma geral, o Corinthians foi campeão com méritos, mas não dá pra dizer que apresentou um futebol regular ou consistente durante a competição. Ainda é uma equipe que não se encontrou sem um 9 de referência, tem dificuldades para propor jogo e tem que sofrer ajustes defensivos. A classificação contra o São Paulo e o título contra o Palmeiras passam uma imagem de superação e certamente vão ficar marcadas para a Fiel torcida, mas se quiser alçar voos mais longos, o futebol da equipe tem que melhorar.

 

@iurimedeiros12

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s