O BRAGA (também) É GRANDE

Por Nelson Duarte

 No passado fim de semana, jogou-se na Pedreira, a luta pelo 3º lugar. O Braga venceu o duelo e ficou apenas a 1 ponto do rival lisboeta. Mas, mais do que conquistar o 3º lugar, mais do que ficar a 1 ponto do Sporting e mais do que, até, poder vir a ultrapassar os Leões na classificação, o Braga conseguiu passar uma mensagem clara para todos: O Braga também é grande.

Aliás, para melhor enquadrarmos o feito da presente época, basta recuar à jornada 28 da época anterior para percebermos que, o Braga com os pontos de hoje (64 pontos, mais 14 pontos do que a época anterior), estaria em 3º lugar, com mais 4 pontos do que o Sporting (60 pontos à 28 jornada) e apenas a 4 pontos do líder Benfica (68 pontos à 28 jornada). É, de facto, de louvar todo o trabalho da equipa arsenalista.

 No que ao jogo diz respeito, foi possível constatar que o Braga foi melhorando de desempenho à medida que o tempo avançava. Isto é, com o decorrer da partida, o Braga foi desequilibrando para melhor e o Sporting foi desequilibrando, para pior.

No vídeo 1 podemos ver as tentativas de construção do Braga (que algumas poderiam ter sido melhor aproveitadas), podemos ver, também, as dinâmicas de posicionamento defensivo do Braga em bloco baixo (quando se encontrava na sua área), bem como, o espaço entre linhas (entra a linha defensiva e a linha média) que, a partir do minuto 75, foi ficando cada vez mais evidente, mas que o Sporting não soube aproveitar eficazmente (apesar de ter andado por essas zonas a tentar).

Por fim, também no vídeo 1, podemos ver uma breve explicação do golo sofrido pelo Sporting, através de bola parada.

 Relativamente ao Sporting, a equipa de Jorge Jesus entrou muito forte na partida (muito devido aos posicionamentos ofensivos que foi adotando – tal como explico no vídeo 2). Todavia e tal como já dito, o Braga foi equilibrando a partida e o Sporting não soube reinventar-se, tendo ficado preso às ideias iniciais (pouca variabilidade nos comportamentos).

Sou obrigado a destacar, novamente, Bruno Fernandes. Não há palavras para descrever o médio do Sporting. Se o Sporting foi mostrando variabilidade nos seus comportamentos ofensivos, tal deveu-se a Bruno Fernandes. O homem consegue criar situações de finalização para os colegas, com bola, mas também sem bola. Isto é, abre canais de comunicação entre colegas, sem ele próprio intervir ativamente (com bola) na jogada – ver vídeo 2.

De destacar, também, Bryan Ruiz com bola (fundamentalmente durante a 1ª parte) que, até a famosa “pausa” incorpora no seu plano conceptual de jogo e coloca-o em prática (põe em ação o seu conhecimento teórico) – ver vídeo 2.

@NelsonDuarteee

Para saberem mais sobre mim, bem como o meu percurso (académico e profissional) visitem: LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/nelsondiogoduarte/

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