PÓS-JOGO TÁTICO: ATLÉTICO-PR X SÃO PAULO

Por André Frehse Ribas

O jogo começou com duas propostas diferentes. O Atlético procurava ter a bola e criar com intensidade, passes curtos, infiltrações e com paciência. Já o São Paulo apostava no reativo. Tentava encaixar os contra-ataques, principalmente com Trellez, que era buscado a todo momento para surpreender com sua velocidade e para se infiltrar na zaga rubro-negra.

Primeiro vamos observar alguns números do jogo. Furacão trocou muitos passes, mas faltou objetividade. Poucos passes-chave, sendo assim, poucas chances de gol. Teve a maior posse de bola na primeira etapa, mas na segunda etapa cansou, e o São Paulo teve maior posse.

Posicionamento médio dos jogadores.

PRIMEIRO TEMPO

Nos primeiros minutos, as duas equipes tentaram colocar suas ideias em prática. Atlético buscava furar a marcação do Tricolor Paulista com triangulações, troca de posições e muita movimentação. Enquanto isso, o São Paulo armava seus contra-ataques, com velocidade e pouco passes, mas era bem marcado quando chegava ao último terço do campo.

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Furacão joga no 3–4–3. Jonathan e Carleto são os jogadores mais abertos.
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Na hora de se defender fica no 5–4–1.
Aos oito minutos, o time paulista achou o contragolpe que tanto buscava. Lançamento de trás e infiltração de Tréllez, que se movimentou do lado para o meio e confundiu a marcação. Só que aí entra outro fato: o goleiro Santos. Como um líbero, o goleiro saiu do gol e afastou a bola, mostrando a sua importância no estilo de jogo de Diniz.

O Atlético respondeu com uma boa troca de passes e a infiltração de Lucho, mas ele não tomou a decisão correta na hora que recebeu a bola dentro da área. O meia preferiu o cruzamento, e a zaga adversária cortou.

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Bela jogada entre Lucho, Nikão e Guilherme. Troca de passes, trianguçação e infiltração. Por por não termina em gol.

O Rubro-negro aproveitou o erro na saída de bola para sair na frente. Rodrigo Caio demorou para tomar a decisão e Pablo foi ligeiro para ganhar do zagueiro e carregar a bola até a área. Na primeira tentativa buscou o cruzamento, mas a bola rebateu na marcação. Na segunda tentou o chute e marcou: 1 a 0.

Após o gol, o São Paulo adiantou suas linhas e tentou forçar o erro na saída de bola do time da casa. Já o Atlético procurou trocar passes no meio-campo e na defesa. Faltou movimentação e intensidade para atacar o time visitante. O Furacão abriu espaços, atraiu o São Paulo em sua saída de bola, mas não fez as escolhas certas e isso dificultou a criação de jogadas. O jogo ficou controlado, mas o rubro-negro poderia ter se aproveitado mais da posse de bola para pressionar o adversário.

SEGUNDO TEMPO

Na segunda etapa, Jonathan sentiu e foi substituido por Camacho. Com isso, Raphael Veiga foi deslocado para o lado do campo e Camacho foi para o meio. O Tricolor Paulista teve mais a bola nos primeiros minutos, mas pouco criava, pois parava na boa marcação rubro-negra que procurava criar superioridade númerica na zona da bola.

O Rubro-negro pressionava e conseguia recuperar a bola para atacar, mas abusou dos passes errados. O Atlético conseguiu construir três jogadas bem trabalhadas na segunda etapa. Em dois dos três lances Lucho recupera a bola e começa o ataque. Troca de passes, infiltrações e intensidade. O jogo de Fernando Diniz.

 

 

O segundo gol Atleicano saiu após uma falha da marcação do São Paulo em uma cobrança de escanteio. Após o gol, o Tricolor Paulista se lançou ao ataque. E, pelo lado direito, Reinaldo recebeu a bola nas costas de Raphael Veiga, que deu espaço para o jogador cruzar a bola e achar Tréllez, que diminuiu o placar.

O Tricolor continou na pressão, tentando as jogadas principalmente pelo lado-direito, que Veiga demonstrava dificuldades em acompanhar o adversário. O jogo seguiu assim, o Furacão cansou e se fechou bem compacto na defesa, sem corrrer grandes riscos.

MELHOR JOGADOR

Paulo André teve um papel importante nas roubadas de bola para a criação de jogadas do Atlético. Se movimentou bem e apareceu bem no setor ofensivo, chegando a finalizar com perigo ao gol. O zagueiro deu mais passes que Veiga, responsável pela articulação no meio, e fez o seu melhor jogo até agora.

O Atlético controlou e venceu o São Paulo. Pecou na falta de intensidade em alguns momentos, com erros de passes e viradas precipitadas. Teve alguns erros nas tomadas de decisões que prejudicaram alguns ataques, resultando na pequena vantagem no placar. Raphael Veiga novamente não fez um bom jogo, principalmente no primeiro tempo, quando jogou na sua posição. Pelo lado-direito, ele também não foi bem, mas não é sua posição de origem, por isso o desconto. É muito legal ver as contruções de jogadas por parte do Atlético e sua saída de bola envolvendo adversário. Calma, passes rápidos, inversão de bola e uma contrução pensada até chegar ao último terço.

@andre_frehse

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